﻿<?xml version='1.0' encoding='ISO-8859-1'?><rss version="2.0" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><channel><title>PinkBlue - O Forum das Mamãs e Bebés / Experiências de parto / Temas de Discussão </title><generator>InstantForum.NET v4.1.4</generator><description>PinkBlue - O Forum das Mamãs e Bebés</description><link>http://forum.pinkblue.com/</link><webMaster>foruns@pinkblue.com</webMaster><lastBuildDate>Fri, 03 Sep 2010 07:57:50 GMT</lastBuildDate><ttl>20</ttl><item><title>Parto após cesariana recente (menos de 18 meses): Como correu?</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2255414-9-1.aspx</link><description>Olá!Estou novamente grávida e no 1º parto tive de fazer cesariana porque o André estava sentado, tive uma recuperação fantástica! Juro que ao fim de 3 semanas estava pronta para outra e comecei a ginástica pós-parto com abdominais incluidos, sem dificuldade nenhuma :DTerei de fazer cesariana de novo, pois o 2º parto será a apenas 16 meses do 1º.Gostava de ouvir as vossas experiências  de 2ª gravidez após cesariana recente. Correu tudo bem? A 2ª cesariana foi semelhante, recuperação???Obrigada pelas vossas experiências :D</description><pubDate>Fri, 29 Jan 2010 00:10:39 GMT</pubDate><dc:creator>martassm</dc:creator></item><item><title>Diabetes gestacional e data do parto</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2464043-9-1.aspx</link><description>Olá,Estou com diabetes gestacional e tenho alguma dúvidas relativamente à data do parto.Já tive um diagnóstico de diabetes gestacional na primeira gravidez, mas os valores estavam pouco alterados e o meu médico, a contragosto, deixou-me esperar até às 40 semanas. Não havendo qualquer sinal de trabalho de parto, acabei por fazer uma cesariana electiva e a minha filha nasceu com 3,880kg, sem problemas (andou a ser picada para controlar os níveis de glicémia, mas felizmente estiveram sempre bem).Agora, os valores são mais evidentes; só tenho consulta amanhã e ainda não sei se o meu GO me vai mandar para a consulta de diabetes, mas quero falar sobre a data do parto, porque estava a contar com as 40 semanas.Uma amiga minha com diabetes gestacional (já a fazer insulina) fez indução às 38 semanas e alguns dias, porque na MAC não deixam passar mais tempo em grávidas diabéticas e medicadas.Quem tem experiência nesta situação? É mesmo melhor não insistir em esperar até às 40?Obrigada pelas respostas.</description><pubDate>Mon, 02 Aug 2010 14:24:22 GMT</pubDate><dc:creator>Mãeaos30</dc:creator></item><item><title>Bebés grandes e partos normais</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2458031-9-1.aspx</link><description>O Miguel está actualmente no percentil 95. Para quem já teve um bebé, mas com o percentil 25, e deseja ter um parto normal (não induzido e sem ser cesariana), está a ser uma novidade. Infelizmente, as histórias que me contam são negativas e não é nelas que me quero concentrar. :cool:Assim, há alguém que tenha tido um bebé grande e um parto normal com[b] BOA EXPERIÊNCIAS[u][/u][/b] para contar? :PObrigada! :DPS- obviamente o percentil é uma estimativa, até pode acontecer não ultrapassar os 4kg...</description><pubDate>Fri, 23 Jul 2010 21:47:09 GMT</pubDate><dc:creator>newbie</dc:creator></item><item><title>Uma história de encantar-Parto Domiciliar</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2437092-9-1.aspx</link><description>A necessidade de um segundo filho teve a ver com muitos erros cometidos por ignorância minha no meu primeiro filho! Deixei-me levar com mitos de mães, sogras, avós e com isso não dei o que achava que era melhor para o meu filho: o leite materno! Fui vítima de comentários menos positivos que me deixaram de certa forma triste comigo mesmo!Quando engravidei a segunda vez, tinha em mente que queria ser mãe sem a influência de ninguém, por isso procurei ajuda, apoio e muita informação!Conheci muitas mães neste fórum que me ajudaram a ultrapassar nesta minha etapa da minha vida, onde eu queria que tudo fosse perfeito e acreditei profundamente nisso, tive uma grande amiga que conheci aqui que me fez acreditar cada vez mais nestas minhas convicções: a Joana.Desde cedo queria que este trabalho de parto fosse diferente, queria fazer boa parte da dilatação em casa e ir para a maternidade apenas “abrir das pernas”, para poder esquecer as 25 horas que estive ligada ao CTG sem me poder mexer, comer, beber e ter companhia, no parto anterior. A primeira etapa foi procurar informação de todos os procedimentos de trabalho de parto. Vi filmes de partos, li relatos, experiencias, perguntei e ouvi a muita mãe como tinha sido os partos delas.A certo momento da gravidez a Joana falou me da importância de uma doula na minha preparação de parto como a importância de ser seguida por uma doula durante a gravidez. Confesso que ao princípio achei que era um grande disparate e não me ia sentir a vontade de contratar alguém que não conhecia. Procurei saber o papel de uma doula e comecei a verificar que era mesmo essencial para a minha gravidez a maneira como eu queria vivê-la e a maneira como queria o meu parto. Sabia que com a presença da doula no meu trabalho de parto, a parte da dilatação que queria faze-la em casa estaria mais segura em mim tê-la comigo. Apesar de tudo era uma pessoa que sabia me dizer, “ok, vamos para a maternidade!”Não foi fácil convencer o marido, achava que era tudo manias minhas, porque na gravidez anterior “não foi preciso nada disto”!Ao longo deste tempo todo, comecei a conviver mais com a Joana, a viver com ela a gravidez dela. Ela transmitia-me segurança, serenidade, confiança e fazia-me acreditar que era possível ser respeitada enquanto mulher! Muitos minutos, horas que trocamos ideias, ouvia muito atentamente e sentia-me feliz, por saber que tinha alguém que me apoiava acima de tudo, que me ouvia os meus problemas que a minha cabeça insistia em criar.Até que houve um momento que pensei, “eu vou fazer a primeira fase e parte da segunda do trabalho de parto em casa e depois vou para a maternidade! “ E depois? Vão deixar-me tocar na minha filha quando ela nascer? Vão respeitar-me quanto mulher? Vão respeitar as minhas ideias e pedidos? Vão deixar amamentar na primeira meia hora de vida? Vão…? Depois vou estar longe de tudo que me faz sentir bem, marido, filho, resto da família e vou estar limitada a horários de visita! Tenho medo de ir para a maternidade!”Solução:1. Vou deixar-me de informar e fechar os olhos quando entrar na maternidade e fazer esquecer tudo o que vou estar sujeita;2. Vou ter a minha filha em casa, no meu meio, na companhia de quem eu mais amo, proporcionando um bom ambiente que eu vou precisar para este marco muito importante da minha vida: o nascimento da minha filha!Mais uma vez foi com a Joana que desabafei este novo medo, medo que apareceu a poucas semanas do partos (estaria de 31 semanas) e mais uma vez ela deu-me todo o apoio sem criticar, opinar e até me incentivou a contactar profissionais sem compromisso para me tirar todas as dúvidas e as dúvidas do marido!Tive o primeiro contacto via email com o António Ferreira (Enfermeiro Obstetra) que me respondeu passado alguns minutos a dizer que estava no Brasil e que mal chegasse a Portugal me ia ligar para nos encontrarmos e falarmos. Ainda esteve mais umas 2/3 semanas no Brasil, e até lá o meu TPC era apontar numa folha todas as minhas dúvidas, medos. É claro que também apontei as do marido, ele dizia que não precisava porque achava isso tudo um desperdício de dinheiro.Finalmente recebo um telefonema muito esperado, do António… Lá combinamos com ele um “chazinho” em casa dele. Foi uma conversa muito agradável e fez com que o marido saísse de lá mais convencido.Depois de eu ponderar com o marido lá decidimos em conjunto que o melhor para mim, para a menina e para a nossa família era ela nascer em casa com a ajuda do António.E assim correu o resto da gravidez, segura, serena, calma! Estava cada vez mais feliz por estar grávida, deixei de contar as semanas e os dias, estava bem como estava. Vivi o resto da gravidez dia a dia, e no fundo não me importava de estar mais tempo grávida.Em conversa com a Joana desabafei que não me sentia a vontade com a minha doula, porque na verdade quem me fez o papel de doula foi a Joana. A doula nunca me esclareceu as minhas dúvidas, era eu que me ia informar junto da Joana ou em blog de outras doulas e até mesmo junto do António. Então fiquei a pensar se era aquela pessoa que eu queria junto de mim no meu parto. Fiz uma chamada para a Dr.ª Cristina Pincho (doula, CAM), contei a minha história e disse-lhe que gostava que fosse ela a acompanhar-me o parto mas primeiro tinha de resolver com a doula anterior. Esta não foi nada agradável com esta minha decisão, mas fez-me compreender que não esse tipo de pessoa que queria no momento muito importante da minha vida.A DPP era a 10 de Junho (quinta-feira). Eu estava convencida que o parto ia correr na noite de 12 para 13 de Junho (sábado para domingo), por ser Lua Nova e por sentir a magia de Santo António. Então estaria com a Cristina na sexta-feira a noite, jantávamos cá em casa e estaria com ela no sábado a tarde.Na sexta-feira combinei com a minha mãe fazer uma limpeza a casa, já que ia ter visitas no fim-de-semana. Nessa madrugada tive algumas dores (tipo comichão) menstruais. O marido às 8 da manha sai para trabalhar e levou o filho para o infantário. Ainda ponderei de o deixar cá, para o mimar no último dia de “filho único”. Entretanto chegou a minha mãe, já eu tinha as WC lavadas e a cozinha limpinha. A minha mãe foi para o aspirador e eu para o pano do pó.Eram 10:30 quando me lembrei, "e se eu ligasse a Cristina a dizer que já estou a sentir umas dorzitas…" então liguei, disse que estava com umas dores suportáveis, que andava nas limpezas “na boa” quando me disse que vinha já para cá (estava a 2 horas de mim). Eu disse-lhe logo que não era preciso, para ela almoçar com calma que eu estava muito bem. Antes de desligar ainda lhe perguntei se [u]valia[/u] a pena eu ligar ao António, ela respondeu que ligava ela mas depois decidiu que era melhor eu ligar (na verdade queria que o António me ouvisse a voz).Lá liguei ao António e na verdade só me lembro da voz dele a dizer FANTÁSTICO. Liguei ao marido para vir para casa ajudar nas limpezas. Mandei SMS a Joana que me ligou logo a seguir. Não me lembro do que falamos, porque já sentia contracções de 2 em 2 minutos. Sei que a Joana esteve a falar com a minha mãe e no fim a minha mãe mandar-me para a banheira. Eu pensei, "vou é tomar banho para não estar aqui transpirada a cheirar a “limpezas”". Fui até à WC e pensei, "não tenho o tapete antiderrapante, que está a lavar, na banheira ainda vou cair lá dentro". E desisti da ideia. Fui até ao quarto ligar ao marido a perguntar se demorava muito. No meio da primeira grande dor mando o telemóvel para o chão e vejo o rolhão juntamente com sangue cair no chão. Chamo a minha mãe, toda fula comigo própia por ter sujado o chão, para me fazer o favor de me limpar aquilo enquanto me ia lavar. Pelo meio recebo os telefonemas, que mal me lembro, do António e da Cristina que estavam os 2 a caminho. (o António mora a 10 minutos da minha casa)No meio de todas as contracções, lembrava-me nas conversas com a Joana, por exemplo, lembrei-me que me tinha dito (estava deitada no sofá) que era muito importante oxigenar o bebe e foquei-me na oxigenação da minha filha. Lembrei-me que me tinha dito (estava eu na cozinha) para imaginar a bebe a descer e eu foquei-me nisso, …A minha mãe vem ter comigo à WC com o aspirador para lhe ligar o vapor para limpar o chão que tinha sujado. Ponho um pé na banheira, tenho a 2 contracção de verdadeira dor e vejo a cabeça da menina. Chamo a minha mãe: “a menina está a nascer!” perguntou-me se estava a sentir a cabeça e eu respondo que estava e vê-la. Entro na banheira, nesse momento sinto alegria e ao mesmo tempo medo, o António ainda não tinha chegado. Desejei a presença dele. Estava confiante em mim, mas precisa da presença do António. Lembro-me da minha mãe chamar pelos santinhos todos, de me perguntar onde tinha o telemóvel e eu responder que ela tinha na mão. Mandei-lhe ligar para a Cristina, para a Joana ou para o António que eles se comunicavam entre eles. Ela não consegue fazer chamadas, tiro-lhe o telemóvel na mão e faço chamar para o António, que rejeita a chamada (estava a passar pela brigada de transito) para a Cristina que não atende (estava nas bombas e entretanto foi pagar o gasóleo), a menina nasce, a minha mãe ajuda-me a ampara-la, deito-me na banheira e ponho-a em cima de mim sempre com a ajuda da minha mãe. Peço para me ir buscar mantas para a menina não arrefecer. Oiço a minha mãe ao telefone, não sei com quem, a dizer que já nasceu, tento acalmar-la, nisso ela diz-me que vai chamar alguém, eu digo "NÃO, o António estava chegar". Tocam a campainha, era o António, subiu num instante. O cordão ainda estava a pulsar. Observou a menina, mandou a minha mãe cortar o cordão e no fim vejo a mulher aos pulos na WC e cai-me como se fosse uma criança de 3 anos que receber um chupa (oh meu Deus, o que o António pensou!?!)O António pediu para a minha mãe levar a menina e agasalha-la enquanto me ajudava a expulsar a placenta. Chega o marido, que como no parto anterior, primeiro vai ter com os filhos e depois é que se lembra de mim. Vou para o meu quarto no meu pé, não preciso de levar pontos. A menina foi para cima de mim e posta a mamar! Chega a Cristina!A Yara Francisca nasceu ao meio dia do dia 11 de Junho com 3250g.Às 13:30 estava eu sentada à mesa a comer frango churrasco que entretanto alguém foi comprar.No fundo correu tudo muito bem, mas tenho um “nó” no coração, não esteve presente no momento que nasceu a minha filha uma pessoa muito importante para mim: o Marido!Já perguntei ao marido se tivermos outro filho onde vai nascer. Respondeu sem pensar em casa com o António e a Cristina. Fiquei feliz porque o que inicialmente eram “manias minhas” agora compreende a importância.Agora a parte lamechas: :crybaby:Obrigada António e Cristina, vocês são uma verdadeira equipa.Obrigada a todas as mães que tiveram os partos em casa e de certa forma me fizeram mais confiante de mim e do meu corpo.Obrigada Joana, por todas as conversas, apoio, por seres minha madrinha e acima de tudo obrigada por [b]seres minha amiga[/b]. ADORO-TE![b]FUI MULHER E RESPEITADA![/b]</description><pubDate>Sun, 27 Jun 2010 13:03:09 GMT</pubDate><dc:creator>Is@bel</dc:creator></item><item><title>Respeito, ok! Mas...(se calhar este n é o local mais indicado mas n sabia onde o colocar...)</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2474205-9-1.aspx</link><description>Aqui escrevo hoje em forma de desabafo...só isso e nada mais, realmente! e não quero desta forma, criar algum tipo de "exaltaçao"...mas hoje em conversa com uma amiga fiquei realmente espantada, indignada (se calhar é um adjectivo mt forte...)...Essa minha amiga, de ha uns anos bons, está gravida de 24 semanas, após 5 anos de tentativas. Foram 5 anos que eu acompanhei com alguma proximidade, apesar de não nos vermos c regularidade.É uma pessoa informada e com ideias bem definidas e concretas (pelo menos ate esta data, eu achava isso). Durante estes 5 anos, falamos mt sobre gravidez, problemas q possam surgir na gravidez, as coisas maravilhosas da gravidez, as situações menos boas, todas as fases da mesma, os exames, o desenvolvimento do bebe, o parto, os tipos de partos (normal, cesariana), os procedimentos hospitalares relacionados c o parto (epidural, episiotomia, ctg, administraçao de soro...etc), a amamentaçao...etc...Identificavamos mt uma com a outra, pois tinhamos as mm vontades, a mm perspectiva da "coisa", até o mm GO,...Isto tudo até q ela ficou gravida...desde entao que as ideias e perspectiva dela perante isto tudo q tem vindo a mudar consideravelmente!Até que me disse que vai mudar de GO, nesta altura da gravidez, pq quer fazer uma cesariana programada:w00t:fiquei deveras espantada e boqueaberta, pois esta decisdão é completamente o contrario de tudo o q ela pensava e acreditava! Ela qeu sempre quis um parto normal, c epidural sim, mas normal, que n queria q fosse provocado (salvo por questoes de saude dela ou do bebe), que não queria episiotomia, e dps sai-se c esta!!! Cesariana programada???!!! Mas pq raio?? Perguntei-lhe eu.A resposta foi q queria ter tudo programado, queria saber exactamente as datas e n queria ser apanhada de surpresa:w00t::w00t::w00t:e como o nosso GO não é "adepto" desse tipo de procedimentos (não o é em partos induzidos só pq se chegou ás 40 sem, mt menos o é em cesarianas programadas só pq sim), vai mudar p ser seguida na Cuf descobertas (não sei por q medico).Ahhh e ainda me disse mais, que n queria amamentar mais que 6 meses para o bebe dormir a noite toda o mais rapido possivel!! fiquei novamente :w00t:Mas como é q uma pessoa q andou tantos anos a informar-se q a formar opinioes tão solidas sobre o parto muda de um mês p o outro???Perguntei-lhe ainda pq tinha mudado de ideias dps desse tempo todo...respondeu-me q tinha falado c uma conhecida q é enfermeira e tem n sei qts filhos (mas n sei pormenores sobre partos desta srª nem afins...) e q os argumentos q ela apresentou lhe pareceram validos, concretos e os melhores!!!!! Ohhh God!!!Eu sei q temos q respeitar (e respeito pois argumentei e perguntei q.b.), mas programar uma cesariana (q é uma intervençao cirurgica e como tal acarreta todos os riscos de tal) SÓ pq se quer ter tudo calculado e programado ao minuto (como se isso fosse possivel)???!!!!!Fiquei realmente :w00t::w00t:principalmente pelo percurso até esta decisão!!!Tal como vos disse é somente um desabafo...pois fiquei c a "triste" sensaçao q nunca conheçemos ninguem realmente e q é possivel as pessoas mudarem tao facilmente de opiniao!!</description><pubDate>Sat, 21 Aug 2010 16:20:37 GMT</pubDate><dc:creator>ritaSP</dc:creator></item><item><title>Parto com Bolsa amniótica intacta</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2438921-9-1.aspx</link><description>Depois de ver [url=][url=http://www.birthingway.com/caul.htm]ISTO[/url][/url], ou seja um parto de um bebé que nasceu dentro da bolsa amniótica estando esta intacta nunca mais fui a mesma!!!!! :D:DEu sempre pensei que o bebé para sair teria que sair fora da bolsa. Por isso sempre pensei que há uma necessidade real de ruptura de membranas. Até porque a minha mãe dos dois filhos fez os 10 cm de dilatação sem rupturas e só depois a muito custo a enfermeira parteira acedeu a romper artificialmente a membrana. Pensei que nestes casos fosse necessário.....Afinal parece que não é!Alguém me sabe dizer se o período expulsivo deste tipo de parto é mais prolongado do que aqueles em que há ruptura anterior????</description><pubDate>Tue, 29 Jun 2010 20:05:57 GMT</pubDate><dc:creator>Dulsa</dc:creator></item><item><title>Privados só podem receber grávidas após as 32 semanas</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2465353-9-1.aspx</link><description>Site da Pais &amp; Filhos:"Privados só podem receber grávidas após as 32 semanas Quarta, 04 Agosto 2010A partir de agora as grávidas com menos de 32 semanas de gestação não serão recebidas nos hospitais privados. A alteração foi imposta para garantir a segurança dos recém-nascidos prematuros que permaneciam até três dias no hospital, ao fim dos quais eram transferidos para o serviço público. Isto porque os seguros de saúde dos hospitais privados só pagam três dias de internamento aos bebés prematuros. A nova lei foi ontem publicada na portaria 615/2010, no Diário da República, e estabelece o número de semanas mínimo a partir do qual se poderão efectuar partos prematuros nos serviços privados. As unidades de Obstetrícia sem urgência aberta só receberão «grávidas referenciadas directamente por obstetra privado, com gestação de baixo risco e obrigatoriamente com mais de 34 semanas de gestação». Os privados que disponham de urgência permanente vão ficar limitados a receber grávidas com mais de 32 semanas de gestação. Luís Graça, do Serviço de Obstetrícia do Hospital de Santa Maria, concorda com o novo diploma: «o que se passava até agora era um disparate, bebés a nascer às 28 ou 29 semanas nos privados e a ser transferidos para um hospital público ao fim de três dias. Era desumano», disse em declarações ao Jornal de Notícias. A medida estabelece ainda requisitos de pessoal técnico: as unidades com urgência devem contar com dois obstetras, um pediatra com competência em Neonatologia e um anestesiologista. As unidades de obstetrícia e neonatologia do serviço privado ficam obrigadas a enviar anualmente um relatório de actividades: o número e o tipo de nascimentos, a mortalidade registada, a morbilidade materna e o número de transferências para o público. Apesar das alterações efectuadas, o serviço privado não terá de cumprir com um número mínimo de partos por ano, ao contrário do que se passa na rede pública, onde se estabelece como 1500 o número mínimo de partos para que estejam asseguradas as condições de segurança nas unidades."</description><pubDate>Wed, 04 Aug 2010 15:42:50 GMT</pubDate><dc:creator>Mãeaos30</dc:creator></item><item><title>Menina da Lua-Parto Domiciliar</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2379089-9-1.aspx</link><description>[center][b][size=4]Menina da Lua[/size][/b][/center]O meu parto começou muito antes do dia 16 de Março 2010. Começou ainda eu não estava grávida para vos dizer a verdade, que foi quando cheguei aqui ao forum. Foi quando eu tive a noção de que o meu primeiro parto teve uma série de intervenções desnecessárias e decidi pesquisar sobre o assunto, para ver se haveria outra maneira de parir sem passar pelo mesmo. Assim que falei sobre o Parto em casa ao meu marido fez sentido para ele também. Ele assistiu ao meu primeiro parto na Maternidade e achou muito natural que eu o quisesse fazer em casa. Não por ter sido traumatizante, pelo contrário, ele percebeu que o trabalho que eu tive na maternidade em parir o meu filho seria muito mais facilitado se simplesmente ficassemos por casa. Tinhamos uma série de questões que , quando foram respondidas, soubemos que o nosso proximo filho nasceria na nossa casa.Porque eu sempre fui assim, evito cometer os mesmos erros duas vezes, principalmente porque assumo a responsabilidade dos mesmos…e neste caso descobri que havia outra forma de parir sim. Uma forma à nossa medida, uma forma que me permitia fazer o meu papel, com tudo o que isso significa. E a nossa história de Amor começou. Decidimos então que eu poderia voltar a engravidar quando o nosso filho estivesse para fazer os 3aninhos,e assim foi. Soube que estava grávida no dia 13 de Julho de 2009, e fiz uma viagem maravilhosa que durou 40semanas, que partilhei com todas vocês e que podem ir ler no tópico das mamãs de Março de 2010. Falei com o meu Enfermeiro Parteiro António assim que soube que estava grávida e falei com a minha Doula Sara pouco depois. Se houve coisas que sempre soube que faziam sentido, esta era decididamente uma delas.Entrei em trabalho de parto cerca de 2semanas antes do dia em que efectivamente pari a minha filha, por volta das 38semanas comecei a ter muitas contrações, cada dia mais regulares e que só me davam algum descanso à noite, quando me deitava. Na verdade sempre tive contrações de Braxton desde cedo, mas estas contrações eram bem diferentes, e eu já as conhecia muito bem. Eram contrações a sério, como se o meu corpo estivesse a avisar que estaria para breve para eu me preparar e pensar como eu gostava de fazer as coisas.Visitei o meu GO às 39semanas, perfazendo assim um total de 3consultas durante a gestação. Como fui acompanhada em casa pelo meu parteiro António, ia apenas ao meu GO buscar credenciais e conversar com ele apenas por cortesia e porque gosto verdadeiramente dele.Nesse dia ele observou que eu estava com contrações a sério, dizia ele para a minha mãe : “Viu?Viu? Olhe mais uma !!” à medida que a minha barriga contraía visivelmente. E assim andei até ao dia que fiz 40semanas, dia da Lua Nova. Eu sempre soube que este era o nosso dia. No fundo eu sempre soube.Eram 21horas (mais ou menos) quando dei conta do meu rolhão nas cuecas. Eu sabia que não significava que tivesse a menina naquele dia, mas como combinado, liguei para a minha doula e para o António a dizer-lhes. Eles tinham pedido para os ir avisando à medida que as coisas evoluiam. Até porque as contrações ficaram mais eficazes e regulares a minha Doula Sara veio ter comigo a meu pedido e o António ficou de sobreaviso. Disse-me para lhe ligar assim que as coisas avançassem um pouco mais, e não deixar ficar até à última, porque ele estava ainda a uma hora e meia de caminho.Pedi para o meu marido levar o meu filho a casa da minha sogra, porque decidimos que aquele momento era exclusivamente dos 3 e porque eu não queria focar-me em mais nada que não o trabalho de parto. Eu tinha a sensação e disse-o na gravidez algumas vezes, de que não iria demorar e portanto eu queria focar no meu corpo para que tudo corresse sem paragens, e evoluísse sem sobressaltos. Portanto eu ficava mais descontraída se o meu filho estivesse em casa da avó. E o meu marido levou-o quando a minha doula chegou.E fui passear com ela. Um looooooongo passeio que me soube a pouco. Eu adorei o passeio, a conversa que tive com ela naquelas 2 horas relaxou-me e tornou as contrações mais eficazes. Não me apetecia ir para casa, sabia-me bem andar, mas sugeriu que fosse descansar porque eu ia precisar da minha energia para mais tarde.Quando chegamos a casa, ela preparou todos os ingredientes para o Chá. (Este chá não revelo o nome porque há grávidas muito ansiosas que podem querer tomar para acelerar o parto…e este chá só se toma já depois do Tparto ter começado.) Fui-me deitar e bebi o chá na minha cama e ainda comi uma maçã, não me apeteceu mais nada…mas algo me dizia que eu não ia descansar…mesmo assim a minha doula despediu-se de mim e disse para lhe ligar caso s coisas avançassem…E foi o que eu fiz : Ela chegou a casa e por volta da 1h30 da manhã teve que sair outra vez  O meu marido estava tão tranquilo quanto eu, mas só me perguntava : “É hoje Amor, que conhecemos a nossa bebé? É hoje??” Eu respondi-lhe :”Sim Amor é hoje!” E liguei para o António (parteiro) e disse-lhe para vir. Ele não fez perguntas, respondeu que se ia meter a caminho.O meu coração estava cheio: Era a madrugada do aniversário do meu pai, e eu sentia uma emoção enorme dentro de mim. Estava a chegar o nosso momento e cada contração era menos uma que meseparava da minha filha. Eu entrava fundo em cada uma, relaxava e empurrava mentalmente a minha filha para baixo. A minha respiração era lenta e profunda.E quando a Sara chegou encontrou-me assim :Nenhuma de nós teve dúvidas de que realmente eu estava em trabalho de parto e que agora já não ia parar  Bendito cházinho!!!Dei-lhe o meu tlm, e pedi para avisar os meus pais e atender as minhas chamadas. Eu já não conseguia falar nas contrações e também não queria distrair-me com nada. Pedi ao meu marido para ir dormir par o quarto do nosso filho, ele tinha estado a trabalhar e as dores eram perfeitamente suportáveis, e eu iria quere-lo comigo quando o parto começasse a apertar. E ele foi e levou o nosso cão com ele para que não atrapalhasse as nossas visitas.As contrações vinham e eu mantive-me sentada na minha cama..precisava de silêncio para me concentrar e aquela posição era-me familiar dos anos de meditação. Os intervalos eram muito generosos e eu ia conversando e pedi para vestir o bikini da lua de mel.Continuavamos as duas e não era preciso mais ninguém. D repente senti necessidade de me pôr de gatas. Pedi para ir para o chão e enquanto a Sara preparava algo fofinho para eu me ajoelhar, eu meti-me de gatas em cima da cama( tinha mesmo que ser…o corpo pede, eu faço e não hesito)) assim que sinto outra contração a vir…E Plof, as águas rebentaram.A partir daí a coisa acelerou, as contrações ficaram mais eficazes, mais longas e mesmo assim suportáveis e com intervalos igualmente generosos e relaxantes. Continuei a respirar bem fundo e a deixar-me ir com elas empurrando mentalmente a minha filha para a saída. Visualizei a saída dela em cada contração e sempre que o fazia a emoção invadia-me, como se mandasse a mensagem de que eu estava tão feliz e preparada para a receber.O António ia ligando para a Sara para saber como eu estava. Tudo tranquilo, o meu marido dormia e a minha casa estava em Paz. Pedi para ir para o duche. Como não mudavamos a cama (para o António ver a cor das águas rebentadas, limpinhas e transparentes) senti-me desconfortável ali na cama e estava na hora de ir para a água. O António não tinha chegado, mas não era preciso porque a minha banheira era óptima para relaxar…afinal de contas foi na minha banheira que acalmei sempre as minhas colicas renais ao longo dos anos  E lá fui eu, primeiro para o duche, mas como as contrações estavam fortes precisei de banho de imersão quentinho na zona da barriga e costas. Sentei-me direitinha com a bola de parto nas costas a apoiar. Senti-me em casa, literalmente  Um silêncio aconchegante, muito pouca luz na WC, tudo para não me distrair do meu trabalho. E a Patrícia chegou, lembro-me do beijo dela na minha testa e lembro-me do sorriso dela. Senti que tinha sido optimo ela chegar. Eu precisava de dar a mão em cada contraçõa, para me lembrar do meu caminho. A Patrícia ia rendendo a Sara e eu ia conversando nos intervalos.O António chegou. Pediu para me observar, o toque revelou que estava tudo bem. Auscultou a minha filha e disse-me “Está tudo optimo, a tua filha está aqui cheia de energia!” Era o que eu precisava de ouvir. A partir daí fomos auscultando em intervalos regulares e sempre que eu ouvia o coração dela no doppler era energia que eu sentia para continuar.Não me lembro muito desta fase. Lembro-me de sensações. Da sombra do meu parteiro à porta da Wc a sorrir a olhar para mim a observar o desenvolvimento do meu parto, de falarem baixinho para não me incomodarem, o que me aconchegava porque não me sentia sozinha.Lembro-me da voz da Sara em cada contração “ Isso….deixa ir, deixa ir”.Ainda hoje fecho os olhos e lembro-me da voz dela, que me lembrava o meu caminho e o meu objectivo sempre que o pico da contração vinha. As dores não se comparavam ao que eu tinha sentido no meu primeiro parto, os intervalos entre elas eram regeneradores, eu tinha de facto tempo para me recompôr e o meu corpo adaptava as contrações ao meu estado :Se vinha uma muito forte, a seguir vinha uma menos intensa. Por isso eu pensei que ainda faltava muito, mas não fazia mal, havia tempo…nada nos apressava.A Patrícia disse-me depois que eu comecei a falar com a minha bebé, a pedir-lhe ajuda. “Ajuda a mamã filha, ajuda a mamã…” Eu não me lembro disto, apenas vagamente. Eu estava completamente “drogada” com as minhas endorfinas, entrei bem fundo no meu parto, fundo mesmo, e nos intervalos lembro-me de deixar cair a cabeça para trás e descontrair profundamente.Eu não tinha qualquer noção de tempo, das horas…nada de nada. Sem saber eu estava em transição…Mas não tinha noção disso porque as dores eram sopurtáveus e os intervalos continuavam muito generosos.Nesta fase já quero o meu marido…Não percebi de inicio porquê. Pensei que ainda era cedo, e que ele precisava de descansar…Mas algo começou a dizer para o chamar…De repente foi como se eu acordasse, voltasse a mim…”parece que quero fazer força????!!!! “ Pensei eu….”Não pode ser!” Já??!” Eu estava à espera de dores muito mais fortes, sem intervalo….Nada disso aconteceu. Mais uma contração e tive a certeza de que era para fazer força e disse à Sara : “Chama o António!!  que eu quero fazer força!” Imediatamente ele veio ter comigo e pediu para me observar. Veio outra contração e eu agarrei na mão dele para que não me tocasse..a seguir disse-lhe “Já passou, já podes agora”…E nem senti a mão dele.Disse-me que estava tudo bem, para fazer força à vontade que agora ele ia ficar ali comigo.Pedi para chamarem o meu marido e a Patricia foi ao quartoE teve uma grande surpresa ! LOOOOOOOOOOOOOL Quando começou a chamar para o acordar, o meu cão começou a rosnar, looooooooooooooooool e veio ela muito aflita dizer “ Não consigo acordar o Ruben!! O cão não deixa!!! “ A partir daí foi uma paródia completa, eu não sabia se havia de rir ou de fazer força!!!Finalmente ele veio ter comigo, e eu disse-lhe :Amor a nossa filha vem aíE agora eu tinha que fazer barulho em oposição ao silêncio de toda a dilatação senti necessidade de de me expressar como um kamikase  O António ia acompanhando a descida dela e ia auscultando, ela estava optima cheia de vitalidade. O batimento cardíaco dela baixava um pouco nas contrações o que é perfeitamente normal e como eu sabia disso estava tranquila. O esxpulsivo estava a custar-me um pouco, senti que havia qualquer coisa de diferente, as dores continuavam generosas, mas senti algo diferente de facto. Perguntaram-me se eu queria tocar na cabeça da menina, eu disse que não, exactamente porque senti que não me podia desconcentrar nem por 1segundo.E finalmente faço força, mais um grito de guerra e a minha filha sai disparada. Não consegui controlar a saída dela e olho para a cara deles que sorriam espantados  Puseram logo a menina o meu colo, vejo uma lágrima de emoçao na Patrícia. Eu ainda estava a acordar do meu estado profundo e ouvi eles a falarem :” A menina nasceu posterior! Direitinha, sem nenhuma complicação….Mas de cara virada para a Lua!”Eu sorri para dentro e pensei :”Então era isso  A minha menina da Lua Era isso k estava diferente ”A minha filha nasceu às 0450, ou seja foram umas 3horas e 30m…Tão rápido! Nunca pensei! Estavamos todos admirados! Ela foi avaliada (Apgar 10/10), olhinhos bem abertos e tranquila…tão tranquila!! Não ouvi o choro dela sequer!Assim que saiu manteve-se calma no meu colo, e o meu marido cortou o cordão asism que deixou de pulsar.Costumam dizer que estes partos são mais dificeis, mais demorados, mais dolorosos…nada disso eu senti. Pensei que se a minha filha então estivesse anterior,ou seja em posição normal, tinha sido ainda mis fácil! Um passeio no parque!Por causa desta posição é que eu não consegui controlar a saída e também rasguei pela costura anterior. Fui muito bem cosida após a saída da placenta na minha cama, no meu quarto e no dia seguinte já me sentava a dar maminha e comer à mesa sem problemas. A expulsar a placenta no quarto a minha filha estava já na mama com uma pega perfeita. E depois de ser cosida o António notou que o meu útero não estava a contrair e que eu sangrava, ficou desconfiado e disse-me que se continuasse eu teria que ir à maternidade. Deu-me uma injecção de ocitocina para ajudar e resultou. A hemorragia amainou (e no dia seguinte saiu o coágulo que a provocava). Tomamos todos juntos o pequeno almoço com o nascer do dia. Um chá com torradas ..o melhor pequeno almoço da minha vida preparado pelo meu Marido.Quando o Antonio se foi embora deixou as recomendações do “levante” e pediu expressamente para eu não ir sequer à WC sozinha até perfazer 8/12 horas. Não fiz nenhum tipo de medicação sem ser a injecção de ocitocina e Brufen por dois dias.A Patrícia e a Sara sairam por volta das 9horas e ficamos os 3 a “namorar” e a descansar….Mas eu sentia a falta do meu filho. Tinha que falar com ele e imediatamente liguei à minha sogra , pedi para ela mo trazer eu ia descansar um pouco e depois de almoço queria que ele viesse para casa. Falei com ele e ele já sabia que a mana tinha nascido. Toda a familia nos queria ver e o primeiro foi o meu pai, que também fazia anos nesse dia, estava muito emocionado.O meu filho chegou e finalmente me senti completa. Deu-me um abraço e saiu a correr a dizer “ A mana nasceu! A minha mana nasceu!” disse a toda a gente que entrava.O melhor estava para vir : Na hora do lanche juntamos toda a família e cantamos os parabéns num lanche maravilhoso. Afinal de contas neste dia passou-se a cantar a dobrar, pelo meu pai e pela minha Coelhinha Bárbara!******************************************************************************************************Obrigada a todas pelo apoio, e desculpem o testamento ! Mas preferi fazer o relato completo e como tudo era importante, não deu para cortar nas coisas.Obrigada especialmente à Sara Doula, e à APPM que me acompanharam e a todas as foristas, às que me apoiaram incondicionalmente e em espcial às que se mostraram mais cépticas e foram levntando perguntas. Foram estas últimas que me levaram a pesquisar de maneira a vencer as minhas inseguranças, porque todas nós as temos e eu não sou diferente.O meu sincero Obrigada.Editei para ficar mais fácil de ler e porque [b]o imageschack não aceitou as minhas fotos a dar de mamar[/b]...enfim...o costumePost Scriptum - Por favor não quero polémica neste tópico. Sugiro que criem outro caso achem necessário criticar, ou fazer algum reparo mais "aceso"..eu não me importo que o façam, mas por favor, não aqui. Beijo a todas.</description><pubDate>Wed, 28 Apr 2010 12:22:52 GMT</pubDate><dc:creator>Jo&amp;Xande&amp;Babs</dc:creator></item><item><title>Parto no Privado sem ser assistida lá?</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2471250-9-1.aspx</link><description>Bom dia Mamãs,Gostava de saber se alguém me poderá esclarecer esta dúvida.Estou a ser seguida pela minha obstetra que apenas faz partos num hospital público fora da minha área de residência. Acontece que eu gostaria de ter o meu bebé num hospital privado, mas também não quero abdicar de continuar a ser seguida pela minha médica até ao fim da gravidez.Já alguém passou por isto?É possível ter um parto por exemplo na Cuf Descobertas sem fazer o seguimento da gravidez lá?Obrigada!!</description><pubDate>Fri, 13 Aug 2010 11:54:07 GMT</pubDate><dc:creator>Rutexana</dc:creator></item><item><title>Parto Hospital Fernando Fonseca ( Amadora-Sintra)</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2142977-9-1.aspx</link><description>Olá mamãs,Gostaria de saber de experiências, boas ou más, de partos no Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra).Á partida vou ter a minha filha neste hospital e queria que partilhassem comigo informações importantes.Desde já Obrigada,</description><pubDate>Mon, 16 Nov 2009 21:31:18 GMT</pubDate><dc:creator>mamã.arco.irís</dc:creator></item><item><title>Parto na água * lindo, lindo!! :)</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2463763-9-1.aspx</link><description>[Escrevi este texto para mim (finalmente!) e por isso está longo e pormenorizado. Mas não podia deixar de ser assim pois é a memória bonita do nascimento da Eva e que espero poder contar-lhe um dia quando for crescida!Resolvi partilhar porque ao longo dos últimos tempos também gostei de ler outras histórias como esta. E se tiverem tempo e paciência talvez gostem de ler...]-----------Eram 7h30 da manhã, depois de uma noite muito mal dormida com calor e sem posição. Acordei com contrações regulares de 5 em 5 minutos, daquelas ainda muito fraquinhas, um leve pulsar do útero. Mas já eram muito diferentes das contracções de Braxton Hicks que tinha regularmente desde as 22 semanas de gestação. Estávamos nas 40 semanas e era o primeiro sinal. Fiquei contente e com um ligeiro nervosismo.O namorado ia sair para trabalhar e disse-lhe que o parto possivelmente aconteceria nos dias seguintes. Tomei o pequeno-almoço nas calmas e duas horas depois já não sentia nada. Fiz uma sesta pequena de manhã e outra depois de almoço.Ao fim da tarde as contrações voltaram, agora 'mais a sério' e de 10 em 10 minutos. Estava um dia muito, muito quente e por volta das 19h/20h ainda fomos dar um mergulho na piscina dos sogros, pertinho da nossa casa. Tentei relaxar tal como fizera nas aulas de pré-parto aquático nos últimos meses e comecei a despedir-me da barriga! Jantámos e ainda fomos ver o 'Orgasmic Birth' pela primeira vez pois só tinhamos conseguido ter acesso ao documentário uns dias antes. E telefonei à doula e à parteira assim só de pré-aviso!Já era meia noite, as contrações continuavam super regulares e cada vez mais intensas. Começava a sentir o cansaço do final de dia e não sabia muito bem o que fazer. Tentei descansar e deitar-me mas as dores e a posição eram insuportáveis. Tentei caminhar mas não me aguentava de pé. Experimentei diversas posições na bola mas também não me sentia minimamente confortável e, para além das contrações, comecei a ter uma forte dor por cima do osso púbico que nem me sentar deixava. Estava a ficar apreensiva até que me lembrei da cadeira de baloiço e... iupi!! Tinha encontrado uma posição muito agradável - sentada, muito inclinada para trás, mas sem baloiçar!Levei a cadeira para o quarto e assim, ao longo da noite, o namorado ressonava na cama e eu dormitava na cadeira ao lado! A cada 10 minutos acordava com a contracção, respirava fundo e logo depois caía novamente num descanso profundo! Por estranho que possa parecer a noite passou num instantinho, e deu mesmo para descansar muito e bem! Sei que não dormi realmente, nem sonhei, nem me lembro de pensar em absolutamente nada, mas sei que a mente viajou por qualquer sitio muito, muito longe! :)Às 4h da manhã tive de me levantar para ir vomitar e até ao início da manhã seguinte isso aconteceu mais umas 4 ou 5 vezes. Não eram vómitos de agonia, dava tempo de chegar até à casa de banho. (E nem foi nenhuma surpresa, já estava à espera que acontecesse, tal como tinha acontecido dois anos antes num aborto espontâneo por que tinha passado). Era o meu corpo a reagir e a descomprimir. Depois de vomitar o corpo ficava muito mais relaxado.Eram 8h da manhã saltei da cadeira para um agradável banho de imersão na banheira de casa onde continuava a só me sentir bem na mesma posição sentada e inclinada para trás! Nessa manhã o namorado já não foi trabalhar e começámos a contar as contrações que estavam agora muito irregulares. Tanto vinham de 3 em 3 como de 7 em 7 minutos. Tanto duravam 30 como 50 segundo. Sentia-me perfeitamente bem, relaxada, descontraída mas comecei a ficar um pouco apreensiva pois não estava a perceber se alguma coisa estava a avançar ou não e se ía acontecer em breve ou não! Telefonei à parteira, expliquei as minhas dúvidas e acrescentei que não estava a fazer nada daquilo que tanto tinha lido em livros e praticado em aulas de yoga como exercícios na bola, caminhadas, visualizações, etc, etc! A parteira respondeu "Não tens de te preocupar com isso, cada mulher tem o seu registo!".Pois é... tinha acabado de me relembrar a "lição" mais importante de todas!!! Todas as mulheres sabem parir!!! Tinha de confiar e seguir o meu corpo que me estava a guiar nesta aventura!! A verdade é que passei todo o trabalho de parto e parto: parada, sentada, em silêncio, de olhos fechados e sem pensar em nada!! Ou seja, não fiz absolutamente nada daquilo que imaginei que me iria apetecer fazer... mas sentia-me tão bem assim e o tempo estava a passar tão rápido que nem queria acreditar!!Às 10h e pouco chegou a parteira e sugeriu que eu saísse do banho e fosse para o quarto para me observar e ver como é que as coisas estavam à andar:— Está tudo bem encaminhado... óptima posição da bébé... batimento cardíaco excelente... – e ainda acrescentou – está cá fora à hora de almoço! — SÉRIO????????????? – Eu nem queria acreditar no que estava a ouvir! Que falta de noção a minha! E eu a julgar que a bébé só nascia lá para o fim do dia ou no dia seguinte!! É que até ali o tempo tinha passado mesmo muito rápido e estava a ser tudo muito mais fácil do que eu tinha imaginado!E momentos depois, ainda deitada na cama... SPLASHHH!!! Aí foram as águas para cima da cama, do chão e da parteira! Ups...! Que sensação estranha de "incontinência" repentina e abundante! A dor/pressão que tinha na zona púbica, e que me obrigava a estar sentada e inclinada para trás, simplesmente desapareceu! Logo depois fui tomar um duche enquanto a parteira e o namorado preparavam a piscina de parto. E entretanto chegou a doula.Logo depois, talvez por volta das 11h, entrei na piscina e foi muito bom poder estar novamente semi-submersa na água, super-relaxante! Estive mais uma hora nesta fase final da dilatação, de um lado agarrava a mão ao namorado e do outro a doula! Felizmente, apesar de supostamente serem as contrações mais fortes e finais antes da fase da expulsão, não eram tão intensas quanto imaginei, entre elas conseguia relaxar e continuava a minha minha viagem mental, que no meio de tão grande cocktail de hormonas já era muito para lá doutra galáxia!!! As contrações chamavam-me ao planeta terra, e sempre de olhos fechados e em silêncio lá respirava fundo e apertava as mãos do namorado e doula com muita força! Entretanto até comecei a ficar com as mãos dormentes e tive de ir alternando a posição - o que na água felizmente é bastante fácil!Comecei a sentir uma ligeira vontade de fazer força, estava a entrar na fase da expulsão e muitas sensações começaram a mudar. As contrações eram bastante espaçadas, pouco intensas e nada dolorosas, quase que as conseguia ignorar não fosse a pressão da cabeça da bébé que me relembrava/obrigava a fazer força! E que força que tinha fazer, uff!!! E a bébé ajudava empurrando com os pés a parte de cima do útero (fantástico)! Entre as contrações tentava relaxar muito. O namorado respirava profundamente, com a cara perto da minha, o que ajudava muito a manter a respiração controlada. Do outro lado a doula segredava-me o quanto todo o trabalho de parto estava a evoluir muito bem – o que me tranquilizada e dava segurança. Quando me apetecia pedia água e também para me molharem a testa com um pano de água fria. E os copos de água morna que tiravam da piscina e me deixavam escorrer pelas costas abaixo eram extremamente relaxantes!! Nesta altura ia alternando as posições, ou estava de barriga para cima de mãos dadas à minha equipa(!) ou de barriga para baixo, ajoelhada e apoiada na borda da piscina. Ao contrário da fase de dilatação em que não pensava em nada, na expulsão apesar de continuar de olhos fechados e em silêncio fartava-me de "conversar" comigo própria – "Vá... tens de fazer mais força para conseguir pôr a criança neste mundo!!!".A doula e parteira incentivaram-me a libertar-me mais e a vocalizar o que sentia nas contrações... e lembrei-me dos meus treinos de kung-fu e quando vinha a vontade de empurrar: HAAAAA!!! Não eram gritos de dor, mas sim de muita força e determinação!!! E de facto ajudava e muito! Depois, entre as contrações voltava a relaxar! Algures ali pelo meio lembro-me de comentar "Estou cheia de fome!!!" Nunca imaginei que fosse sentir e dizer isto a meio do trabalho de parto! Mas era verdade!! E era normal... tinha vomitado tudo o que tinha comido nesse dia até ao momento. Mas estava demasiado fora da 'realidade normal' para conseguir comer o que quer que fosse!!Ao contrário de toda a noite e início da manhã - em que o tempo tinha passado a correr, na piscina comecei a ficar com a sensação que já estava ali há muito tempo e o trabalho de parto não estava a evoluir. No fundo sentia-me super bem no meio da piscina, mas não em trabalho de parto! Meio na dúvida disse à doula "parece que não está a acontecer nada!?" Mas estava!!! A parteira sugeriu que eu tentasse tocar na cabeça, e de facto... IUPI!!! Estava ali, mesmo quase, quase, já conseguia tocar no cima da cabeça que estava a aparecer, e sentia perfeitamente um bocadinho de cabelo!!! O ânimo voltou!!! Ainda me perguntaram se queria sair da piscina para o banco de partos... e ponderei por segundos, mas sentia-me ali tão bem, (bolas!!) havia de conseguir pôr a criança cá fora!!! Estava era demasiado relaxada, sentia que me estava a faltar aquela adrenalina necessária para o empurrão final!Entretanto, a parteira e a doula sugeriram que a bébé só ainda não tinha nascido porque eu estava era à espera que a minha mãe chegasse. Não tive consciência dessa questão na altura mas hoje acho que é bem verdade!! Por volta do 4/5 mês de gravidez, depois de resolvidas umas tantas complicações (descolamento da placenta e placenta prévia), quando decidimos que o parto ia ser mesmo em casa optei por não falar disso com absolutamente ninguém, excepto com a minha mãe que reagiu mais ou menos assim:— Um parto em casa??? Oh filha... estás MALUCA!?— Não, não estou... E quero que tu estejas lá! :D— O QUÊ????? NEM PENSAR!!! Era lá capaz de te ver sofrer!Lá expliquei que ia ter um parto magnífico tal como queria! Seria um disparate partir do preconceito que o parto é igual a sofrimento (mas ela não conhecia o 'Orgasmic birth' por isso tinha de dar um desconto!!!). E tinha a certeza que ela ia adorar estar presente! Ao longo dos meses seguintes fui-lhe enviando videos de partos naturais e a futura avó lá se foi habituando mais ou menos à ideia. Mas ao chegar a altura do parto achei que seria melhor não a chamar muito cedo. Não queria ninguém nervoso ao pé de mim! Por isso só a chamámos a meio da manhã e dissémos para vir pela hora de almoço (como se ainda faltasse muito para o grande acontecimento). Ela lá pensou que ainda tinha imenso tempo, ainda foi comprar comida e acabou por se perder no caminho (tinhamos mudado de casa há pouco tempo). Chegou uma hora atrasada, mas muito calma e sorridente como se nada fosse... e só quando entrou no quarto e viu a parteira e a doula é que percebeu que estava em cima da hora! E assim foi... uns 15 minutos depois dela chegar a bébé estava cá fora, eram 14h!Tive de fazer muita força para a cabecita vir cá para fora e ia ouvindo a equipa a comentar "Olha a testa!... As orelhas!... O nariz!..." E aí pelo meio senti perfeitamente o "anel de fogo" (fantástico!), aqueles breves momentos mágicos que recordo com carinho e me fazem sempre evocar a imagem de um eclipse total do sol – quando num alinhamento perfeito – a lua se coloca entre a terra e o sol deixando à vista apenas o brilho intenso da coroa solar!E assim nasceu a Eva :)Meio atordoada peguei-lhe pelos braços ainda na água e puxei-a logo para o meu colo (não fazia questão que ela nascesse mesmo dentro de água, mas sempre tinha imaginado que se isso acontecesse, gostaria que o momento de emersão fosse mesmo muito calminho e suave, mas na altura lembrei-me lá disso!!!). Nem queria acreditar que a bébé já estava ali, tão calminha, com os olhos tão abertos, meio desorientada mas sem chorar, fez apenas uma choraminquice uns momentos depois! Colocámos uma toalha à volta e um gorro para não arrefecer e ficámos os três num grande abraço mágico! Passado pouco tempo e com alguma falta de jeito (minha e dela) a Eva começou a mamar!Entretanto esperámos que o cordão deixasse de pulsar antes que o namorado (agora pai!!) o cortasse. Talvez uma meia hora depois, a parteira puxou suavemente o resto do cordão e a placenta saíu quase sem eu dar por nada. Segundo a parteira e a doula o cordão era invulgarmente grande e espesso. E pudémos ver com curiosidade a placenta e a membrana fetal que saíu quase intacta mas também era invulgarmente dividida em duas "secções", onde numa estaria a bébé e na outra não se sabe. Ficará a dúvida se no início dos inícios teria começado por ser uma gestação gemelar. Um dia quando tiver tempo hei de ler mais sobre 'gémeos singulares'.Saí finalmente da piscina, fui tomar um duche e a princesa foi para o colo do pai! E agora já tinha mesmo vontade de comer – que fome!!! Durante toda a tarde continuei a sentir-me cheia de força e energia, mas o corpo relembrava-me o esforço das horas anteriores e quando me levantava ficava um bocado tonta! As horas seguintes passaram demasiado rápido, acho que me senti a pairar, algo entre o incrédulo e o extasiado! As hormonas são mesmo muito poderosas... durante mais de 24 horas fiquei nesse estado difícil de definir. E as emoções foram mesmo inesperadas... só no final do dia seguinte é que olhei para o rosto da bébé e pela primeira vez desatei a chorar de felicidade!!!!Agora olho para trás, dois meses depois, e estou cada dia mais feliz por isso não consigo dizer que o nascimento da Eva foi "o dia mais feliz da minha vida" mas foi, sem dúvida, o dia mais poderoso e transformador de todos!!!Adorei o facto de me sentir em segurança, num ambiente confortável, com todas as pessoas que eu escolhi (e somente elas e mais ninguém), sem medos, sem stress, sem pressões de tempo e principalmente sem nenhuma intervenção desnecessária. Acredito que é a forma mais feliz e saudável para um bébé nascer!Muito do que aqui escrevi resulta de conversas posteriores que tive com quem esteve presente (é a racionalização do momento!). Na realidade, durante o parto, tive muito pouca noção do que estava a acontecer para além do que eu sentia e da viagem que estava a fazer. Se nos permitirmos a essa libertação entramos mesmo noutro estado de consciência. Nunca soube que horas eram, em que fase do trabalho de parto estava, quantos dedos de dilatação tinha ou não, o que é que os outros estavam a fazer e deixei-me guiar apenas pelas minhas próprias percepções e sensações. Essa sim - é a verdadeira viagem – uma experiência fascinante que é muito difícil de traduzir em palavras. Foi lindo, lindo!! :)</description><pubDate>Sun, 01 Aug 2010 20:55:37 GMT</pubDate><dc:creator>li.nomada</dc:creator></item><item><title>Parto no Hospital da Luz com Sams Quadros</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2464701-9-1.aspx</link><description>OláGostava de saber quanto custa um parto no Hospital da Luz com SAMS QUADROS e FPA, sei que os 350 que vêm na tabela deles são apenas uma parte mas ninguém me diz ao certo quanto fica a nosso cargo no final, tenho seguido este forum e percebi que sou mais uma que entrou em choque com a tabela do snqtb!:w00t:Obrigada</description><pubDate>Tue, 03 Aug 2010 19:56:19 GMT</pubDate><dc:creator>m de mae</dc:creator></item><item><title>Parto na COGE... não recomendo</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2463141-9-1.aspx</link><description>Tive o meu bebecas na COGE em Espinho, mas após 2 meses foi-me diagnosticado uma sacroileite. Tudo indica que uma bactéria se alojou aquando a cesariana na COGE. Daí que estive internada num hospital público durante 1 mês (1 semana: para descobrir o que levava a temperaturas altíssimas - entre os 39º C e 41º C, tremores e enumeras dores, as quais me impediram de caminhar; fiz enumeros exames, mas apenas a RM "detectou" a doença + 3 semanas: com antibióticos intravenosos, entre outros medicamentos). Estive 1 mês sem ver o meu filho. Só regressei a casa no dia em que ele fez 3 meses.Relativamente à hospitalidade do pessoal na COGE, confesso que não me senti muito bem tratada, não achei as pessoas muito simpáticas, nem acolhedoras,... limitaram-se a tratar do essencial e... receber o dinheiro (muito dinheiro) no final.Já no hospital público onde estive, para além de serem excelentes profissionais, senti-me muito bem tratada por todos (médicos, nutricionistas, enfermeiros, estagiários, auxiliares,... ). Recebi de todos muito apoio, entusiasmo (nas horas mais dolorosas) e carinho.Agradeço ao Hospital de GAIA tudo o que fizeram por mim.</description><pubDate>Fri, 30 Jul 2010 17:55:30 GMT</pubDate><dc:creator>ailec</dc:creator></item><item><title>Prof. Jo&amp;#227;o Paulo Mota e Dra. Ana Varizo (Porto)</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic98608-9-1.aspx</link><description>Já sei que andam por aqui muitas meninas que passaram pelas mãos destes dois anjinhos. Querem contar as vossas experiencias, aquelas que só nós sabemos que são de partir o coco a rir! :lol:As inscrições são gratuitas! :lol:</description><pubDate>Thu, 31 Jul 2008 15:21:45 GMT</pubDate><dc:creator>Bubamara</dc:creator></item><item><title>O meu parto</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2456350-9-1.aspx</link><description>Boa tarde,Desejo com o meu testemunho, não amedontrar ninguém mas, sim mostrar que temos de ser fortes, somos mulheres e, conseguimos tudo:DO meu nome é Lourenço, tenho 2 aninhos acabados de fazer e, sou um menino muito pestinha mas, muito carinhoso.Os meus pais programaram a minha vinda, deis uns 9 meses maravilhosos na barriga da minha mamã (com alguns enjoas à mistura, poucos),fui um bébé normal em dimensões mas, já a minha mamã é mais para o pequenita, 1,54 e 45kg... imaginem...Desde os 5 meses que estava lá dentro, fiz umas traquinices, contraia a barriguita da minha mãe de tal maneira que os médicos achava que era agora mas, não dava dores à minha mamã, era bonzinho :P.Aos 9 meses não quis nascer, estava muito quentinho lá dentro:hehe:, 41 semanas e nada. Fomos fazer uma visitinha à Maternidade (MAC) e tentaram provocar-me para nascer mas, não é que sou mesmo reguila :P, não sai e não sai.Fomos novamente para casa, nesse dia à noite Sábado 5, fui na minha mamã jantar fora, às 23h30 resolvi pregar mais uma partidinha, dei um pontapé na minha mamã e, como devia de ter as unhitas afiadas, não é que aquilo fez "Plop", apanhei cá um susto que me recolhi todo para cima quando vi a minha Àguinha desaparecer aos bocaditos...Lá fomos nós novamente para a Maternidade... Chegámos às 0h00 certas e a sra que lá estava disse que nos ia fazer uma maldade pois eu estava assustado e não queria descer (se eu soubesse... maldito pontapé) como aquilo doeu... tentaram-me puxar à mão para baixo mas, qual qué eu queria era fugir daquela mão e não vir para este Mundo estranho, em que nos arrancam do conforto :(...A minha mamã sofreu todas aquelas horas porque de 1 em 1 minuto a barriguita teimava em apertar, quanto a mim quanto aquilo mais apertava mais eu fugia para cima, estava a ver as coisas mal paradas, quiseram então passadas 12h sem haver nada daquela coisa chamada dilatação que  a barriguita onde eu estava, fosse aberta para me retirar mas, quando foram fazer análises à mamã, pois estava a todas aquelas horas a perder a minha rica aguinha (o tal do líquido), para ver se havia alguma infecção e, não é que havia... :(Não podia novamente se retirado pois tinham de esperar que a infecção passa-se com os antibióticos...1h depois espetaram as costinhas da mamã 7 vezes para dar o remédio para ela não sofrer tanto e já nessa altura já eu estava farto de ver minha mamã sofrer e resolvi sair dali. Durante 45 min. a minha mamã sorriu novamente mas, passado esse tempo, o meu papá (que esteve sempre ao nosso lado) começou a dizer que estava novamente a subir os números na maquineta, pelo que ouvi a mamã dizer, eram as tais das contracções novamente. Voltaram a ir à carga com medicamentos  mas, o tubinho das costas infectou e tiveram de novamente recomeçar tudo ](*,).Mas, eu estava decidido e 2 h depois de muitas dores disse, MAMÂ ESTOU A IR...Mas não é que do outro lado ninguem me ajudou, ninguém acreditava na minha mamã quando dizia que estava a sair...Lá se decidiram a ajudar-me mas, em vão é que aquilo era mesmo apertado, chamaram muitos srs, puxaram-me com umas frigideiras gigantes e plop.... nada, não sai, puseram uns ferros na minha cabeça e NADA...Ai que doi doi :crybaby:... decidiram fazer então fazer a minha mamã de colchão, puseram-se em cima dela enquanto que 2 Dra. voltaram a pôr a frigideira na minha cabeça e puxaram com toda a força - MAMÃ ESTOU A IR; VOU-TE AJUDAR - sai =D&amp;gt;Eu queria a minha mamã mas, em vez disso e, sobre o olhar atento dela uma série de mãos tocavam-me eu gritava, gritava só  a queria a ela...Nasci todo amaxucadinho, cara marcada, cabeça puxada, pés tortos assimetria da face é, que afinal o sr. Dr. da mamã é que tinha razão, eu era demasiado grande para ali estar mas, HOJE, sou lindo, lindo, lindo foi tudo ao sitio com o tempo, sou muito traquinas e adoro os meus papás.Ninguém diz que nasci com algum problema, tenho uma cabecinha prefeitinha uma carinha laroca (meninas cuidado que aqui vou eu rebentar corações), uns pezinhos lindos no sítio para poder mais pontapés :PMas uma coisa é certa, até hoje a maioria dos médicos diz que foi um risco demasiado grande e desnecessário nascer como nasc. Tudo acabou bem e é o que importa.E agora olhem, não volto para lá mesmo credo, foi muito chato, Ufa!!!A todas as mamãs e bebés, é dificil, dói mas, Vale tanto a pena... é tão bom estar com a minha mamã cá fora e ela disse logo, estou pronta para outra... Irra que as Mulheres são corajosas, já eu nem pensar que quero voltar a passar por tudo ;).Beijocas a todas e façam muitas meninas para eu namorar;)Pronto também rapazes, para jogar à bola comigo...Lourenço e Mamã</description><pubDate>Thu, 22 Jul 2010 13:22:30 GMT</pubDate><dc:creator>scampi</dc:creator></item><item><title>o nascimento da luz da minha vida!!</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2436822-9-1.aspx</link><description>Foi no dia 12 de Abril, uma segunda feira, que mais uma vez iria ter com a go ao hospital, mas desta vez e já tendo 39 semanas, sabia que já iria lá ficar, quase nem dormi nessa noite, estava super ansiosa por finalmente conhecer o meu menino. Não dissemos nada a ninguém, só mesmo quando tivéssemos a certeza de que iria ficar internada, para não haver mais stresses.Antes de ir para o hospital fomos tomar o nosso pequeno almoço juntos à pastelaria do costume e lá fomos nós para o hospital. Assim que cheguei ao piso a minha go chamou-me logo e assim que entro na sala, diz-me “preparada”, era mesmo isto que queria ouvir e eu disse-lhe que estava preparadíssima, fiquei super feliz por ter a certeza que daquele dia não passava….ia mesmo conhecer o meu menino…Fui examinada e só tinha um dedo de dilatação, depois mediram-me a tensão e estava alta, a go estranhou e pediu à enfermeira que repetisse e como dava alta na mesma chegou a achar que o aparelho não estava bom e pediu à enfermeira para medir a dela, claro que o aparelho estava bom era mesmo a minha tensão que estava alta, então a go disse-me que ficaria sempre internada naquele dia…Colocaram-me a pulseira de internamento e as perguntas da praxe, fui dizer ao maridão para ir buscar as malas porque ia lá ficar, vi nos olhos dele um misto de alegria e nervosismo, depois fui para a sala de dilatação, vesti a linda camisa do hospital e ligaram-me ao ctg, colocaram-me o soro e a minha go veio dar-me uns comprimidos para se desfazer na boca, para induzir o parto, isto eram 10h. Entretanto chegou o maridão com as malas e depois teve de sair só poderia voltar à hora da visita às 11h30m. O tempo passava e eu sentia-me bem, nada de dores…o Gabriel mexia o normal. Chegou à hora da visita e lá veio o maridão com duas revistas para me entreter…até que o ctg começa a apitar, vem a enfermeira e arranja a cinta do ctg, passado uns 10 minutos volta a tocar e aí a enfermeira mandou o meu marido sair e só me dizia respira fundo mamã o bebé está com falta de oxigénio o ritmo cardíaco dele está a baixar, o meu coração acelerou nesse momento tanto…tive um medo enorme, mas depois lá voltou a regularizar, foram chamar a minha go e ela veio com o outro go da equipa dela, observaram-me e não tinha mais dilatação, ela achou que deveríamos aguardar…O maridão voltou para junto de mim e ele ia vendo no ctg quando o ritmo cardíaco do Gabriel baixava e eu respirava fundo, ficou tudo normal, já ia tendo algumas dorzinhas, mas nada de mais.Depois da visita terminar, desligaram-me do ctg para eu ir à casa de banho e andar um pouco no corredor.Às 14h 30m voltou o maridão para a visita e eu já tinha umas dorzinhas, já estava novamente ligada ao ctg e mais uma vez voltou a apitar, veio a enfermeira e só me dizia para ir respirando fundo. Entretanto, as dores estavam aumentar imenso e o meu marido ia controlando quando vinham e se eram grandes…A go tinha ido fazer uma cesariana e disse que às 16h ia voltar a dar-me mais medicação, mas às 16h30m , no fim da visita, numa contracção fortíssima rebentaram-me as águas, parecia um dilúvio, lol, o maridão já não saiu de perto de mim. Chamou uma enfermeira, mas só me apareceu uma auxiliar para me limpar, as contracções estavam cada vez mais fortes e quase não havia intervalo, o maridão bem tentava ajudar-me e tentava que eu respirasse fundo, eu fazia a respiração e controlava-me ao máximo…numa das contracções o meu marido fez-me uma festinha, só me lembro de lhe dizer “não me toques” e quando aliviou a contracção só nos ríamos…suava tanto…foi um bocado bem doloroso…Quando chegou a minha go observou-me e já tinha 3 dedos de dilatação, teve a fazer mais força na barriga porque ainda tinha muito liquido amniótico, mandou-me ir fazer xixi para ir para a sala de partos levar a epidural.Fui para a sala de partos a torcer-me cheia de dores, já lá estava o anestesista, e ao contrário do que eu pensava não me doeu nada levar a epidural eu estava com tantas dores, isto eram 18h, ligaram-me ao ctg e a uma máquina que ia vendo o meu ritmo cardíaco e a minha tensão. Passado pouco tempo comecei a sentir alivio das dores, estava a fazer efeito a epidural. E o maridão sempre perto de mim, só não esteve quando me deram a epidural. A minha go tb estava lá connosco íamos conversando e eu perguntava tudo o que me lembrava, o ctg voltou a apitar, o ritmo cardíaco do Gabriel voltou a baixar… voltei a levar o reforço da epidural e a go estava a ponderar ir para a cesariana, estava sempre a observar-me e ia-me ajudando a fazer a dilatação. Apanhamos mais uns sustos com o ctg, o Gabriel na contrações não conseguia descer, e estava a sofrer…eu tremia toda e via na cara do meu marido um nervosismo que ainda não tinha visto. Chegaram outras enfermeiras parteiras sempre mt queridas comigo a dizer-me que ia correr tudo bem com o meu bebé e eu começava a ficar assustada. Até que a go, observa-me e diz o Gabriel vai nascer com a ajuda da ventosa e mandou-me fazer força para ele descer e eu fiz, ela dizia, muito bem, muito bem ele está a descer… Entram na sala de parto o outro go e mais umas enfermeiras e auxiliares, nunca pensei que tanta gente assistisse ao parto… sentia-me por dentro cheia de força para trazer ao Mundo o meu filho, o fruto do nosso amor.A go colocou-se na minha barriga a fazer força e o outro go ia ajudar com a ventosa, quando eu sentia a contracção vir dizia à go para ela fazer força na minha barriga ao mesmo tempo e com 3 puxões, às 20h32m nasceu o meu tesouro, a luz da minha vida, o meu sonho…colocaram-mo logo em cima de mim e quando lhe toquei lembro-me de lhe dizer estás tão quentinho meu amor e beijei-o pela primeira vez, o meu marido estava ao meu lado, estávamos completamente apaixonados pelo nosso rebento, eu chorava de tanta felicidade. Depois levaram o meu bebé para o limpar, vestir, pesar e ser visto pela pediatra e disse ao maridão para ir para ao pé do nosso menino que eu estava bem, sentia-me nas nuvens…embora os go’s me estivessem a cozer mas não me doía nada… A minha go também foi 5 estrelas comigo nunca me senti só, esteve sempre por perto e isso fez também com que me sentisse bastante segura na altura do parto.Depois fui para o quarto e logo em seguida trouxeram-me o meu bebé para mamar, foi um momento que jamais irei esquecer na minha vida…Adorei o meu parto, foi um momento inesquecível na minha vida, as dores foram todas superadas pelo enorme amor que sinto crescer a cada dia que passa pelo meu filho.Obrigada a quem teve paciência para ler</description><pubDate>Sat, 26 Jun 2010 16:09:27 GMT</pubDate><dc:creator>tulipabranca</dc:creator></item><item><title>«Temos de descomplicar a gravidez e o parto»</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2438042-9-1.aspx</link><description>Artigo retirado do site PAIS&amp;FILHOSSegunda, 28 Junho 2010Ana Campos, obstetra na Maternidade Alfredo da Costa, é a porta-voz do Movimento Nascer Melhor. Criado há um ano, o grupo reúne profissionais de saúde e outros membros da sociedade civil. Juntos, escreveram 10 recomendações para desmistificar o parto e torná-lo menos medicalizado e mais familiar. A PAIS&amp;Filhos não podia deixar de se juntar a este Movimento e participou na reunião em Viana de Castelo, que deu origem aos 10 Princípios de Viana.Movimento Nascer Melhor. Nasce-se mal em Portugal?Não se nasce mal em Portugal. Neste momento, aquilo que está em debate é se será realmente necessário medicalizar todos os partos, mesmo os de baixo risco, e a possibilidade de dar às mulheres opções para que possam ter o tipo de parto que gostariam. Acho que se nasce bem no nosso país, se pensarmos nas consequências de um parto. Portugal fez uma travessia muito boa em termos de morbilidade/mortalidade materna, fetal e neonatal, que nos coloca no ranking dos melhores centros europeus e internacionais. Para reduzirmos os riscos de mortalidade materna, fetal e neonatal acabamos por tratar todas as mulheres da mesma maneira. Ou seja, medicalizamos as situações de gravidez normal e de parto normal, quando, na realidade, podemos diminuir a medicalização e permitir que as mulheres escolham o que querem e o que não querem.Apesar desses bons indicadores, o parto ainda é vivido de forma traumática por muitas mulheres.Acho que o parto é vivido pelas mulheres – e isso é o pior – como algo que elas não conhecem. Já vigiam muito bem a sua gravidez, mas entram em trabalho de parto sem saberem o que se vai passar. E isso, na minha opinião, pode levar a experiências traumatizantes. As mulheres não sabem a duração de um trabalho de parto, não sabem que vão ter dores… Não sabem que vão ter dores? Sabem que vão ter dores, mas não sabem como vão ter dores e quanto vão ter dores. É por isso que a preparação para o parto é tão importante. Durante a gravidez deve dar-se informação para o parto, por exemplo, sobre a duração do parto e os modos de alívio da dor. O trabalho de parto é doloroso, mas existem várias hipóteses de alívio de dor: exercícios de relaxamento, posicionamento, deambulação, etc. E medicamentos, claro. Além disso, a mulher tem de saber que um trabalho de parto que dura, na fase activa, dez ou 11 horas é um trabalho de parto normal. As mulheres não estão preparadas para isso, pensam que entram em trabalho de parto e daí a pouco nasce a criança. Não são os dois ou três dias que as nossas avós tinham, mas também não são as duas ou três horas que muitas mulheres pensam. Pode acontecer, mas nem sempre.São estes os aspectos que me parecem mais importantes quando se fala em experiências traumatizantes, porque quando perguntamos a uma mulher o que espera de um parto, o que se percebe é que ela pouco pensou sobre o que se vai passar com ela. Quer apenas que nasça um bebé saudável e que ela esteja bem.Mas, mesmo quando uma mulher está bem preparada, chega ao hospital e não se pode mexer, muitas vezes, não tem aquele ambiente carinhoso que é falado nos Princípios de Viana, o que faz com que não consiga relaxar, com que se canse mais depressa e acabe por não ter uma experiência boa. Isto tem a ver com a forma como se atende o parto.Voltamos à primeira questão. A maior parte dos hospitais preparou-se para tratar todos os partos da mesma maneira. Neste momento, estamos numa fase de reflexão, para tentar que nas situações de baixo risco as mulheres não sejam sujeitas às atitudes médicas que as situações de risco precisam, como estar ligada ao soro ou ter de ficar deitada. As próprias arquitecturas hospitalares não estão propriamente preparadas para isso. Os quartos de parto estão cheios de máquinas e a mulher fica um pouco assustada com aquilo. As máquinas podem estar lá, mas não precisam de estar tão à vista e é possível prescindir delas nas situações em que o parto evolui normalmente. Qual o Princípio de Viana que considera mais importante ou mais urgente?Logo os primeiros são muito importantes. Primeiro: tornar as grávidas dignas de respeito e dignidade. Segundo: saber que a forma mais segura de nascer numa gravidez normal é de parto espontâneo. Neste aspecto, é preciso educar muito as mulheres. Muitas vezes, pensam que às 37 semanas o bebé já pode nascer. Mas sabe-se, estatisticamente, que, na maior parte das gravidezes, o bebé nasce entre as 39 e as 41 semanas. Apesar de às 37 semanas o bebé ser considerado de termo, não é obrigatório que nasça logo. E as mulheres chegam às 37 semanas e acham que já estão fartas, que já não se conseguem mexer e querem é que o bebé nasça.Tem falado muito da importância da preparação para o parto. A que se faz nos centros de saúde e nos hospitais públicos é adequada e suficiente?Essa é uma das tarefas fundamentais da Direcção-Geral de Saúde: enquadrar no atendimento durante a gravidez a informação sobre o parto. Para além das normas e circulares que existem sobre a vigilância de uma gravidez, é preciso que se programem acções de formação para grávidas nos centros de saúde. Estas acções deverão ser realizadas por enfermeiros especialistas em saúde materna e obstetrícia que tenham formação para tal.Os Princípios de Viana vão muito ao encontro das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o parto. Porque é que estas recomendações são tão ignoradas?Acho que os países europeus quase que consideram que essas recomendações se destinam àquilo que são os níveis mínimos necessários para adequar a saúde a toda a gente. Todas as normas foram utilizadas, de facto, pelos países menos desenvolvidos e os países desenvolvidos quiseram ultrapassar essas normas, achando que seriam para ser cumpridas apenas quando os cuidado médicos fossem os mínimos. Um erro que é assumido actualmente. Complicou-se a gravidez e o parto. Agora temos de descomplicar. São os nórdicos que mais cumprem as normas da OMS. E em relação à vigilância da gravidez há muito que simplificaram e consideram que a gravidez pode ser seguida por enfermeiros especialistas. Em Portugal, isso só foi definido num diploma recente e na prática, pelo que sei, nenhum hospital está a aceitar que a gravidez de baixo risco seja seguida por um enfermeiro.E quando é que os médicos vão deixar o parto para as parteiras?O parto começou por ser das parteiras, depois vieram os médicos, especializaram-se, e tiraram o parto às parteiras. Agora temos de voltar ao início. Temos de considerar o que é baixo risco e permitir que os enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica façam esses partos e só os partos de risco sejam feitos por médicos. Ainda em relação às recomendações da OMS, a organização defende a auscultação fetal intermitente para os partos de baixo risco. Nos Princípios de Viana não há referência a CTG ou a auscultação fetal intermitente.A auscultação fetal intermitente exige à partida uma relação de um para um, ou seja, um médico ou enfermeiro para uma grávida. Em Portugal estamos longe de ter capacidade para ter uma relação de um para um. Por isso, acho que essa situação não será possível nos próximos tempos. Por outro lado, continua em discussão se a auscultação fetal intermitente tem, na realidade, as mesmas vantagens de um cardiotocograma [CTG]. A relação entre os batimentos cardíacos do bebé e a intensidade das contracções só pode ser dada pelo CTG. Já existem cardiotogramas móveis, mas os hospitais têm os seus modelos, que custaram muito dinheiro, e não vão ter hipóteses de modificar o seu parque a curto prazo. Com o CTG normal, os movimentos ficam um pouco limitados, mas as grávidas podem levantar-se e andar no perímetro que a extensão dos fios permite.O parto natural ou não medicalizado, como é defendido pelo Movimento, está muitas vezes associado ao parto em casa. Pessoalmente, não defendo o parto em casa e acho que, neste momento, em Portugal o parto em casa é um risco. Qualquer parto pode transformar-se num parto de risco a certa altura e nós, em Portugal, não temos uma rede de profissionais com credenciação para fazerem partos no domicílio. Nos países em que o parto no domicílio é uma realidade, o serviço nacional de saúde possui uma rede de enfermeiros especialistas credenciados, com formação para o parto no domicílio. Assim, podem ser responsabilizados por aquilo que acontecer. Além disso, o serviço nacional de saúde também tem resposta imediata se as condições do parto se alterarem a qualquer momento. Em Portugal não existe nada disto. O que acho que é preciso é encontrar nos hospitais situações de humanização e espaços para a possibilidade de realização de parto natural, com acesso rápido a uma unidade de diferenciação, seja um bloco operatório ou uma sala onde se possa fazer um fórceps ou uma ventosa.Um centro de nascimento.Sim, dentro de uma estrutura hospitalar. Penso que este assunto também vai ser objecto de reflexão por parte da DGS, que provavelmente ditará em breve as suas normas para os centros de nascimento.Estes 10 Princípios podiam servir de guidelines para o parto?Acho que sim. É importante que existam. São princípios, por isso são muito menos ambiciosos do que guidelines. Para serem guidelines precisariam de outro tipo de definição: quando é que um parto deixa de ser normal, que situações é que podem caber no parto normal. Mas acho que é um primeiro passo importante para desmistificar o parto e chamar a atenção para determinadas coisas. Posso dizer que foi assinado recentemente entre a DGS, a Associação Portuguesa de Enfermeiros Obstetras e outras estruturas, um documento um pouco mais pormenorizado do que este sobre os critérios para o parto normal. Vai ser tornado público em breve.O grupo fundador do Movimento tem médicos enfermeiros, doulas e outros. É fácil juntar tantos grupos diferentes e chegarem a consenso? É fácil desde que as pessoas não tenham conceitos muito rígidos e desde que se estabeleça à partida aquilo que estão dispostas a aceitar e os limites. Estes Princípios são consensuais, não se fala nada de parto no domicílio nem de monitorização cardiotográfica porque não é consensual. Qual é o próximo passo do Movimento?Quer continuar a tornar-se conhecido, nomeadamente através do site, e promover acções que dêem a conhecer os seus objectivos. Não pretendemos ser pioneiros em nada, até porque simultaneamente surgiram outras iniciativas semelhantes. Para mim, o mais importante dos Princípios de Viana é levar a discussão ao grande público, levar as pessoas a pensarem duas vezes sobre o que é que querem de um parto. [b]Os 10 princípios de Viana[/b]1. Todas as grávidas e acompanhantes têm o direito de ser tratadas com respeito e dignidade, independentemente das suas convicções e opções.2. Promover um ambiente carinhoso, em que é permitido à grávida expressar a sua forma de ser e de vivenciar esse momento único e tão importante da sua vida, bem como ver respeitada a sua privacidade e conforto, são aspectos essenciais dos cuidados intraparto.3. O trabalho de parto de início espontâneo que culmina num parto eutócico (parto vaginal sem intervenções) e decorre entre as 37 e as 42 semanas, é actualmente a forma mais segura de nascimento.4. O recurso ao parto induzido (provocado artificialmente) e à cesariana sem qualquer motivo de saúde, mas apenas por conveniência dos envolvidos, está associado a maiores riscos e é considerado pela comunidade científica internacional como uma prática injustificada.5. O parto é um processo natural que, na maioria dos casos, apenas necessita da vigilância e apoio por profissionais de saúde. Nos casos de baixo risco estes deverão, preferencialmente, ser prestados por um enfermeiro especialista de saúde materna e obstétrica/parteira.6. Existem casos, mesmo considerados de baixo risco, em que são necessárias intervenções de saúde para evitar complicações graves decorrentes do parto. É fundamental assegurar em todos os casos o acesso a tratamentos de urgência qualificados e baseados na evidência científica.7. A evidência científica actual não apoia como intervenções de rotina nas parturientes de baixo risco: a tricotomia perineal (corte dos pêlos púbicos); a utilização sistemática de clisteres; a utilização sistemática de soros, ocitocina e a amniotomia (rotura artificial da bolsa de águas) no trabalho de parto; a restrição da alimentação líquida; a restrição dos movimentos; a restrição da posição do parto; a episiotomia sistemática (corte dos tecidos da vagina na altura do nascimento em todas as parturientes); a aspiração sistemática das vias respiratórias no recém-nascido que nasce com boa vitalidade.8. A evidência científica actual aconselha como opções benéficas durante o parto nas parturientes de baixo risco a arquitectura não-hospitalar das salas de parto e o apoio contínuo durante o trabalho de parto. Todas as grávidas devem poder contar com o recurso a métodos de alívio da dor durante o trabalho de parto, assegurando-se a disponibilidade dos mesmos assim que a mãe os solicite e o profissional de saúde entenda adequado. O leque de opções neste âmbito deve compreender os métodos farmacológicos (incluindo a analgesia epidural ou raquidiana) e os não farmacológicos (incluindo o banho de imersão/chuveiro durante a fase de dilatação, ou a simples deambulação), privilegiando-se estes últimos como intervenções de primeira linha nas grávidas de baixo risco.9. As grávidas têm direito a receber informações completas, correctas e não tendenciosas, baseadas na melhor evidência científica disponível sobre riscos, benefícios e alternativas disponíveis para os cuidados de saúde, de forma a tomarem uma decisão informada e, se entenderem, mudarem de opinião relativamente às suas escolhas. É necessário fomentar a avaliação e divulgação dos principais indicadores estatísticos associados ao parto por cada instituição de saúde.10. O parto é um evento familiar, onde a possibilidade da grávida poder escolher a presença permanente de elementos próximos e de poder contactar precocemente com a restante família são aspectos essenciais para a vivência do momento. Movimento na NetVisite a página na morada: http://movimentonascermelhor.webnode.com e junte-se ao Movimento, subscrevendo os 10 Princípios de Viana</description><pubDate>Mon, 28 Jun 2010 16:55:28 GMT</pubDate><dc:creator>APPM</dc:creator></item><item><title>Indução após cesariana...perigoso?</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2428732-9-1.aspx</link><description>OLá! Fiz uma cesariana há 26 meses e espero ter parto normal em Julho. Como quero que seja o meu GO a assistir-me, a sugestão dele foi ir analisando a maturação do útero e a dilatação e, depois, "dar uma ajudinha". Suponho que essa ajuda seja uma indução....Que tipo de indução existem? São perigosas após uma cesariana?Alguém passou pelo mesmo?Agradeço todos os testemunhos e todas as opiniões são bem-vindas!</description><pubDate>Wed, 16 Jun 2010 23:03:57 GMT</pubDate><dc:creator>carlazul</dc:creator></item><item><title>Novo Hospital de Cascais</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2433222-9-1.aspx</link><description>Olá a todas!Estou à espera do meu 3º filho e é possível que o venha a ter no novo Hospital de Cascais. Estive a pesquisar e não encontro nenhum relato de parto de lá.Alguém sabe se a nível humano está melhor que no antigo? Sabem se ainda usam a filosofia de só nos darem os bebés após termos tomado um duche?E o pós-parto? Os quartos?Tive o meu mais velho no antigo e foi um horror, jurei que não voltaria àquela maternidade. Por causa do trauma o 2º tive na Cruz Vermelha com a minha obstetra e foi um magnífico parto e estadia.Desta vez ando às avessas. Não posso a nível financeiro ir para o privado, a minha obstetra é do Garcia da Orta e estou longe. Ela diz que me deixa bem encaminhada pois a chefe de serviço do de Cascais foi interna dela, mas eu e os partos programados não temos grande afinidade....Se puderem deixar testemunhos...Uma beijoca</description><pubDate>Tue, 22 Jun 2010 15:37:48 GMT</pubDate><dc:creator>María</dc:creator></item><item><title>O meu parto...</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2426700-9-1.aspx</link><description>Já passaram 3 anos... mas hoje, depois de ler tanto testemunho, apeteceu-me partilhar com vocês a minha história... pode ser que ajude alguém... pode ser que faça alguma pessoas verem outros pontos de vistas...Estava grávida de 36 semanas e 2 dias... a gravidez foi atribulada... às 33 semanas já tinha estado internada durante uma semana porque a cachopa queria nascer + cedo... cheguei a casa, depois de trabalho, estiquei-me no sofá com uma almofada por baixo da pernas e liguei a televisão... ouvi um "bloc"... parecia uma bolhinha a rebentar... que barulho estranho... levantei-me... uma enxurrada no chão... rebentaram-me as águas... nervosa... era muito cedo... Gritei pelo meu marido que tinha acabado de chegar do trabalho. Liguei logo ao meu médico (o meu anjo da guarda...).Ele disse: "rebentaram-lhe as águas? Olhe que bom! Vá andando para a Cruz Vermelha que eu já lá vou ter".Assim foi: 10 minutos depois estava na cruz vermelha. Fui excepcionalmente recebida por enfermeiras simpatiquíssimas e tão meigas...Acomodaram-me no meu quartinho de hotel.Passado alguns minutos levaram-me para outro quarto muito acolhedor e ligaram-me ao ctg... nada de contracções... a bébé estava bem... toque... completamente fechada... bébé muito em cima... rebentamento e perda total de líquido...Chegou o meu médico... agora sim, fico tranquila... novo toque... começam as contracções... continuo sem dilatação rigorosamente nenhuma... o meu anjo disse-me "Isto é assim: se estivessemos no público eu era obrigado a dar-lhe um monte de fármacos e esperar até que o bebe entrasse em sofrimento para poder interferir (o sofrimento da mãe não interessa... até não passa para o bébe...). Á bebe está muito em cima, você não dilata... aqui posso-lhe propor ou esperarmos ou avançarmos para cesariana..."Ponderei durante uns minutos... "Vamos para cesariana! O pai pode assistir?" ... "vem já comigo desinfectar-se enquanto as enfermeiras tratam de si".Deram-me epidural, cinco minutos a cortarem, baixaram o pano e só depois tiraram a minha princesa que já vinha a chorar ainda só tinha a cabeça cá fora :P. Como não tinha dores eu e o meu marido pudemos usufruir de cada segundo. Deitaram-na ao meu colo junto às maminhas enquanto tiravam o sangue do cordão para criopreservar. O Papá pegou nela, ajudou a limpar, vestir... tudo a 1 metro de mim. Enquanto eu isto decorria eu era aspirada e cozida... ainda a ser cozida veio para a maminha aprender a mamar... era considerada prematura de tempo mas não de peso (nasceu com 3.050 kg e 49 cm).Fomos os três juntinhos para o nosso quarto de hotel.Não tive uma única dor nem antes nem depois. estive sempre em condições de tratar da minha filha. No dia seguinte já era que fazia tudo (só o 1º banho é que foi com ajuda...).Não foi um parto normal... não foi natural... mas foi especial... estivemos sempre juntos, sempre bem!Não sofri rigorosamente nada... gosto menos da minha filha por isso... nem pensar! Dava a minha vida por ela, somos unha e carne, faço tremer o ceu e a terra pelo seu bem estar!E pude estar com ela sempre bem, sempre com ela (de corpo e alma)!Não é o habitual relato de parto... mas foi o meu, e foi lindo! (não precisei de sofrer para aproveitar cada minuto dele!)</description><pubDate>Tue, 15 Jun 2010 11:25:38 GMT</pubDate><dc:creator>MBprincesa</dc:creator></item><item><title>Parto na Casa de Saúde de Coimbra - Medicina da Mulher</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2108842-9-1.aspx</link><description>Boa tarde a todasEu estou a pensar em ter outro filho e para isso pensei em fazer um seguro de saúde, pois gostaria de realizar o parto na Medicina da Mulher, no entanto não coneço ninguém que tenha feito lá o parto. Será que não há por aqui menimas que me possam ajudar, com informações. Se gostaram e se podemos escolher que tipo de parto queremos (normal ou cessariana).Beijocas</description><pubDate>Fri, 30 Oct 2009 13:34:18 GMT</pubDate><dc:creator>cecília</dc:creator></item><item><title>HGO e Dr.vitor Gonçalves</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2401606-9-1.aspx</link><description>olá a todas, estou gravida de 38s e 3dias semanas e sou acompanhada pelo dr.vitor, o qual eu so tenho bem a dizer, a questao é k esta a existir uma polemica no HGO pela falta de pessoal em obstetricia, ja sairam 3 equipes e ha gravidas que sao encaminhadas pa lisboa pa ter os bebes. O Dr. acalma me a dizer k isso n vai acontecer e k as equipes k la tao chegam e k vai correr td bem , a verdade é k tenho medo d la xegar e o Dr. n estar de banco ............. alguem me pode descansar se ja la teve filhos recentemente. gostaram das enfermeiras e do modo cm foram tratadas??k ansiedade.... obrigada</description><pubDate>Mon, 17 May 2010 20:04:58 GMT</pubDate><dc:creator>téji</dc:creator></item><item><title>Ordem da Lapa</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2403578-9-1.aspx</link><description>Quem teve parto na Ordem da Lapa???Experiências, preços, acordos com seguradoras, etc.Obrigada!</description><pubDate>Wed, 19 May 2010 11:21:31 GMT</pubDate><dc:creator>MamaBarriguita</dc:creator></item><item><title>Cesariana programada para quando???'</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2420678-9-1.aspx</link><description>Estou gravida pela segunda vez e o  meu primeiro parto foi induzido e posteriormente cesariana....Ja pus a hipotese de tentar parto normal mas nao sei ate que ponto nao sera perigoso...Estou gravida de 11 semanas sendo a dpp para 25 de dezembro...O que quero perguntar é com quantas semanas marcam a cesariana???Adora que fosse com 37 maximo 38 que assim dava tempo pa recuperar e fazer a viagem pa ir a casa dos meus pais no Natal...Experiencias de 2 cesariana aceitam-se....</description><pubDate>Sat, 05 Jun 2010 14:49:03 GMT</pubDate><dc:creator>Nulena</dc:creator></item><item><title>O Meu parto No Garcia de Orta</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2421798-9-1.aspx</link><description>olá a todas, infelizmente não tenho tido tempo para nada!!!A minha princesa nasceu no dia 12, linda e saudável depois de 5, sim 5 induções de parto... Fui internada no domingo ás 20H00, por causa da idade gestacional(quase 40 semanas), e por causa dos diabetes.Estava fresca como uma alface, apenas o coração apertadinho por saber que ia ficar ali sozinha sem a princesa + velha e sem o fofucho...Na segunda feira começou o meu martírio... Ctg, toques e comprimidos para induzir o parto... dores zero, contraçcões zero, duas induções por dia ( comprimidos na vagina) e nada. O meu Fofucho no Hospital a dormir na Sala de Espera ..., passou-se a segunda, a terça a quarta e nada... ESTAVA MUITO ATRASADA. Estava a desesperar... as raparigas que vinham para o meu quarto para induzir, colocavam um comprimido e passado umas horas, zunga, Bloco de Partos e eu nada!!!!O meu marido coitado, acompanhava-me sempre na visita e ficava sempre até quase á meia noite, já me conheciam... Na quarta feira de manhã a Chefe de Ginecologia disse: mulher temos que fazer alguma coisa por si... O que as enfermeiras me diziam era que a partir do 3º dia íamos para baixo para fazer cesariana, eu não tinha dilatação, nem contracções nada... Parecia uma totó a andar com o Boby do soro e da Glicose de um lado para o outro dos corredores. Estava a morrer de saudades da minha princesa mais velha, sorte é que o meu marido a levava sempre á hora da visita. Depois da 5ª indução vim para baixo, não que tivesse dores mas para m colocarem a Oxitocina, segundo eles acelera o parto.Vim para baixo por volta das 17H00, O FOFUCHO SEMPRE COMIGO... Ligaram Ctg, e colocaram a oxitocina, daí a um bocado começaram a vir as dores( Graças a Deus), eram suportáveis, o Enfermeiro que me acompanhou foi um AMOR, repito um Amor, estavam sempre em cima de mim, quando começei a ter contracções. Por volta das 19H00 começei a ter dores daquelas, horrível, umas dores lacerantes, parecia que me estavam a separar os ossos da carne... O meu Amor sempre ao meu lado a acálmar-me assim como o Enfermeiro, dizia: cheire uma rosa e incline a chama de uma vela, eu já gritava pois as dores eram muitas...Eram 8 h30 horas quando disse ao meu marido, a anestesia, pede a epidural, ele coitado á porta da sala de dilatção a ver se via o enfº, quando este chegou disse: o Anestesista está a jantar e já vem... Mas eu sabia, não ia dar tempo, estava a morrer com dores, eu só dizia NÃO VAI DAR TEMPO!!!Sentia a menina a fazer força...As 21H15 rebentaram-se as águas, disse ao meu marido....VAI NASCER!!! Quando o Enfº chegou eu perguntei a Epidural já não vai dar tempo, ajude-me! Ele respondeu: Tem razão ,já não vai dar tempo querida, a sua princesa está quase quase a chegar...Preparou então a mesa e 15 minutos depois chegava ao mundo a minha princesa Linda com 3380kg,foi lindo senti tudo, mas não me importava de sentir tudo outra vez...Quando vim para o corredor passou a Dra Ester, que nem queria acreditar que já tinha nascido.Fiquei conhecida como a menina que ia esgotando o stock de Induções no Garcia de Orta.Não senti os pontos, levei apenas 3.Quero dizer-vos que fui muito, mas mesmo muito bem tratada no Serviço de Obstetrícia, das enfermeiras ao pessoal auxiliar,pelos médicos etc. Em relação ao parto só posso dizer que o Enfermeiro José Alberto Rodrigues é um Anjo na Terra, um doce de pessoa, ficar~lhe-ei grata para sempre pela forma carinhosa com que me tratou e com o amor que se lhe denotava em fazer o que fazia. A Ele e á enfermeira Karina o meu Muito mas mesmo muito obrigado.O Mesmo já não posso dizer em relação ao tratamento que recebi depois da Princesa nascer..O serviço de Puerperas, enfim... muito mas mesmo muito a desejar, desde pedir ajuda pois a Princesa não parava de chorar, e dizerem-me... Agora tem que esperar... Vai mudar o turno... 3 Horas, sim 3 horas depois é que me aparece uma enfermeira no quarto... Resultado já eu tinha acalmado a minha nina... A única enfermeira que se mostrou sempre masi disponível foi a enfermeira Andreia, de resto era: Já fez cocó? o bebé mamou a que horas? Secas muito secas, isto é, quando apareciam... AS Doutoras não, sempre muito atenciosas, assim como uma querida de Nome, Ana Paula Minas, auxiliar, que coma sua boa disposição contagiante conseguia fazer-me sempre rir, a ela muito obrigado pelos momentos que brincou comigo, com o meu marido e com a Princesa mais velha.Bom meninas assim foi o meu parto, mas neste momento estou também a escrever na esperança que alguém me possa ajudar.A Princesa bebe LM desde o 1º dia, aconteçe que ela mama e adormece a mamar, ponho-a para arrotar e começa a chorar desalmadamente... mama mais um bocadinho e adormeçe , passado uma hora acorda a chorar parece que a estão a matar... arrota e começa a fazer força para fazer cocó.chora de dia e noite, sim desde que nasceu não sei o que é dormir mais de 4 horas por noite..,Ela tão depressa faz intervalos de 4 horas , como de 2e meia acontece que quando acorda aflita para arrotar só quer mama, depois dá a sensação que fica enfartada e chora muito. Ela faz coco todos os dias , 2 ou 3 vezes, aconteçe que quando fica mais agitada, arrota, vou ver-lhe a fraldinha e tem um pum. A pediatra diz que ela está óptima já engordou bem e que é normal, a mim parece-me que ela engole muito ar, chega a arrotar 8 e nove vezes depois de mamar...è horrivel vê-la chorar, parece que está sempre com cólicas...como o reflexo dela é pedir mama, toda a gente me diz ela tem fome,,, eu sei que não tem, já tou farta das opiniões das pessoas, ela tem é muitos gases e chora muito, ao chorar engole ainda mais ar..Preciso de ajuda já dei biogaia, colimil aero om e nada...ajedem me por favorTop</description><pubDate>Mon, 07 Jun 2010 15:47:24 GMT</pubDate><dc:creator>Vânia Fernandes</dc:creator></item><item><title>Dra. Lina Redondo - Hospital Lusiadas. Algu&amp;#233;m conhece?</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic101249-9-1.aspx</link><description>Marquei consulta para esta médica sem ter qq tipo de referência.Alguma das mamãs ou das treinantes conhece esta médica?Aguardo repostas p.f.Beijinhos e desde já agradeço as respostas.Susana</description><pubDate>Fri, 29 Aug 2008 10:27:05 GMT</pubDate><dc:creator>susanalmeida</dc:creator></item><item><title>O meu Parto (em Janeiro de 2010), no Hospital Garcia de Orta</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2408953-9-1.aspx</link><description>Apesar de já ter sido a 4 meses e meio, n podia deixar de vir aki contar a minha experiencia maravilhosa de parto.....Dia 05 de janeiroPassei o dia todo em casa, sem sentir mt o Ruben mexer , mas ia mexendo e eu sempre a contar os movimentos, mas xegaram as 9 da noite e ele ainda n tinha feito os 10 (so fez 8), então resolvi mandar msg ao Go e ele mandou me imediatamente ir ter com ele ao hospital. Xeguei la fiz ctg e eco e estava td bem, posso vir para casa descansada. Qd estava a sair do hospital, recebo nova msg do Go a dizer me para voltar para traz k se tinha de me dar um recado. Voltei para traz ele volta a chamar me. Conclusão eskexeu se de me fazer o toke (estava com 38 semanas e 5 dias), fez me o toke e ainda estava td mt verde, vim para casa. Qd xego a casa vou ao wc e estava alagada em sangue. Mando nova msg ao Go a dizer lhe. ele responde me perguntando se era pouco e escuro, e eu respondi k n k era mt (mas msm muito parecia uma torneira) e mt vivo. Ele manda novamente ir ao hospital. Conclusão uma hemorragia, tenho k ficar internada, essa noite para ser vigiada (fikei internada no bloco de parto (sitio horrivel, pois eu estava bem e  sem dores e tar a ouvir os gritos das outras foi msm horrivel), mas k no dia seguinte de manhã que podia ir para casa. Dia 06 de JaneiroA 9 da manhã vem as médicas avaliar me, ja quase n tinha hemorragia, e tava so com 1 dedo de dilatação (perguntei logo se podia ir para casa, e elas responderam que ainda n k tinha k ficar ainda esse dia em observação (isto ainda no bloco de partos). Passei lá o dia, o meu marido sempre ao pe de mim (mas qd saia comexava logo a chorar, pois foi horrivel estar ali a ver as outras aos berros). ha e sempre ligada ao ctg, n podia sair da cama.Eram 7 da tarde veio novo medico para me avaliar, e ja n tinha praticamente sangue. Eu toda contente a pensar k me ia mandar para casa. Perguntei para onde ia. e ele pergunta me para onde kero ir, eu respondi para casa (pois ainda n tinha indicios de trabalhos de parto), ele respondeu me k n para casa ja n ia, e k so sairia dali k brinde. Conclusão subi para a enfermaria. Dia 07 de JaneiroTd normal, nada de novo. As 9 da manhã vem a medica avaliar me e a hemorragia foi-se, mais um toke e tenho 2 dedos de dilatação, perdi o rolhão, mas nada de entrar em trabalho de parto, manda me andar mt. Mas ainda sem qlq decisão se vou continuar internada, ou se vou para casa (pois ainda estavam a ponderar se me mandariam para casa, pois as coisas ainda estavam mt verdes), passei o dia na boa. As 7 da tarde novamente vem uma enfermeira ter comigo e diz me k no dia seguinte me iam induzir o parto. (tive k assinar a autorização.) passei a noite mt bem, sem qlq dor. Dia 08 de Janeiro9 da manhã vem a medica avaliar me novamente e indizir me o parto. Toke continuo com 2 dedos, colocam me um gel. continuei na boa, sem dores, sem a bolsa romper, nada de nada. As 2h da tarde dizem k me vão fazer um Ctg (faziam varias vezes ao dia, durante 20 minutos), tive os 20 minutos normais, passaram mais 20 e eu a comexar a estranhar estar ali tanto tempo kom akilo, pergunto a enfermeira se ainda vão demorar a tirar me e ela disse k ia estar mais um bocadinho (comecei a estranhar). Eram as 3 da tarde, veio a enfermeira tirar me do ctg e dizer me k ia para o bloco de parto. Bem fiquei de rastos.Mas pk? eu estou bem, n tenho dores, k se passa? pk vou para baixo?Respondeu simplesmente k era para estar mais bem vigiada, mas sem me dizer o k se estava a passar. Xeguei ao bloco de partos e as 4h veio a equipa medica ter comigo a dizer me k me iam induzir novamente, pk ainda n tinha sinais. Eu perguntei logo pk estava ali se ainda n tinha dores nenhumas. Ela respondeu me k era por causa do bebe, k o coração dele n estava a aguentar as contrações (eu ja as tinha mas n as sentia, kem as estava a sentir era o bebe.)Nem imaginas cm fiquei.Tive sempre super vigiada, sempre ligada ao ctgEram umas 6h qd veio novamente a medica avaliar, continuo com os 2 dedos de dilatação então resolvem rebentarem me as aguas (eu continuava sem dores, mas o coração do bebe continuava instavel). Estavam a avaliar se ele iria aguentar o trabalho de parto, se n tinha k ir para cezariana (isto se o trabaho de parto fosse mt demorado).7 da tarde novo toke (este completamente mau e mtmtmtmt doloroso n sei o k ela fez para aki se senti uma dor mtmtmtmt forte), nada de novo, 2 dedos, nada de dores.Passado um bocado começo a sentir umas dorzitas, mas nada de especial.8H começam as dores bem fortes e seguidinhas. 8H30, nova avaliação, eu cheia de dores, e 3 dedos de dilatação, POSSO LEVAR EPIDURAL.Entretanto veio a anestezista, da me a epidural, voltei para as nuvens, sem qlq dor novamete.O bebe estava bem e estava a aguentar.9H30, nova avaliação, estava com 8 dedos, posso ir para a sala particular (pois estava na sala de dilatação).começam a preparar me.10h00, começo a sentir novamente umas dorzitas (mas nada de especial), chamei a medica para me darem o reforço. a medica disse k ia fazer novo toke, para ver como tava, pois se ja tivesse a dilatação toda n ia levar pois podia voltar td a retroceder. Eu td bem as dores eram mt pekenas e aguentava bem.Entretanto sinto uma enorme vontade de fazer força (a medica ainda n me tinha avaliado), chamo a medica. Ela avalia me e 10 DEDOS, POSSO FAZER FORÇA A VONTADE.E EM 5 FORÇAS (sem dores) NASCE O MEU PRINCEPEZINHO, AS 10h49, COM 2570KG(MT PEKENINO) E 47 CM, MAS MT LINDO E PERFEITINHO. Levei 5 pontos e so externos. Miga foi maravilhoso e nada nada nada doloroso, um trabalho de parto de 2h. e praticamente meia hora a sofrer. Bem dps vem a parte menos boa. Qd subimos para a enfermaria, reparei k a mão do meu menino tremia mt, axei k akilo n era nada normal, então chamei a enfermeira. Ela foi fazer o teste do açucar e ele estava com os niveis mtmtmt baixinhos. K tinha k ir para a neonatologia. Fikei de rastos, ficar logo sem o meu menino foi o pior possivel.Eu keria ir com ele mas n me deixaram, mas k qd podesse ir la ve-lo k me informavam.Eram 9 da manhã qd me disseram k podia ir ter com ele.Então esteve a soro até as 12H00. passou la esse dia e noite (eu podia tar com ele o tempo k kisesse)No sabado a hora de almoço vem para ao pé de mim para a enfermaria. (os niveis ja estavam bons).Passou-se o Domingo mt bem, de noite voltaram a fazer lhe o teste e os niveis tinham baixado novamente. Conclusão dar maminha mais suplemento de 2 em 2 horas. (eu tinha pouco leite e então tinha k lhe dar e ir tirar com a bomba).Segunda feira, vem os medicos e eu tenho alta.Vem a pediatra e o meu menino ainda n tem alta por causa dos niveis.passei esse dia e noite a dar maminha e suplemento de  2 em 2 h (n dormi nadinha, andava tipo zombi)Terça feira vem a pediatra e manda fazer novamente o teste os niveis estavam bem e se assim continuasse k tinhamos alta as 19H00. Como continuou td bem, saimos do hospital as 20H00 do dia 12 de janeiro.A foi assim o meu parto, fomos mt bem tratados, tivemos uma equipa de medico (foram 3 medicas a assistir ao meu parto), enfermeiros fantasticos, pois foram todos 5 estrelas. Desde já o meu mt obrigados a todos eles....</description><pubDate>Mon, 24 May 2010 21:33:08 GMT</pubDate><dc:creator>bonekinha79</dc:creator></item><item><title>Hospital Privado da Boa Nova - afinal será cesariana!</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2385944-9-1.aspx</link><description>Olá a todas :)Em princípio o meu afilhado irá nascer neste hospital… se pudessem contar as vossas experiências de parto normal no HPBN, agradecia.Fiz uma pesquisa mas só encontro relatos de cesarianas. Conhecem alguém que tenha lá tido parto normal? O médico que vai acompanhar a minha cunhada será o Dr. Joaquim Pinto Oliveira, só tive uma consulta com ele (urgência) mas gostei muito do médico, por isso, indiquei-o.Desde já obrigada.Bjinhos[b]ADENDA: A minha cunhada teve consulta esta manhã e após ser examinada o médico aconselhou cesariana... e será já este Sábado!Por isso, se puderem, contem as vossas experiências...Obrigada e bjinhos[/b]</description><pubDate>Tue, 04 May 2010 16:26:59 GMT</pubDate><dc:creator>MFlor</dc:creator></item><item><title>Parto de Anagomes11 (Rodrigo - 08-05-2010</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2403554-9-1.aspx</link><description>Meu relato de partoNo dia 7 de Maio, comecei a sentir umas contracções leves, desde a 1h da manha.O dia foi todo passado com contracções leves, tentei descansar, dormi, li um livro, vi televisão…Por volta das 13h50 o rolhão começou a sair, entretanto liguei aos enfermeiros a fazer o ponto da situação, eles aconselharam-me a descansar o máximo que eu conseguisse e tentar relaxar entre as contracções, segui as indicações deles e a partir das 16h40 as contracções começaram a ficar mais fortes, os intervalos das contracções eram de 10 a 15 minutos, na cama não tinha posição, eu andava de um lado para o outro, ia para a sala, deitava me no chão da sala, o meu marido ligou aos enfermeiros e à parteira a perguntar se podia entrar na piscina para relaxar, ao que responderam que sim, tirei a roupa, pus me a vontade, o Zé entrou comigo e massajou-me, benditas massagens e água, de facto a água é muito boa para aliviar a dor, eram por volta das 17h15. Era só ali que me encontrava bem, eu sentia me no paraíso, fechei os olhinhos e dormi um pouco… Seguidamente fui me deitar na minha cama para descansar. Pelas 22h40 comecei a sentir contracções cada vez mais fortes e menor intervalo de 5 em 5 minutos, o rolhão acabou por sair todo, a partir dai controlar a respiração era fundamental (inspira, expira), o meu marido sempre a ajudar…Ele ligou para os enfermeiros/parteira, para sintonizar o ponto da situação, ao que responderam: para eu dormir nos intervalos das contracções para eu poupar as minhas forças e energia, e disseram para eu antes tomar um banho, que ajudava bastante a relaxar…Seguidamente voltei e entrar na piscina, para relaxar, passado 1 hora,(23h55) saí e fui me deitar…Estava muito tranquila e super relaxada, afinal era o grande dia, ia conhecer o meu filho…Deitada durante as contracções, sentia grande dor, então adoptei uma nova técnica, estar deitada nos intervalos e quando vinha uma contracção, levantava me logo para não sentir tanta dor…Imagina com uma barriga enorme, mas ainda me mexia, hehehe.Eram 07h25 as contracções diminuíram de frequência, passaram de 10 em 10 min, senti necessidade de ir ao parque caminhar, os telemóveis não paravam “Já nasceu?” “Ainda falta muito?”…Eu sentia-me tranquila, tinha a prefeita noção que o Rodrigo estava a começar a sair e eu precisava de estar calma e tranquila, para que tudo corre-se bem, sempre me concentrei na respiração, respirei devidamente.Eram 9h25, quando voltamos para casa, as contracções mantinham o mesmo ritmo, mas a dor era muito mais intensa. Comecei a procurar uma posição para suportar as contrações e descobri que se ficasse de 4 na cama ou de pé com as costas curvadas e apoiada na bola, ficava bem mais suportável. Senti necessidade de beber bastante água, visto ter a boca seca. Às 11h55, no meio de uma contração PUK a bolsa de águas arrebentou, fui tomar um duche, depois estive sentada no sofa da sala a relaxar (1h), 12h55... Eu sentia-me muito tranquila, apesar da dor... Depois da bolsa ter arrebentado, as contracções aumentaram de (3 em 3) e a dor tambem...Controlamos as contrções por mais ou menos 1h (13h55) e as dores continuavam muito fortes e eu não tinha posição, entretanto deitei-me na cama para me fazerem o toque, estava com 7 cm de dilatação, ufaa que alivio!!!! Dirigi-me para a piscina, onde relaxei o meu marido massajou-me , colocou uma musica ambiente...O Zé esteve sempre ao meu lado, super companheiro,a segurar na minha mão e a tocar-me. Foi uma fase muito interessante, eu ali na banheira, os enfermeiros acariciando a minha cabeça, o Ze a dar-me a mão e a acariciar-me, fiquei ali 2h (15h55) a relaxar, sentindo as contracções!Os enfermeiros perguntaram se eu não estava sentindo vontade de fazer força, eu disse que achava que não. A enfermeira, fez me o toque e constatou os 10cm. Sai da banheira e fomos para o quarto, deitei me na camaOs contrações estavam muito fortes, e instintivamente levantei uma das pernas abrindo para o lado, aumentando assim a abertura, senti que me passaram um óleo na região do períneo para evitar a laceração, o que me incomodou muito, nessa hora eu já não estava mais lá. Sentia as contracções fortes e queria gritar, sentia-me muito cansada, sem força, os enfermeiros pediam para que eu canalizasse a força só lá em baixo sem despediçar com a voz. Sempre me foram incentivando “Faça força Ana”, “Tou vendo a cabecinha” “ Puxa, puxa Ana, tá saíndo” “calma, respira, respira” “não grita”.Eram 17h25 do dia 08/5/2010, quando o Rodrigo nasceu com 2.780 kg e 47 cm, índice apgar 9/10.O Rodrigo pegou logo no peito.Foi cansativo, doloroso mas compensador. Quero agradecer a toda a gente que me apoiou no momento do parto, a equipa, ao meu marido fantástico..</description><pubDate>Wed, 19 May 2010 11:06:13 GMT</pubDate><dc:creator>anagomes11</dc:creator></item><item><title>Parto programado</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2301712-9-1.aspx</link><description>Mamãs...Preciso de saber as vossas sábias opiniões:Qual é a vossa opinião sobre os partos programados?Acham anti-natura?Acham que as mulheres deveriam todas passar pelo parto natural?O que pensam acerca da escolha da cesariana (sem passar pelo parto natural)?Merci ;)</description><pubDate>Fri, 26 Feb 2010 11:30:34 GMT</pubDate><dc:creator>Martsy</dc:creator></item><item><title>O parto da minha princesa - MAC</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2391424-9-1.aspx</link><description>Olá a todas!!A minha pequenina nasceu no dia 5/5/2010, às 38sem e 2 dias, na MAC. Foi um parto programado e induzido.A minha gravidez foi de risco desde o inicio... tive 4 abortos espontaneos e uma infertilidade secundaria de 2 anos em cada filhote... alem disso as 15 semanas o colo do utero estava mole e a apagar.Estive sempre em casa de repouso e 2 meses foram mesmo de cama... um inicio complicado com muitos enjoos e a vomitar 4 vezes por dia (durante as primeiras 18semanas)Enfim... tudo se superou e a minha princesa ja ca esta!!!:DCorreu tudo bem graças a Deus!!Entrei as 11h no internamento... a minha medica viu-me.. tinha 3 dedos de dilataçao... ja tinha falado com ela de manha porque estava bastante nervosa e chorona... as lembranças anteriores andavam a assombrar-me (partos com bastantes complicaçoes)... ela percebeu e foi uma querida... Deu-me dois comprimidos... e fiquei a espera de cama ... estava tudo cheio...Ás 11h lá consegui uma cama... puseram o soro e a ocitocina... quando puseram a ocitocina ao fim de 15minutos comecei com contracçoes fortes mas nao acusava no CTG... eu chamei a minha medica e ela viu que realmente eu tinha dores e mandou ir a anestesista dar a epidural... aliviou bastante.Passado 1h as dores continuavam apesar de serem muito mais suportaveis e a vontade de fazer força começou... a medica foi ver como estava porque mais uma vez as contracçoes nao acusavam no CTG... ja estava com 8 dedos e ela viu que ia ser muito rapido... arranjou-se e chamou outra colega medica (eu pedi para nao ter estagiarios e ela mandou os 2 embora)... o parto desenrolou-se... as 15.25h ela estava ca fora... custou bastante a fase da expulsao... levei outra dose de epidural... e ela vinha com a mao à frente (tipo super-homem). Os olhinhos têm uns derrames devido ao esforço do parto mas vai desaparecer com o tempo! Nem sabemos bem a cor deles pois ela tem muita dificuldade em os abrir e chora bastante quando tenta. Pronto... a minha menina foi logo posta em cima de mim e o papá cortou o cordao... o recobro correu bem apesar de ter umas contracçoes uterinas bem dolorosas... mas valeu tudo a pena!!Ela é linda... porta-se bem... ate o chorar dela é doce (esperemos que assim continue... normalmente "coisa gabada, coisa estragada" hehehe!)Tem algumas colicas de noite mas com umas massagens e a ajuda do infacol parece que fica resolvido... está só com o leitinho da mamã e dorme cerca de 5 horas a noite... Continua assim filhota!!! hehehe!!!Pronto... acho que disse o mais importante!!Beijinhos a todas!!</description><pubDate>Sat, 08 May 2010 10:42:08 GMT</pubDate><dc:creator>esterilda</dc:creator></item><item><title>Quem fez 2 Cesarianas??</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2382481-9-1.aspx</link><description>Boa tarde,Fui mamã recentemente (28 Março 2010) tendo o meu parto sido Cesariana. Como gostariamos de ter dois filhos pensamos começar a treinar quando a nossa princesa tiver 18 meses de forma a que o parto decorra com uma diferença de 2 anos (Não gostariamos que os nossos filhos tivessem uma diferença de idades muito grandes).Caso tenha que voltar a fazer uma Cesariana gostaria de saber se o corte é feito no mesmo sitio (eu não levei pontos nem agrafos foi "colado")?Obrigada a todas.Beijos </description><pubDate>Sat, 01 May 2010 01:17:51 GMT</pubDate><dc:creator>JuanaeRasta</dc:creator></item><item><title>Bebe nao "encaixado"</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2364138-9-1.aspx</link><description>Ola,As 38 semanas a minha bebe nao esta encaixada e a GO ja me falou em cesariana...A minha duvida é se a bebe não esta encaixada vale a pena induzir o parto e tentar um parto normal? Ou é melhor partir logo para cesariana?ObrigadaSonia</description><pubDate>Thu, 15 Apr 2010 15:17:39 GMT</pubDate><dc:creator>scnb</dc:creator></item><item><title>parto no hospital lusiadas</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2297726-9-1.aspx</link><description>olá,futuras mamãs!Quero deixar aqui o relato do meu parto, como ajuda para combater os medos do desconhecido, porque acho que a mente é estraordinaria tanto para piorar uma situação como para a tornar melhor...Fui a uma consulta com a a minha GO, a Dra. Paula Ventura, que é de uma dedicação fora do comum e ela viu nas minhas analise que os valores da fosfatasse alcalina estavam muito elevados, como já estava de 38 semanas e 3 dias, disse-me que fosse almoçar alguma coisa leve e dai a 2 horas fosse para o HPP Lusíadas, já tinha algumas contracções mas que ela iria induzir o parto ainda naquele dia!Sempre quis que o meu parto ocorresse de uma maneira expontanea e o mais natural possivel, e sempre com esse pensamento fiz o internamento as 17 h, as 19h tinha contracções seguidas e evitou-se assim a indução. [b]1ª vitoria![/b]As 21h a Dra. rebentou a bolsa sem precisar pinças, só deu um "empurrãozinho", as 22h pedi a epidural e as dores diminuíram mas tambem as contracções e o trabalho de parto estava atrasado, se não ocorresse até as 6h teria de ser cesariana! Quase não tinha dilatação mas acreditei que íamos conseguir vencer a corrida contra o tempo.Às 24h deram-me segunda dose de epidural e colocaram-me a oxigénio, mais uma "ajudinha" e eu fui dormir. Até aqui as dores foram completamente suportáveis mesmo antes da epidural, as 2h acordei com uma enorme pressão e quando chamei a enfermeira ela disse-me que tinha a dilatação completa e estava pronta para ir para o bloco. [b]2ª vitoria![/b]O pai do Alexandre cortou o cordão umbilical do Alexandre eram 3.05 com 3410g, depois de 4 contracções fortes e ai sim com dor forte que foi apagada do pensamento logo que me colocaram o Alexandre nos braços. [b]3ª vitoria!!!![/b]Eu e o meu bébé vencemos todos os medos!!!!Coragem e força a todas as futuras mamãs!!</description><pubDate>Wed, 24 Feb 2010 13:46:32 GMT</pubDate><dc:creator>Kata</dc:creator></item><item><title>O nascimento do Salvador - Parto Domiciliar</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2348612-9-1.aspx</link><description>Não quis grandes luxos.Quis apenas trazer o meu filho ao mundo, da melhor maneira possível ( para mim ) e ficar no meu porto seguro.Dia 29 de Março de 2010, senti-me estranha, não fisicamente, sabia que no dia seguinte era a minha dpp e que tambem iria ser a mudança da lua. Estava agitada, não sabia o que fazer durante o dia, mas estava calma e serena. Fui ter com o meu marido, o meu porto seguro e pilar. Queria imenso ir a praia, ouvir o som das ondas, sentir o maravilhoso odor e poder descontrair um bocado.Chegamos tarde a casa, deitei-me e adormeci.Dia 30 de Março de 2010, acordei com a minha filha a sorrir, tomamos o pequeno - almoço em familia ,como tanto adoramos e ficamos na brincadeira.Comecei a sentir umas dores, fracas, nada de especial (...) ás 10:34, achei por bem, começar a contar o intervalo das contracções - o intervalo entre cada uma, foi diminuindo ao longo da contagem, embora as dores fossem ditas "normais", liguei a minha mãe para informar a parteira, na verdade era o "meu dia".Chegaram ambas calmas, cá em casa tambem estava tudo calmo (...) deitei - me no sofá a falar com a minha parteira com a minha mãe e com o meu marido. Estamos todos a espera da minha irmã e pai.As 11:12 minutos, as aguas arrebentaram, ai sim, fiquei um pouco agitada, precisei de estar uns minutos sozinha para descontrair, mentalizar e concentrar-me de tudo o que se ia passar.As contracções começaram a ficar fortes, pedi ajuda a minha parteira, que  logo foi preparar - me um duche - agua morna, sal e um pouco de argila. Entrei e relaxei por completo. A música nesta altura, ajudou muito e a presença do meu marido tambem.Quis sair da banheira, ajudaram - me a secar e fui para o meu quarto, que estava devidamente preparado para recebermos o Salvador. O marido meteu argila nas minhas costas e na barriga. Fez-me uma massagem e falou bastante comigo. Nesta altura a parteira pediu, se poderia ver o estado do desenvolvimento do trabalho de parto e eu autorizei. Tocou - me suavemente na barriga, onde sentiu o Salvador, auscultou - nos e disse que estava com 9/10 dedos de dilatação. Posto isto, quando senti - se necessidade de fazer força, poderia fazer - lo. E assim foi, quando senti essa vontade, meti -me na posição cócoras e o meu Salvador nasceu ( as 11:56 ). Mais uma fez, tive o prazer de puxar o meu filho como a irmã. Embora neste parto, o meu marido tambem tenha ajudado. A parteira ajudou - me calmamente a deitar (...) deitou - o em cima de mim e fiquei a observar.Esperei ansiosamente que abrisse os olhos (...)Quando o fez, derrubei lágrimas por cima da sua pele macia (...) toquei - lhe suavemente (...) falei - lhe e o meu tesouro, agarrou - me o dedo, olhei - o ainda mais intensamente e assim ficamos por uns segundos. Mais uma vez, agradeci a Deus, por me dar outra oportunidade, de dar e receber um amor tão verdadeiro. (Enquanto isto, a minha parteira estava a tratar do resto)Quis a Maria ao pé de mim - queria partilhar o nosso momento com ela, queria - lhe beijar e dizer o quanto tambem a amo. Dei de mamar ao Salvador - correu bem e pegou logo no peito. Um pouco trapalhão mas lá conseguiu apanhar o jeito e meti a Maria no meu outro peito. Foi uma sensação linda e muito gratificante para a nossa familia.Não poderei nunca, explicar as sensações que senti, posso apenas dizer, que as minhas dores transformaram - se em prazer e sem dúvida que, realizei os meus objectivos do parto. Pretendo repetir sem duvida alguma, quero mais uma vez, ser a dona do meu parto e sentir tamanha felicidade durante todo o desenvolvimento. A Felicidade é a cara da nossa familia.Queria agradecer as meninas do tópico de "Mamãs de Março de 2010 / Ternuras de Março" pela ajuda, carinho e amizade que me deram ao longos destes 9 meses.Quero agradecer em especial a Jo&amp;Xande&amp;Babs pela informação e esclarecimentos que me deu. Sem dúvida que contribuiu tambem para o bom resultado do meu parto. Obrigada por lerem o nosso parto</description><pubDate>Fri, 02 Apr 2010 23:00:19 GMT</pubDate><dc:creator>Clara Sophie</dc:creator></item><item><title>Cuf Descobertas</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic4963-9-1.aspx</link><description>Olá mamãs e futuras mamãs,gostava de saber se alguma de vocês teve à pouco tempo ou vai ter bebé no Hospital Cuf Descobertas, e com qual médico?Um beijinho e felicidadesCarla</description><pubDate>Thu, 26 Feb 2004 09:02:24 GMT</pubDate><dc:creator>carlaferreira</dc:creator></item><item><title>Dois partos -  Duas realidades</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2369171-9-1.aspx</link><description>Olá!Já há muito tempo que ando para relatar a minha experiência, mas como o texto vai ser longo, tive de arranjar tempo!Começo a ter dificuldade de me lembrar de alguns pormenores, pelo que acho boa ideia deixar o relato escrito... sempre que for invadida pela saudade, posso sempre vir ler!A minha história só vem reforçar a ideia de que devemos esperar tudo e que as coisas nem sempre acontecem como queremos e nem sempre aquilo que queremos, é o melhor... e que aquilo que é bom para uma mamã poderá não o ser para outra...É importante referir que resido na zona centro do país, que estou a 45 km do hospital que elegi para ter os meus filhos e onde costuma estar de serviço o meu GO. Um hospital no qual, dificilmente teria a oportunidade de ter a epidural, pois nem sempre existe a pessoa formada para dar tal anestesia, além de o meu GO ser "relativamente contra". Vamos lá então...(é bom que tenham tempo!! :) )Em ambas as gravidezes eu passei muito bem. Não tive qualquer contra tempo, incómodo ou susto. Tudo correu lindamente durante os 9 meses e este é o único ponto comum entre as "viagens" dos meus piolhos!Aliás, o outro factor comum, foi o facto de ambos nascerem no dia em que faziam as 40 semanas certinhas... O meu GO não é de induzir o parto só porque sim, ele induz apenas se achar que já há condições para o parto se desenrolar normalmente, ou seja nunca chegou a tempo, eles nasciam antes!Da minha primeira filha eu estava completamente calma em relação ao parto, não sabia para o que ia, e se as outras mamãs conseguiam, eu também iria conseguir.Fiz as aulas de preparação para o parto e sentia-me pronta!No dia que ela nasceu, trabalhei com a minha mãe até às 16 horas, apesar de estar com contrações ligeiras há dois dias. Liguei para o hospital e disseram-me que possivelmente estaria em TP, para ir até lá pois estava relativamente longe!Ainda fui terminar as compras de natal e fui a casa buscar as coisas. O marido não queria levar as malas, não acreditava que eu pudesse estar em TP.Cheguei ao hospital às 18 horas. Fui obsrvada, 3 dedos de dilatação, vamos avançar para o parto. O marido estava incrédulo.Colocaram-me o soro (com ocitocina) e fui para o quarto. O maridão esteve um pouco comigo e depois foi comer qualquer coisa. Às 20 e qualquer coisa as dores começaram a apertar e lá fui para a sala de dilatação. O marido chegou logo de seguida. Lembro-me de estar a ouvir música, mas as contrações eram muito seguidas e fortes! Passei uns momentos horríveis!! E esqueci-me de tudo o que tinha aprendido nas aulas... qual respiração qual que!! Tive a perfeita noção que me estava a descontrolar, mas não pude evitar. Senti dores ainda piores quando numa contração tentei agarrar a camisola do marido. Sinceramente: o melhor é mesmo relaxar!! Mas na altura, parecia-me impossível!Tinha uma vontade enorme de puxar e quando vinham as contrações, as dores que eu sentia eram no anus. Uma coisa estranhissima e insuportável! Enfim, lá passei assim 3 horas.Por volta as 23 e picos, disse ao médico que não aguentava mais e para me ajudar. O médico perguntou-me se eu tinha vontade de puxar, eu disse que sim e ele disse para eu experimentar. Lá fiz força e só o oiço chamar as enfermeiras "vamos para o bloco de partos, da maneira que esta mamã puxa a menina está cá fora num instante"... Aí nasceu-me uma alma nova. Lá me consegui levantar e passar para a sala do lado amparada pelas enfermeiras. Assim que me deitei na marquesa a parteira já lá vinha para me fazer a episiotomia... e eu com uma calma e sentido de humor que ainda hoje não percebo onde fui buscar "calma, deixe lá vir a próxima contração e já faz isso"Puxei apenas duas vezes e  lá saiu a minha menina, com a ajuda do médico que se pôs literalmente de cima da minha barriga e da parteira que a tirou rapidamente. Cordão enrolado no pescoço e não chorou! O marido perguntou "queres que fique ou que vá ver da menina?", "vai ver dela"...Enfim, segundos depois já chorava, estava tudo bem com a minha menina, mas em pleno dezembro, a lampâda do sitio onde os limpam não funcionou e ela arrefeceu. Como já era quase meia noite foi passar a noite à incubadora, só para garantir que ficava quentinha. No final, eu só chorava e tremia. Diziam-me que era dos nervos, mas eu tinha muito frio. O que se seguiu não me custou nada de mais... e no recuperei muito bem. Às 4 da manhã fiz birra e lá me deixaram ir ao WC. Às 8 da manhã já tinha ido tomar banho e estava pronta à espera da filhota!Resumindo, eu já ia em trabalho de parto, mas resolveram acelerar o processo. Por um lado foi bom, a coisa deu-se rapidamente, por outro foi mau, pois realmente as dores são terríveis e muito seguidas! A episiotomia não me custou nada e acho vantajoso quando se põe a hipótese de o bebé rasgar a mamã.Quando engravidei do João, já sabia que iria passar os 9 meses a pensar no parto. Já sabia para o que ia! Não fui às aulas de preparação, por falta de disponibilidade.Trabalhei que nem uma doida até aos 8 meses, quando o médico me disse que seria melhor abrandar. O bebé estava muito pequeno e a querer nascer. Como estavamos em Agosto, aceitei e vim para casa. Descansei de tal maneira que o piolho se aguentou até às 40 semanas.Mais uma vez andei uns dias com dores. Naquela segunda-feira, ainda me deitei, mas as dores não passavam.Estavam irregulares. Ora de 5 em 5, como de 7 em 7, mas resolvi ir na mesma.Deixei a piolha em casa com a minha mãe (isto foi o que mais me custou...).Ainda quis ir dar uma volta ao shopping, para passar tempo.Entrei no hospital deviam ser umas 22 horas.Fui observada e o médico diz "hummm, está atrasado, tem apenas dois dedos, mas eu fico cá consigo, é de longe..." e eu, "não, então eu vou para casa e venho mais tarde", ele não aceitou, eu era de longe!!!Lá fomos preparar tudo e é quando a enfermeira me diz que o maridão só pode ficar até à meia noite. Bem, fiquei de rastos. Precisava dele ali ao pé de mim. A enfermeira foi muito querida, disse para ele ir descansado que o bebé só nascia de manhã e que podia estar comigo às 8 de manhã. Deixou-nos ficar no átrio até à uma e tal da manhã.Fiquei de rastos, de tal forma que na despedida começei a chorar e fiz o marido prometer que se me acontecesse alguma coisa, tomaria conta dos meninos... estupidez, mas pronto. Fiquei insegura e em pânico, se me acontecia alguma coisa!!?!?!Lá fui para dentro, preencher o resto da papelada com a enfermeira e ela diz para eu me deitar e tentar dormir.Disse que sim, mas assim que deixei de ouvir barulho no corredor, lá fui eu andar para o corredor. Sentava-me nas cadeiras, ia à casa-de-banho, voltada a andar e só olhava para o relógio e pensava, já só faltam x horas para o maridão chegar.Às 6:30 apareceu a enfermeira. Disse se me podia observar e lá fomos para a sala de dilatação. Disse que estava com 5/6 dedos.Ligou o CTG e lá ficamos a preencher mais uns papéis. Passado um bocado vieram as dores mais fortes. Até aquele momento, eu consegui controlar muito bem a situação, com a respiração e o facto de ter tido toda a mobilidade que queria.Comecei a ficar fraca e cansada. Toda a noite acordada, sem comer nem beber, sem soro, sem nada.A Enfermeira ia-me passando uma compressa com água nos lábios até que perto das 8 horas, o médico chegou e eu disse que não aguentava mais. Ele observou e disse que tinha 8 dedos, mas continuava a ver e a "mexer".Hoje percebo porque. Eu esqueci-me de o informar que o João vinha com o nariz para cima... o meu GO tinha-me avisado que o parto poderia demorar mais e a expulsão seria mais dificil.O médico começou a dizer para eu fazer força, mas qual que?!?!? Já não havia força. Ainda por cima, deitada numa cama, não houve tempo para me levar para o bloco. O médico começou a mexer e quando se apercebeu da posição do João teve de o virar... bem, foram uns minutos terríveis!!! Pareceu-me uma enternidade! Assim, que nasceu chorou e mostraram-me o meu piolho. Levaram-no para o limpar e lá ficaram a tratar de mim.Sinceramente, ainda não consigo perceber o porque de dizerem que os médicos nem costumam aparecer quando corre tudo normalmente.Nos dois partos tive sempre o médico por perto e das duas vezes tive a ajuda deles na expulsão. No último parto, foi o médico e tudo que me fez o ponto cruz. Este sim, foi terrível. Não foi feita a episiotomia, pois acharam que o bebé passava na boa, mas rasgou-me quando passou o ombro. Enfim, resumindo e concluindo.Tive dois partos completamente diferentes.Um mais longo, outro mais curto. Um com episiotomia, outro sem.Um com "ajuda" do "soro", outro todo ao "natural".Um com marido, outro sem.Se calhar por isso tenho dois filhos tão diferentes!!No meio disto tudo, tenho de realçar toda a equipa do hospital. Das duas vezes que lá estive não tenho nada a dizer... Antes pelo contrário, nos momentos mais dificeis foram os médicos e enfermeiras que me deram todo o apoio.Enfim, se chegaram até ao fim deste testamento: PARABÉNS!! E OBRIGADA!</description><pubDate>Tue, 20 Apr 2010 10:10:20 GMT</pubDate><dc:creator>sfalcao</dc:creator></item><item><title>Vínculo</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2367799-9-1.aspx</link><description>Texto lindo, lindo, lindo escrito por Constança Ferreira e publicado no fantástico blog "O Bebé Filósofo":"terça-feira, 16 de Março de 2010VínculoEle nasceu. E quando o encostaram a mim, ele abriu a mãozinha e encostou-a em cima do meu olho, como quem diz “Cheguei. Podes descansar”.Nos dias seguintes, as enfermeiras da maternidade entravam no quarto para o encontrarem quase sempre ao colo. “Ai que esse bebé vai ficar tão estragadinho”, vaticinavam. Eu respondia “Não se preocupe que ele vai comigo, não o deixo cá”. Elas sorriam, a pensar “coitadinha nem sabe no que se está a meter…”.Mas eu sabia. Sabia sim.Na minha segunda gravidez tudo se passou a correr. Não tive muito tempo para grandes contemplações ou festinhas na barriga. Passei o tempo a correr, a trabalhar, a cuidar da mais velha. Orgulhosa por estar a dar conta de tudo. Sem mãos e pés inchados. Sem o “andar à pinguim” das grávidas de fim de tempo. A dar colo à minha filha até ao final. A ter reuniões e a mandar mails urgentes. Gravidez não é doença e lá andava eu com uma barriga gigante, orgulhosamente (hiper)activa.Quando dei por mim na recta final, enviada à pressa para casa porque o líquido amniótico tinha desaparecido e o bebé não estaria a crescer como se esperava, senti-me uma bomba relógio. Pedia ao bebé que nascesse se não estivesse bem. Bebi litros de chá de canela e folha de framboesa, experimentei pontos de acupunctura e posições de yoga para o convencer a sair para o mundo, já que o mundo que ele conhecia até então poderia não estar a dar-lhe o que ele precisava.Ele, horrorizado, trepava por mim acima e encaixava-se-me debaixo das costelas, o mais longe que conseguia da porta de saída. Li na altura que os bebés tendem a subir quando se sentem inseguros, aninham-se do lado esquerdo onde está o coração da mãe. Parece que nos rapazes é mais frequente, (o que até pode explicar muita coisa).Já eu, desesperava. Afogada num baby blues prematuro e irremediável, passava o dia a chorar. Não. Minto. Não passava o dia só a chorar. Passava-o também a ver este vídeo em que a mãe do Dumbo, enclausurada porque teve um acesso de fúria ao defender o seu bebé das orelhas grandes, o embalava como conseguia, tromba através das grades, enquanto o pequenino chorava. De cortar o coração, eu sei. Na altura, estranhamente, parecia-me a solução óbvia. Passar os meus dias a ver este filme. Era tudo o que eu podia fazer.Ainda na barriga prometi-lhe que quando nascesse eu iria ser assim. Uma mãe em estado selvagem, a defender a cria, a dar-lhe colo a todas as horas do dia. Teria mama quando quisesse, alguém para lhe velar as cólicas e os sonos trocados, sempre com um sorriso e paciência, tanto quanto possível, sem desesperar de cansaço. Seria um bebé de ouro, cujos pezinhos só tocariam o chão quando ele quisesse, porque até lá seria transportado ao colo.Eu, a mãe macaca. Ele, o bebé filhote.Primitivos e felizes, alheios a uma sociedade que espera que os bebés durmam 7 horas, mamem de três em três (mas acordem a tempo de esbanjar sorrisos para as visitas), cheirem sempre bem e não gritem muito, de preferência.Na filha número1 ainda houve tentativas para a "domar", habituar às (nossas) rotinas, como se fosse possível fazer de um recém-nascido um adulto responsável, assim em meia dúzia de dias. Sem sucesso, claro. Não vale a pena lutar contra os bebés. As primeiras semanas são de caos absoluto. Mais valia dizerem-nos logo isso e pronto.  No filho número dois percebi que a solução para nos entendermos com um bebé está na natureza. A minha costela revolucionária já me devia ter ensinado a não procurar validação em manuais de instruções para bebés. Mas o nosso instinto sai sempre reforçado quando encontramos as nossas estratégias improvisadas de maternidade, impressas em formato livro. Encontrei-o aqui. Diz o pediatra Carlos Gonzalez que os nossos bebés actuais choram porque são os sobreviventes de gerações longínquas, os descendentes de bebés antepassados que choravam a plenos pulmões e assim levavam os adultos a não os deixar sozinhos, mercê de predadores e outras ameaças. O choro do bebé é no fundo a emissão de “sinais de alerta”, sob a única forma de que dispõe. O choro do bebé enerva os adultos, fá-los agir no sentido de o acalmar. É esse o objectivo: fazer-nos agir. No meu caso, perceber a biologia das coisas ajudou-me a superar noites infindáveis a tentar aplacar cólicas e desassossegos. A ter calma. A respirar fundo. A não desesperar. A usar métodos antigos como o embalar, cantar canções de ninar, a embrulhá-lo em mantas apertadas e encostá-lo junto a mim para que o bater do coração que ele tanto procurava dentro de mim o acalmasse cá fora neste mundo que ele não conhecia e onde pela primeira vez encontrava a dor.No fundo a deixar fluir hormonas. A construir o amor. A transformar este bebé perfeito num filho. O meu filho."... é impossível estragar um bebé dando-lhe muita atenção. Estragar significa prejudicá-lo. Estragar uma criança é bater nela, insultá-la, ridicularizá-la, ignorar o seu choro. Contrariamente, dar atenção, dar colo, acariciá-la, consolá-la, falar com ela, beijá-la, sorrir para ela são e sempre foram uma maneira de criá-la bem, não de estragá-la. Não existe nenhuma doença mental causada por um excesso de colo, de carinho, de afagos... Não há ninguém na prisão, ou no hospício, porque recebeu colo demais, ou porque lhe cantaram canções de ninar demais , ou porque os pais deixaram que dormisse com eles. Por outro lado, há, sim, pessoas na prisão ou no hospício porque não tiveram pais, ou porque foram maltratados, abandonados ou desprezados pelos pais. E, contudo, a prevenção dessa doença mental imaginária, o estrago infantil crónico , parece ser a maior preocupação de nossa sociedade." in "Besame Mucho", Carlos GonzalezFiz há pouco tempo uma tentativa patética de o deixar no infantário. Seria de esperar que, com tanto mimo parental, ele estrebuchasse, estranhasse, recusasse. Mas não. O meu bebé estende os braços para qualquer colo e não recusa ninguém. Não "estranha", embora esteja supostamente na idade de o fazer. Também na escola ficou sossegado, entretido a olhar os brinquedos, a educadora, os outros bebés. O meu bebé de ouro é, para os outros, um bebé banal. E é bom que assim seja, ajuda a equilibrar as perspectivas.Eu, do lado de fora, contive-me o mais que pude. A vontade de usar a tromba de elefante para partir o vidro e embalá-lo foi quase mais forte que eu. Voltei a olhar. Ele estava bem. Nitidamente melhor integrado do que eu. Recolhi a tromba e saí de mansinho. No caminho ocorreu-me. Os bebés de coração cheio, não têm medo de voar. Mesmo que tenham orelhas grandes.Publicada por constança"</description><pubDate>Mon, 19 Apr 2010 10:28:38 GMT</pubDate><dc:creator>Mãeaos30</dc:creator></item><item><title>Há partos e partos</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2351472-9-1.aspx</link><description>Li um relato de parto  neste link: http://demaeparamae.pt/forum/nasceu-henriqueFiquei verdadeiramente tocada e sem palavras. De facto muita coisa pode correr mal e ainda que muito mal venha de uma má preparação. No entanto no final é difícil avaliar o porquê de uns partos correrem bem, com uma óptima sequência de eventos e outros correrem menos bem. para mim é difícil compreender quais as razões que geram determinada sequência de eventos. Lembro-me sempre dos meus partos em que a sequência não começa nada bem, pois há logo rebentamento das águas sem contracções efectivas (e durante muito tempo). Aqui fica o relato para quem quiser ler. ----------------------------------------------------------"Ele tem os teus olhos"...!!!Foi a primeira coisa que ouvi quando o Henrique nasceu.Vou tentar não me alongar muito (o que é certamente difícil), ponderei várias vezes a possibilidade de não colocar o tópico do parto do Henrique, mas por fim percebi que seria uma tremenda injustiça para com as pessoas que se mostraram sempre preocupadas e quase viveram o nascimento do meu filhote como se fosse o delas...Desta forma e antes de iniciar o dito "relato", peço que tenham atenção que irei apenas falar do parto do meu filho e a minha opinião face ao que aconteceu e ao que não aconteceu. Sem que ataque alguém que julgue o parto normal e sem epidural ser o melhor do mundo e arredores...Quarta feira, dia 17 tive consulta de rotina, nada estava bem comigo, fui encaminhada para as urgências. Chegada às urgências, espero uma eternidade para me dizerem que vou ser internada. Pedi para vir até casa antes de ser internada, para vir comer alguma coisa e mimar os meus gatos. Assim fiz.Regressei à maternidade às 22h50, o meu processo estava aberto, era apenas necessário entrar e fazer a ficha de internamento. Entretanto, a médica que me atendeu, percebe que as 40 semanas sem completam no dia seguinte (18 de Fevereiro) e decide que não vou ficar internada, vão começar a fazer a indução do parto.Se eu não estava preparada para ficar internada, para me induzirem o parto então... Ía caíndo para o lado. Perguntaram-me assim "Tem alguma dúvida?" - "Tenho, sim. Só uma. O pai pode ficar comigo? Não quero ficar sem o pai."Estranharam não ter perguntado nada sobre o procedimento da indução, mas não perguntei... Não valia a pena.Fiz tudo o que me pediram e às 23h40, mais coisa menos coisa, começou a indução do parto.Quando cheguei à sala da dilatação já tinha (ou só tinha) 2 dedos de dilatação e algumas contrações, liga soro aqui, tira sangue dali, "não pode beber liquidos nem comer nada", "não se pode mexer", "tem que ter cuidado com o ctg".Assim fiquei um sem fim de tempo, com uma grávida ao meu lado que gemia imenso... Cheguei a comentar com o Tiago que a pessoa devia estar mesmo em sofrimento e que não sabia muito bem qual seria a minha reacção... (mal eu sabia o que me esperava...)Às 5 da manhã intoduziram-me um comprimido via vaginal para acelerar, porque as contrações eram fortes mas nada de dilatar... Pouco tempo depois, vomitei...!Às 14h, novo comprimido, porque a dilatação continuava na mesma e as contrações cada vez mais fortes...Pedem ao Tiago para sair, porque me iam tirar novamente sangue... Quando a enfermeira saíu, desatei a chorar... Estava tão farta de estar ali sem que pudesse fazer nada para que o meu filho nascesse... Estava cansada, com sono, fome, muita sede, dores e não havia nada que pudesse fazer...Então, toca de chorar até me fartar... Assim fiz... Chorei, tremi, pedi-lhe desculpas, mas já não aguentava mais estar assim...O Tiago regressa, vê-me nos meus prantos, eu nem conseguia falar... Só dizia que não sabia o que fazer para que o Henrique nascesse...Às 17h começo a tremer (com o nervoso) e não sei lá o que é que aconteceu que as águas rebentaram... Parecia um repuxo, sujei o chão e tudo! Isto quando é para ser, é à grande!Uma hora depois, já não aguentava mesmo as dores... Vem uma alma caridosa que me pergunta "minha querida, quer levar a epidural?" - "Quero, sim, obrigada!"Lá levei a dita epidural... Aliás, não levei a epidural, enfiaram-me o catéter, que saltou quando o liquido ia ser injectado. Não me doeu rigorisamente nada, doía-me sim, a enfermeira a empurrar as minhas pernas contra a minha barriga... Isso sim, doía imenso... E eu lá continuava a chorar.Segunda tentativa para colocar o catéter e tudo indica que estava bem colocado e a epidural iria fazer efeito. "minha querida, já pode descansar. Tente dormir um pouco. daqui a 10m, 15m já não tem dores."Acreditei piamente no que a anestesista me disse, tinha que acreditar... Disse ao Tiago que ia então acatar o conselho e descansar...Acontece que passado os tais 10m, 15m em vez de deixar de sentir dor, começaram as contrações dolorosas... estupidamente dolorosas... indiscritivelmente dolorosas!!!Pensei que se tivessem enganado no medicamento e em vez de me terem dado epidural tivessem dado mais alguma coisa para acelerar o processo, uma vez que estava há bastante tempo na sala de dilatação...Com isto tudo, comecei a gritar como se não houvesse amanhã, o choro mantinha-se, mas agora acompanhado de gritos. Não quis saber se incomodei ou não alguém, se não me queriam ouvir, não quis saber de nada... Não podia comer, beber, mexer-me, nada... Então tinha que estravazar tudo aquilo como me sentia "melhor".As enfermeiras reclamaram dos meus gritos, do que dizia (disse vezes em fim que não aguentava mais as dores) e eu reclamava por estarem a invadir o meu espaço sem serem chamadas...Curioso que sempre que tocava à campainha não aparecia ninguém e depois de começar a gritar o que não faltava era pessoas a verem a dilatação...Como me mexia muito e fazia muitas vezes xixis, deciciram colocar-me uma algália e uma fralda (!?!?!? - uma fralda?!)Às 19h30 tinha só seis dedos...!!! Meu deus, seis dedos e já estava em tanto sofrimento, como seria quando chegasse aos 10?Lá tive um momento iluminado e pedi ajuda a todas as minhas fadinhas, pedi ao Tiago para falar com as divindades em que acreditasse e pedisse para que o meu sofrimento não fosse prolongado por muito mais tempo, porque eu não estava mesmo a aguentar... Não parava de tremer, julguei que me ia dar uma "coisa má" e que se isso acontecesse, teria que ser feita cesariana, algo que não queria de todo!!Às 20h, começo a tremer ainda mais, as dores que eram estupidamente dolorosas eram agora indiscritíveis... E vem a tal vontade de fazer força. Segundo diz o Tiago, nesta altura, eu estava entre o pálido e o quase morto...Estava com oito dedos de dilatação. "Tens que aguentar, não há nada que possamos fazer. Não podes fazer força" "Não posso o quê?! É incontrolável... Como é que não faço força?" "Não sei, tu é que tens que perceber" "Com certeza, então vou continuar a fazer força até ele nascer."E assim fiz, força...! Muita força! Física, psicológica... Força!!!Dez minutos depois tocamos novamente à campainha, para além de tremer, comecei a ver umas estrelinhas e estava com bastante dificuldade em respirar...Pensei "desta vez levam-me para cesariana, devo estar com a tensão altíssima." Mas só pensei, não mediram a tensão. Agarrei no braço duma enfermeira (que deve ter uma negra nesta altura) e perguntei porque é que não me faziam nada... E porque é que faltava tanta parte "humana" naquele piso... Eu só queria que me ajudassem a atenuar a dor e me explicassem o que era melhor de fazer, porque sozinha, sem aulas de preparação para o parto e com um acompanhamento quase nulo não tinha muito onde me "agarrar" a não ser à vontade que o Tiago estivesse sempre comigo...A dita enfermeira deve ter sido contagiada pelas minhas lágrimas e gritou "a grávida da cama 1 está em sofrimento, tragam a maca, vamos para a sala de partos"Nunca fiquei tão feliz por não terem dito o meu nome para se referirem a mim... Eu era, naquele momento "a grávida da cama um"...!Tive que passar da cama para a maca, que sofrimento...! Novamente ninguém me ajudou. "Acha que conseguimos ajudá-la com o peso que tem? É louca!!!" - "Louca sou eu em ter que contribuir todos os meses para que o seu ordenado de funcionária pública possa ser pago! Pode chamar alguém que me possa ajudar?"Chamaram a anestesista, que me fez uma festa na cara e diz, "vai correr tudo bem, tens que acreditar que vai correr bem. Agora, pões uma perna aqui, outra ali e esperas que te levem para a sala de partos. "Levaram-me para a sala, o Tiago também veio. Entretanto, dizem-me que a dose de epidural que me tinha sido dada não foi a correcta, foi diminuta e que não havia tempo para corrigir a situação. O parto ia acontecer "aqui e agora". Queriam que eu ficasse de lado, eu só queria ficar de barriga para cima...Ainda discutimos sobre a posição de lado ou para cima. "Eu é que sei como me sinto mais confortável. Quero estar de barriga para cima e assim vou ficar até ele nascer. Não é para vocês que a posição tem que ser favorável, é para mim. Eu é que sou a grávida!!!"Com as reclamações, as contrações começaram a acalmar (faz-me muito bem reclamar) e as dores também.De repente, começo a sentir a cabeça do Henrique a descer (ainda dentro de mim)... "Agarre-se às grades da cama e faça toda a força que tenha na próxima contração. Se for preciso, a meio da força, páre a respiração e volte a fazer força"Assim fiz... Em apenas uma força, nasceu a cabeça do Henrique "NÃO FAÇA FORÇA!!!! O seu bebé tem o cordão enrolado ao pescoço."Oh meu deus....!!! E agora? Agora, nada de chorar, nada de gritar e ter calma... Olhei para o Tiago que estava anormalmente angustiado... Ficámos assim alguns instantes "Já pode fazer força, como fez à pouco"Assim fiz... Mais uma força e o Henrique nasceu!!!"Ele tem os teus olhos!!!" O Tiago ficou extasiado com o filho, eu fiquei extasiada com o parar do sofrimento... Não tive capacidade de assumir que tinha acabado de ser mãe, só que já não tinha mais dores...Levaram-no para dar banhoca, entretanto, pedem-me para fazer mais força para sair a placenta e teríamos sido todos felizes se tivessemos ficado por aqui.Não me fizeram episiotomia, rasguei e ao que consta rasguei toda até ao períneo.Enfiaram-me não sei quantas compressas para dentro do útero e fiquei uma hora a ser cozida, depois do Henrique nascer... O problema foi tirar as compressas que estavam dentro de mim...Quando saí da sala de partos, perguntaram-me como me sentia "NÃO QUERO TER MAIS FILHOS!!!" Dizia isto repetidas vezes... Não sinto que tenha sido tratada da melhor forma, fiquei tanto tempo em indução que fui "apresentada" a quatro equipas de enfermagem diferentes...Pedi para comer e beber água, estava mesmo estafada... Lá comi.Entretanto, para que pudesse ser passada para o piso das mamãs e bebés tinham que ver os pontos. Quando me falaram em ver, nunca pensei que seria o que foi...!Decidiram-me fazer-me um novo toque cerca de duas horas depois de ter sido cosida... Doeu-me mais que o Henrique a nascer e que qualquer contração que tive...Assim foi ou ficam resumidas 21h de trabalho de parto...Li um artigo que dizia que a dor do parto trás para a mãe vários benifícios, sendo um deles a responsabilidade de tratar de um recém-nascido.A mim, a dor do parto, tirou-me toda e qualquer magia, quando ao olhar para o meu filho a primeira vez não consegui perceber que ele tinha nascido, que estava tudo bem com ele... que tinha os olhos da mãe ou do pai... que afinal, tinha acabado de ser mãe...A mim, a dor do parto, só fez com que não perceba porque é tão necessário que assim seja, tanto tempo e tanto sofrimento quando é possível contornar a situação...A mim, a dor de parto, não "deixou" que conseguisse dizer "olá filho. está aqui a mãe e o pai", como queria ter feito...A mim, a dor do parto, faz-me chorar por saber que não consegui usufruir dos primeiros instantes do meu filho...A mim, a dor do parto, não me fez sentir corajosa nem forte... fez-me sentir pequenina... Onde ficou o "olá, filho"? foi engolido pela dor...A mim, a dor do parto, faz com que não queira ter mais filhos...A mim, a dor do parto, faz que continue a pedir desculpas ao meu filho por não ter conseguido dizer-lhe logo o quão lindo é... E que chore cada vez que ele chora... E queira estar sempre perto dele, para que sinta que ainda estamos "juntos".A mim, a dor do parto, fez com que sentisse que o vínculo emocional que tinha com o Henrique enquanto grávida tivesse sido abalado e abafado...A mim, não digam que a dor trás qualquer benifício, porque me retirou ou abafou aquilo que deveria ser um momento mágico e transformou num momento de alívio sem que existisse espaço para magia nenhuma!!Deixo-vos a primeira fotografia do meu filhote.Para finalizar, não concordo com o povo quando diz "depois deles nascerem, compensa tudo"... Nada compensa e nunca compensará a falha que sinto para com o Henrique por não ter dito o nosso "olá, filho. está aqui o pai e a mãe!"Chorei quando o Tiago voltou para perto de nós, disse-lhe como me sentia... "O parto não foi nada feliz... Não me sinto bem.""Não foi feliz? Claro que foi feliz. Temos o nosso filho, foi mais que feliz."É assim que quero acreditar... Que foi feliz porque temos o nosso filho, abafando então tudo o que a dor do parto "levou".Foi feliz porque temos o nosso filho...Foi feliz!o parto do Henrique - http://demaeparamae.pt/forum/nasceu-henriquehttp://www.murminfinito.blogspot.com/***</description><pubDate>Tue, 06 Apr 2010 18:47:16 GMT</pubDate><dc:creator>Dulsa</dc:creator></item><item><title>Parto na Maternidade Magalhães Coutinho</title><link>http://forum.pinkblue.com/Topic2305918-9-1.aspx</link><description>Olá!Venho partilhar convosco a minha hora pequenina.Já desconfiava que teria um parto parecido com o primeiro e assim foi.No dia 13 de Fevereiro tinha algumas moinhas ligeiras e muito irregulares que só percebia serem contracções porque quando punha a mão na barriga ela estava dura. Já há dois dias que tinha também perdas ligeiras de sangue e como as perdas estavam a aumentar decidi ir a uma urgência na CUF descobertas, onde estava a ser seguida. Informei desde logo a médica que me observou que no primeiro parto descobriu-se por acaso que já tinha três dedos de dilatação e não tinha tido qualquer dor. Ela mandou-me deitar e disse " pois então, desta vez já tem quatro ". Como queria que o meu bebé nascesse na Maternidade Magalhães Coutinho, recomendou que fosse para lá de imediato porque a bolsa não tardava a romper e assim foi. Já tínhamos ido prevenidos com as malas não fosse acontecer o que efectivamente aconteceu.O meu marido voou para a maternidade. As dores tinham aumentado um pouco devido ao toque mas eram perfeitamente suportáveis e estive na sala de espera a ver um jogo de futebol enquanto não chamavam. Fui observada por volta das 22 horas e tive ordem de internamento. Depois do clister da praxe levaram-me para uma sala que é simultaneamente de dilatação e parto e colocaram-me a soro. Nesta altura, tive aquilo a que chamam reacção vaso-vagal e quase desmaiei o que deu origem a que o meu bebé tivesse uma desaceleração cardíaca. De imediato mandaram sair o meu marido sem levantar muito alarido e a sala ficou cheia de médicos e enfermeiros a olhar para o ctg. Se o bebé não tivesse recuperado teríamos ido para cesariana de urgência, mas felizmente  o coraçãozinho dele recuperou depois de poucos minutos e tudo decorreu com normalidade.As dores foram aumentando até se tornarem praticamente insuportáveis. Já tinha pedido epidural mas faltava-me uma análise e quando chegou o resultado já tinha a dilatação completa. Os médicos hesitaram entre dar e não dar porque o Alexandre estava subido e não sabiam se, apesar de ter a dilatação feita, a expulsão ía demorar. Estimavam cerca de dez minutos mas eu estava tão aflita com dores que decidiram dar e foi um alívio enorme. Efectivamente não passaram mais de dez minutos até à expulsão. Três forcinhas e o Alexandre nascia às 1.50h do dia 14 de Fevereiro. Foi espectacular terem-no colocado de imediato e por algum tempo em cima de mim. Ele chorou imenso o que me deixou aliviada e feliz. Mais uma vez vivi um momento de felicidade único ao ver o meu pequeno " porta-chaves " que pesava apenas 2.500 kgs e media 45 cms.O meu comportamento durante o trabalho de parto foi tão elogiado pelos médicos e enfermeiros que me diziam que quando tivesse o terceiro para ir para lá outra vez. Segundo eles era uma mamã muito controlada e boa parideira. :w00t:Não tenho palavras para vos descrever a simpatia e disponibilidade de todas as pessoas com quem me cruzei naquela maternidade... desde médicos,a  enfermeiros e auxiliares. Mimaram tanto o meu bebé, deram um apoio imenso na amamentação que consegui implementar com sucesso e o meu menino tem crescido a olhos vistos. Precisava de outro relato para vos dar só uma ideia do que fizeram por nós.Resumindo, uma hora pequenina numa maternidade 5*.Bjs a todas!</description><pubDate>Mon, 01 Mar 2010 19:21:49 GMT</pubDate><dc:creator>lara_fonseca</dc:creator></item></channel></rss>