Posted 10-03-2010 14:25:31 | | | Bem... é mesmo isso... mais um divorcio para as estatisticas...
Um casamento de 3 anos, um bebé de 21 meses e uma decisão da parte dele dita de madrugada. Malas feitas, foi para casa dos pais. Eu estou desempregada, terei de ir para casa dos meus, a casa de família não me pertence. E se há pais que não ligam aos miudos e os deixam com as mães, o pai do meu pequenino peca pelo oposto. Tem-me vindo à ideia um deslumbre do meu futuro... porque ele tem feito a minha vida num autentico inferno. Ora... relativamente às visitas, vai ter um fim-de-semana de 15 em 15 dias... diz que pode visitar o filho quando quiser desde que avise... (inclusive quando for o meu fim-de-semana com o bebé)... quer ainda um dia com a criança durante a semana para o levar aos paizinhos... se assim for... a minha vida futura vai ser... enfim, nem a consigo imaginar. Não vou ter paz. Vai ser uma verdadeira imposição e um entrave psicológico para que eu consiga refazer a minha vida futura. Por favor, alguma mãe que esteja a passar por isto e tenha a noção real de como as coisas realmente se passam que deixe aqui uma palavrinha... não sei como vou aguentar tê-lo presente de forma tão marcada na minha vida... estou a tratar do processo com uma advogada com a ajuda dos meus pais mas na realidade... isto é mesmo assim??? Como é possivel que as mães fiquem sem liberdade propria?
M.J.
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| Posted 10-03-2010 14:25:34 | | | | Posted 10-03-2010 14:47:04 | | | Não sei se percebi bem o que queres dizer com liberdade propria... Porque achas que perdes liberdade?
Nunca passei por isso mas, pela natureza do meu trabalho, sei que 1 fds a cada 15 dias é uma prática comum e 1 dia por semana para almoço ou jantar, também.
Eu posso não estar a ver o filme todo, que admito que não esteja, mas a mim, assim a frio, parece-me bem que o pai queira ser presente na educação do filho e apesar de tudo, não vejo como isso possa afectar a tua liberdade. Por teres de continuar a encará-lo? Mas isso supõe-se que seja assim quando se tem filhos, certo? Existirá esse elo para sempre e jamais poderás alterar isso, lamento.
Imagino-me no teu lugar, por certo ter de encarar uma pessoa que me magoou tanto não promete ser agradável e imagino que dificultará ainda mais o processo, mas quando temos filhos assumimos muitos compromissos para a vida: este, suponho, será só um deles.
Desejo do fundo do coração que corra tudo pelo melhor e que vocês consigam congregar os vossos melhor esforços para bem-estar do vosso menino! E que ainda possas ser muito feliz!
   

NINGUÉM É TÃO GRANDE QUE NÃO POSSA APRENDER NEM TÃO PEQUENO QUE NÃO POSSA ENSINAR |
| Posted 10-03-2010 15:04:35 | | | Olá,
De facto pelo que sei é habitual o regime de uma visita semanal (em dia previamente estabelecido) e um fim-de-semana de 15 em 15 dias.
De qualquer forma recordo-te que, mesmo que as coisas estejam muito complicadas, para o bem da criança deves tentar um entendimento. Se nesse entendimento ficar estabelecido que o pai só vê a criança à 4ª feira é à 4ª feira que ele vê e não pode aparecer "quando lhe dá na telha".
Tb estou a passar por uma situação de divorcio mas, pelo menos até agora, bastante mais pacífico. Para o bem da nossa filha ambos fazemos concessões pois temos que pensar que no final o conta é o bem estar dela e que ela sofra o menos possível com a situação. O que não quer dizer que não se ponha limites. Por exemplo o acordo que fizemos é que ela estará com o pai à 4ª feira (se ele não puder numa 4ª feira, avisa-me e mudamos) e de 15 em 15 dias. Tb lhe disse que para reconstruir a minha vida preciso do meu espaço físico e emocional e que por isso não quero que "aterre" lá em casa quando lhe der na cabeça nem que a vá buscar à escola sem combinarmos primeiro... mas isto é no meu caso que é amigável...
Se vês que não é possível esse entendimento recomendo-te que faças a regulação do poder paternal via tribunal.
Beijinhos e força!
  
"Bom mesmo é ir à luta, com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e viver com ousadia, pois o triunfo pertence a quem mais se atreve."
"Ter problemas na vida é inevitável; ser derrotado por eles é opcional" |
| Posted 10-03-2010 15:32:27 | | | "Tb lhe disse que para reconstruir a minha vida preciso do meu espaço físico e emocional e que por isso não quero que "aterre" lá em casa quando lhe der na cabeça nem que a vá buscar à escola sem combinarmos primeiro... mas isto é no meu caso que é amigável...
Se vês que não é possível esse entendimento recomendo-te que faças a regulação do poder paternal via tribunal".
MBPrincesa, é precisamente essa a situação... não vou ter esse espaço de que falas porque ele afirma que vai fazer visitas diárias e não estou a conseguir estabelecer os limites que tu conseguiste porque infelizmente, para o meu lado, não impera o bom-senso.
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| Posted 10-03-2010 15:56:17 | | | Mas se tu vais ficar a viver com os teus pais, isso será impraticável! Nem sequer é a casa dele ou a tua!!!
Esse limite terás de impor, com ou sem bom-senso da parte dele. Toda a gente tem direito á suas privacidade e há regras de convivência que são quase senso-comum... ninguém aparece numa casa que não é sua sem ser convidado ou anunciar a sua intenção. Com os filhos lá dentro ou não, a casa continua a não ser propriedade dele, e mesmo que também fosse, és TU que lá resides.
Estou certa que a advogada encaminhará as coisas em tribunal e tudo se resolverá. Até lá tenta não sofrer por antecipação.
um beijinho
   

NINGUÉM É TÃO GRANDE QUE NÃO POSSA APRENDER NEM TÃO PEQUENO QUE NÃO POSSA ENSINAR |
| Posted 10-03-2010 16:07:09 | | | Sim, bem... afirma que a lei o protege porque tem direito a visitar o filho sempre que queira desde que avise com 24h de antecendencia... Isto inclui todos os dias da semana, logicamente, inclui os meus fins-de-semana, dias de semana... já não sei o que pensar...
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| Posted 10-03-2010 16:29:59 | | | | Posted 10-03-2010 16:41:27 | | | mariajoao1979 (10-03-2010) Sim, bem... afirma que a lei o protege porque tem direito a visitar o filho sempre que queira desde que avise com 24h de antecendencia... Isto inclui todos os dias da semana, logicamente, inclui os meus fins-de-semana, dias de semana... já não sei o que pensar...
Em primeiro lugar aconselho-te a definir bem a questão das visitas quando os advogados fizerem o acordo da custódia. Podes permitir q ele visite o filho para além das visitas estipuladas, mas ele tem q te avisar e tu estás no teu direito de recusar se por algum motivo n te for possível.
E 2º lugar tenho uma amiga q passou pela mesma situação e o q aconteceu foi q o ele querer ver o filho quase todos os dias acabou por se tornar impraticável. Ao começar a construir uma nova vida foi chegando à conclusão q n havia tempo para tudo. Penso q isso além de ser para ver o filho acabava tb por ser uma maneira de a "obrigar" a estar com ele e assim "empatar" a vida nova dela(foi ela q quis a separação). Com o tempo foi-se desligando dela embora mantenham uma boa relação pelo filho. Ele respeita as visitas acordadas e ela é flexivel a algumas mudanças de dias.
Desejo-te calma e mta força
Beijocas |
| Posted 10-03-2010 16:42:52 | | | EliGee (10-03-2010)
mariajoao1979 (10-03-2010) Sim, bem... afirma que a lei o protege porque tem direito a visitar o filho sempre que queira desde que avise com 24h de antecendencia... Isto inclui todos os dias da semana, logicamente, inclui os meus fins-de-semana, dias de semana... já não sei o que pensar...
Pensa que na pratica nem ele terá disponibilidade diaria para essas visitas e que tu estás no teu direito de organizares a tua vida dentro daquilo que o acordo de regulação do poder paternal estipular.
Pelo menos, espero sinceramente que possa ser assim.
Sim, é verdade. Isso é que ele diz agora.
De qualquer forma, podes sempre dizer-lhe para se informar melhor que não há lei nenhuma que lhe permita fazer o que pretende e muito menos um tribunal que adopte esse regime de visitas.
  
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