[saraf wrote:]Achei graça a isso que dizes a propósito das contradições que identificas em ti e que te fazem muita confusão.
Sabes, não faço ideia se no meio de todas as contradições que eu sinto em mim haverá alguma veradeiramente patológica (algumas eu sei que tendem, mas just fall short of

, mas aqui há uns anos eram fonte de grande angústia para mim. Tinha dificuldade em reconhecer em mim uma personalidade, uniforme e unívoca, que me transmitissse a segurança e o conforto da continuidade e da constância do "eu". Sentia-me muitas vezes fragmentada ou múltipla (my name is Legion for I am many hehehe).
Entretanto descobri que a homogeneidade e a ausência de contradição são uma ilusão muitas vezes perigosa. Não é assim, a mente humana saudável. Dá muito mais trabalho e sofrimento ter-se noção das dissidências internas, mas quem é que disse que a capacidade de insight era uma benção LOL?
A propósito da morte, eu em pequena era obcecada pelo assunto e ainda hoje penso muitoo nisso (mas com cuidado, que este assunto tem dentes e morde). A possibilidade ( a inevitabilidade) de deixar de existir é para mim teoricamente aterrorizante, apesar de emocionalmente lidar bastante bem com esta questão.
Bjocas
Bem.. Eu costumo dizer que bem-aventurados são os pobres de espírito

Por vezes a capacidade de insight e a própria inteligência emocional são uma cruz lixada de carregar, mas também são essas as ferramentas que nos permitem ultrapassar as mesmas dificuldades que nos criam.. Paradoxo interessante não? Prefiro acreditar que faz de nós pessoas mais ricas e interessantes do que aquelas que nunca têm a dificuldade, mas também nunca passam pela experiência de a ultrapassar.
Sei o que queres dizer com a fragmentação do Eu, tinha essa sensação durante a adolescência e era algo que me angustiava um pouquinho, mas nunca foi primordial no universo das minhas preocupações

Dito assim parece que foi há muito, só tenho 23 anos ainda.. Mas realmente parece noutra vida.
Penso que aprender a escutar-ME, a estar atenta às minhas necessidades e vontades, aprender a dizer que não, todas essas coisas contribuiram para me dar estabilidade e para "unificar" um pouco a minha imagem de MIM.
Também me identifico com a tal dicotomia imagem teórica versus imagem emocional da morte.
Alexandra
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