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Tomar a Decisão

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  • Tomar a Decisão

    Preciso da vossa opinião e das vossas críticas; pois é, acho que são importantes as críticas porque acho que vou ter que lidar com elas no curto prazo.

    Sou casada à quase 8 anos e estou com alguns problemas; o meu marido não é o exemplo de pessoa mas também não é nenhum carrasco; temos dois príncipes lindos um com 5 anos outro com quase 1 ano.

    A questão é que mesmo antes do pequeno nascer a nossa relação começou a ficar cada vez mais distante. O desinteresse sexual instalou-se... depois dele nascer eu pensei que as coisas fossem melhorar mas não melhoraram antes pelo contrário.

    Comecei então a procurar uma razão para o assunto. Eu não suporto o seu toque; desde que ele não tente qualquer contacto físico as coisas correm mais ou menos mas quando à tentativa de contacto físico eu simplesmente não suporto – demorei perto de 1 ano para perceber porquê?!?!?!? Eu simplesmente já não o amo!!!! Não o odeio, não lhe desejo mal nenhum, mas não o amo!?!?!?!?!

    Agora sinto-me completamente perdida. Não consigo pensar em grande coisa que não seja o divorcio; mas depois tento convencer-me a mim própria que não será a melhor solução. Sinto que não tenho estabilidade emocional para suportar tudo o que o divorcio implica. Áh e duvido que da outra parte isso seja encarado de forma pacifica. O que irá implicar lutas por filhos e bens com certeza.

    Não sei se estou preparada para enfrentar pais, irmãos, amigos, etc.

    Os meus pais têm uma posição muito contra o divórcio. Para eles é encarado como uma modernize egoísta...

    E se emocionalmente o apoio deles seria importante na parte económica também o seria pois eu ganho perto de 1000€ e não sei muito bem como é que me vou aguentar mês após mês a pagar casa, escolas, alimentação, carro, roupas, etc.

    Eu nunca fui de me acomodar com nada e sinto que por um estereotipo qualquer estou a deixar passar os meus melhores anos vivendo agarrada a um casamento que não me faz feliz só porque a sociedade nos prepara para o casamento e não nos prepara para o divórcio; antes pelo contrário atribui-lhe a noção de culpa...

  • #2
    Olá!
    Em primeiro lugar acho que tens que ter consciência que não vai ser fácil. É sempre uma grande mudança, tanto a nível económico como psicologico. Mas a decisão tem que ser tomada. Se preferes não passar por todas as dificuldades que um divórcio implica e se achas que tens "estofo" para viver ao lado de alguém por quem não sentes nada...
    Há tantos casais a passar por isso. Tudo se resolve. O divórcio não é o fim da vida. Para alguns, é o começo. Na minha opinião tens é que ter a certeza que já não o amas. Será que o facto da relação ter ficado um pouco fria, não te leva a pensar que já não o amas? Se tomares a decisão do divórcio, estando separada dele, não vais depois aperceber-te que afinal até o amavas mas estava apenas um pouco "adormecido"?
    A minha opinião é simples e directa: Se tens MESMO a certeza que não o amas, parte para o divórcio, independentemente do financeiro, da familia, daquilo que vão dizer. O mais importante (para mim) é estar/viver feliz, tudo o resto se resolve...
    Beijinhos

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    • #3
      Inserido Inicialmente por VC33 Ver Mensagem
      Olá!
      Há tantos casais a passar por isso. Tudo se resolve. O divórcio não é o fim da vida. Para alguns, é o começo. Na minha opinião tens é que ter a certeza que já não o amas. Será que o facto da relação ter ficado um pouco fria, não te leva a pensar que já não o amas? Se tomares a decisão do divórcio, estando separada dele, não vais depois aperceber-te que afinal até o amavas mas estava apenas um pouco "adormecido"?
      Beijinhos
      Ia escrever mesmo isto! Acho que o primeiro passo é ter mesmo a certeza dos teus sentimenstos. EStarás tu preparada para o ver com outra, p.ex.? Cuidado com estas calmarias e com o que escondem...

      Depois se estiveres mesmo a certeza parece-me que já sabes qual o caminho! Porque queremos ser felizes e queremos passar aos nossos filhos a msg que devem lutyar pela felicidade, não?

      Muita sabedoria, paciência e sorte nesse percurso é o que te desejo!

      beijinhos

      carla


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      • #4
        Sou homem, e estou a passar por uma fase muito difícil.

        Mas se existe desinteresse na vossa relação, seja emocional seja sexual, procurem ajuda, viagem, mudem o vosso aspecto, e sim os filhos merecem que os Pais resolvam os seus problemas com boas Soluções e não com más Soluções.

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        • #5
          Antes de mais obrigada pelas vossas respostas.

          Pois bem a minha posição começa a ser cada vez mais firme... todas as pessoas têm defeitos e talvez quando se ama conseguimos com maior facilidade aceitar e ultrapassar os problemas... neste momento eu não consigo ultrapassar nada.

          Já não sei se sou eu que sou implicativa ou se simplesmente me cansei de deixar de ser quem era.

          Por exemplo o natal vai ser em nossa casa – porque ele um dia à mesa num almoço de domingo com os pais e alguns dos irmãos se lembrou de dizer – O natal é em nossa casa! Não houve qualquer conversa, ele simplesmente decidiu – Ok na altura fiquei furiosa e disse - Ah é, obrigada por me estares a avisar... mas depois comecei a tentar estruturar as coisas. Ontem estava a olhar para a sala a pensar como havia de pôr a mesa para 18 pessoas e ele diz-me – Mas não são 18 são 21 porque eu convidei uns amigos e eles vêm...
          A sério, nem sequer disse nada; simplesmente virei costas – Ele ainda tentou retaliar – mas qual é o problema a casa também é minha ou não??!?!?!?!?!?!

          RCP Ferreira é verdade os filhos precisam de boas soluções mas a meu ver cada vez tenho mais a certeza que os pais juntos simplesmente porque têm filhos não é uma boa solução.

          Sinto-me completamente perdida. Esta incerteza está a dar cabo de mim. Porque sei que ao tomar a decisão mil e uma coisas vão mudar e que a carga psicológica vai ser ainda maior que agora e não sei se vou aguentar isso. Porque é que as coisas não podem ser mais simples. Porque é que a sociedade criou um mito tão grande em volta do divórcio em que parece que todas as pessoas que rodeiam essas duas pessoas têm que optar entre uma ou outra...

          Isto está a deixar-me completamente perdida!

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          • #6
            Não te percas! Se te sentes perdida é porque não sabes bem que caminho fazer, procura ajuda, prepara o que tens a fazer primeiro. Fala com um advogado sobre as tuas intenções para que te apoie e te elucide. Fala com um psicologo infantil sobre como abordar o assunto com as crianças de modo a minimizar o seu sofrimento e ajudá-las a sentirem-se seguras na mudança. E procura uma amiga que te apoie ou que te possa aconselhar.

            Eu penso que nesse processo de "esclarecimentos" ou vais ficar cada vez mais segura do caminho a seguir ou vais concluir que afinal não era bem isto que querias e ainda "dá para negociar"... Ou há um projecto de vida a dois que faz sentido para os dois, ou então... é preciso mudar, ou um, ou ambos, ou o casamento.

            Eu já passei por um divórcio, não havia filhos e não havia muitas quezílias, nestes aspectos foi relativamente pacífico, mas o meu ex-marido (que não queria o divórcio) levou-me à exaustão com manobras de negociador. O sentimento que tenho é que um divórcio é sempre um processo pesado, difícil, sofrido e depois há um momento de tristeza e de luto, mas que passa. É um grande teste à nossa firmeza e auto-estima.

            No teu caso, em que há crianças tem que haver muita capacidade de negociação para que corra tudo bem para o lado deles.


            Boa sorte
            Olha mãe, a lua! Está redonda e branca... podes ir lá pintá-la?

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            • #7
              Neste momento a desilusão para com a vida é cada vez maior.

              Para não suportar esta carga emocional sozinha já tentei abordar o tema com duas amigas... as coisas não correram muito bem: tipo problemas todos temos tu é que sabes se é isso que queres e eu avisei-te que vocês não tinham nada haver não acreditas-te em mim agora arranja-te.

              A coisas estão mesmo mal. Não há conversa não há nada a não ser por qualquer coisa dos filhos mas ele vive muito feliz. Para ele o divorcio não é nem nunca será solução porque há filhos mas também não altera nada para tentar tornar o nosso casamento suportável.

              Tou a começar a ficar farta desta situação. Porque é que não consigo simplesmente assumir aquilo que sito e dizer basta e esquece que eu não sou uma boneca de trapos sou uma pessoa com vontade própria e embora a minha vontade possa parecer egoísta aos olhos das outras pessoas eu vou mantê-la até ao fim...

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              • #8
                "Porque é que não consigo simplesmente assumir aquilo que sito e dizer basta e esquece que eu não sou uma boneca de trapos sou uma pessoa com vontade própria e embora a minha vontade possa parecer egoísta aos olhos das outras pessoas eu vou mantê-la até ao fim... "

                Porque és humana, porque tens dúvidas, medos, inseguranças... Porque sentes a pressão exterior, o olhar de condenação.. Porque tens filhos e gostavas de saber exactamente o que é melhor para eles...

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                • #9
                  Inserido Inicialmente por isa.2009 Ver Mensagem
                  "Porque é que não consigo simplesmente assumir aquilo que sito e dizer basta e esquece que eu não sou uma boneca de trapos sou uma pessoa com vontade própria e embora a minha vontade possa parecer egoísta aos olhos das outras pessoas eu vou mantê-la até ao fim... "

                  Porque és humana, porque tens dúvidas, medos, inseguranças... Porque sentes a pressão exterior, o olhar de condenação.. Porque tens filhos e gostavas de saber exactamente o que é melhor para eles...

                  Concordo com a isa e acrescento... talvez te falte ainda "um bocadinho assim" desse não-casamento para ficar tudo clarinho como a água. SerFeliz, há mulheres que demoram anos, aguentam, aguentam e de repente, dás-lhes uma epifania e resolvem-se (ou conhecem um "armário" de cortar a respiração tipo anúcio de cuecas Armani mas o Cristiano Ronaldo não, que me parece um bocadinho boiola LOL). Mas acho que (felizmente) não é bem o teu caso, porque consciência de que há "algo de muito errado" já tu tens e isso é meio caminho andado. Eu, por exemplo, demorei 7 anos a perceber que estava a desperdiçar-me. A auto-estima é uma coisa lixada.

                  Olha mãe, a lua! Está redonda e branca... podes ir lá pintá-la?

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                  • #10
                    Olá meninas e obrigada pela vossa resposta.

                    Realmente isto não está fácil... Interiormente sinto-me um bocado desfeita mas já assumi para mim mesma que errei...

                    Não sei muito bem é como é que vou tratar as coisas. Como é que se diz à outra pessoa olha agora vai cada um para seu lado porque isto que temos não é nada, nem casamento, nem namoro, nada...

                    O que me deixa ainda mais perdida é o facto de ele viver feliz assim. Anda na boa faz lá os seus planos para as festas e lanchinhos que adora planear. E isso para ele parece ser suficiente desde que tenha mulher e filhos para mostrar.

                    Se bem que depois começo a olhar à volta e é o exemplo que ele tenha em casa. O casamento dos pais dele é uma fachada, praticamente nem se falam. Mas vivem assim, cada um faz a sua vida... nunca vi um gesto de carinho, um beijo, um dar de mãos, um olhar de cumplicidade, nada... ele faz a vida dele ela faz a dela e quando são situações em que têm que estar os dois discute cada um para seu lado...

                    Agora precisava que me ajudassem com uma questão, mais particularmente para quem é divorciado, com quanto é que os pais dos vossos filhos contribui? Qual é o valor da pensão? Para que outras despesas contribui?

                    No meu caso ele ganha o dobro do que eu ganho. A pensão deverá reflectir isso ou deverá ter em conta somente os gastos das crianças a 50%?

                    Maria Verde demoraste 7 anos a perceber? Pois eu agora começo a perceber que já há +- 3 anos que não há casamento...

                    Isto não vai ser fácil mas eu não sei viver assim...

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                    • #11
                      Há dias em que é mesmo difícil abrir os olhos e encarar a vida... há dias em que nos custa aceitar que embora estejamos rodeados de pessoas temos o nosso ser na maior das solidões...

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                      • #12
                        Olá Serfeliz,

                        Pois é, demorei 7 anos, mas expliquei-me mal... os 7 anos foram o tempo total desse casamento, é que eu não fui muito feliz logo desde o início.

                        (há muitos relacionamentos que terminam ao fim de 7, 14, 21 anos... em astrologia chama-se o retorno de Saturno porque há um grande protagonismo deste astro em ciclos de 7 anos, ou a relação tem estrutura ou zás! enfim, fica a curiosidade )

                        Tu já falaste com o teu marido sobre o que pensas da "participação" dele no vosso casamento? Já desabafaste com ele como te sentes, quais eram as tuas expectativas, as tuas necessidades e a tua percepção de que assim está tudo errado?
                        Eu acho que seria importante esse momento entre os dois, com calma e serenidade, de "coração aberto", e muito importante... sem cobranças. Podes já não o querer como marido mas será importante preservar a amizade.
                        Por outro lado, ele tem o direito de saber como te sentes... para tomar consciência, ir-se preparando e para dar o seu ponto de vista.
                        E por outro lado ainda, acho que é uma higiene mental que precisas neste momento.

                        A parte legal não te sei ajudar, no meu caso foi o "split", isto é teu, aquilo é meu e já está.

                        Olha mãe, a lua! Está redonda e branca... podes ir lá pintá-la?

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                        • #13
                          A minha vida é cada vez mais desgastante a nivel emocional...
                          Eu sei que não está bem, nada está bem, sinto-me a ir para baixo e não consigo simplesmente fazer nada... Casal?!?!?!? Não, não somos um casal somos companheiros de quarto. Companheiros?!?!?!?! Mas os companheiros aceitam-se, vivem em conjunto partilham alegrias e tristezas ajudam-se... Simplesmente não consigo ver nele a pessoa por quem me apaixonei um dia... Se o amo, não, não o amo; olho para ele e... nada em mim não há nada...

                          Porque é que não consigo tomar uma atitude... Simplesmente não me compreendo...

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                          • #14
                            Talvez não seja hora de agir, mas sim de pensar, reflectir, ler... e também sentir, meditar e sonhar.

                            Dá-te tempo e aprende a compreender-te, é por esse caminho que vais aprender a gostar de ti (pareces-me com a auto-estima enferrujada). Há-de haver um momento de clareza e aí ages com mais determinação no que for melhor para ti e para os meninos.

                            Olha mãe, a lua! Está redonda e branca... podes ir lá pintá-la?

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                            • #15
                              Boa tarde,

                              Neste momento estou em fase de stand bay... Sinto que o que fiz foi um bocado cruel mas aproveitei o dia “festivo” de 10 anos de casamento para conseguir um momento a sós para perguntar-lhe se achava que valia a pena festejar...

                              Pelo menos nesta fase sabemos ambos que não estamos bem e que decididamente ignorar o problema não nos leva a lado nenhum! Eu como “mulher furacão” sugeri cortar o mal pela raiz; ele acha que com esforço de parte a parte poderemos voltar a ser o casal que em tempos já fomos...

                              Pediu-me para pensar, interiorizar o tema e decidir. Estamos assim à +-15 dias, as coisas estão melhores parece que de repente se lembrou que tem dois filhos e que eles e tudo o que lhes diz respeito desde os cuidados do dia a dia até às decisões de escola e etc lhe dizem respeito também a ele...

                              Acha que o divorcio até poderá ser o “nosso caminho” mas que até chegarmos a ele poderemos batalhar mais em vez de nos dar-mos por vencidos... Bom com palavras ele sempre foi...

                              Quanto à parte da auto estima enferrujada!?!?! Nem sempre é facil sermos a voz discordante. Há pressões e estereótipos criados pela sociedade que eu tenho alguma dificuldade em perceber e interiorizar e isso tem feito com que ao longo da vida tenha adquirido o rotulo de voz discordante, de Ser do contra; e mais uma vez nesta situação para a qual não fiz esforço nenhum para disfarçar o facto de que entre nós as coisas não estão bem, a pressão que os outros exercem em atitude de recriminação é incrível...

                              Neste momento ainda não sei se consigo acreditar que é possível... há muito que terá que ser perdoado e eu não sei se irei conseguir ter esta capacidade: Perdoar... e acreditar...

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