Peço imensa desculpa pelo testamento, mas inclusivamente registei-me só por causa do que li.
Na minha experiência pessoal o privado foi uma necessidade e não uma posição para me afirmar na sociedade.
Eu no meu primeiro filho fiz tudo pelo público, fui seguida na Maternidade Júlio Dinis no Porto, só fiz as ecografias pelo particular porque a partir da 1ª a minha médica disse-me que ele podia ter o Sindrome de Down porque tinha a prega da nuca maior que o normal, apanhei um susto, e a partir daí fiz as ecografias pelo privado. Isto não quer dizer que é melhor, mas andei na altura a perguntar que era o melhor obstetra no Porto a nivel de ecografias e disseram-me na altura que a médica só fazia pelo privado, o que mais tarde vim a constatar que não, ela é 5*. Adiante
Fui seguida pela minha médica, mas o parto não, ela tinha ido para uma Convenção no fim de semana que o Miguel nasceu, que foi num fim de semana prelongado, conclusão tinha só os requistos minimos de pessoal, tinha tudo aproveitado para fazer umas mini-férias. Passei muitas horas em trabalho de parto, quando entrei na Maternidade já com contracções de 10 em 10min, mas como não tinha dilatação tive que esperar, tinha 1 dedo de dilatação e nunca passou disso.
A médica que estava de serviço na altura deu-me uma medicação para ver se ganhava a dilatação e nada. O feto ja estava em sofrimento quando ela me foi ver às 10 da manha e fiquei até as 2h da tarde à espera de dilatação e nada. A médica quando me foi ver às 2.30h é que decidiu que eu tinha de ir para cesariana, Preparam-me e lá fui eu e pior foi que a epidurar não pegou e a anestesista não quis saber disse que eu estava a exagerar e fizeram na mesma a cesariana a sangue vivo, escusado será dizer que eu berrei o tempo todo, fiquei com os meus tornozelos e pulsos pisados porque tinha enfermeiras a segurarem-me. Elas só deram conta que eu realemente não estava a exagerar quando eu disse que tinha uma dor muito forte perto do estomago quando tiraram o Miguel, nem sequer tive forças para o ver. Durante os dias que lá estive também não tive um bom tratamento, chamava uma enfermeira, demoravam tempos infinitos a chegar à minha beira. Tive que me levantar passado 2 horas de fazer a cesariana porque não tive sequer uma auxiliar que pegasse no bébé para dar de mamar.
Quando eu soube que estava grávida do meu segundo filho entrei em panico, devido à minha experiencia, fui à minha obstetra que tinha feito as ecografias do Miguel e pedi-lhe que me fizesse o parto.
Para não correr risco fiz tudo pelo privado o que foi bastante dificil para mim, porque eu não tenho seguro, e eu e o meu marido não temos ordenados por ai além. Tive que pedir emprestado que ainda hoje estou a pagar.
O parto correu bastante bem, em relação à anestesia realmente eu sou bastante resistente como me disse o anestesita que esteve no parto do Tomás que até ele ficou admirado como é que eu tinha tanta sensibilidade mesmo com tres reforços Raquio, creio eu que se escreve assim. Quando tiraram o Tomás e começaram a limpar e posteriormente a coser ainda aguentei as duas primeiras "puxadelas" da linha mas depois tive que dizer que me estava a doer bastante e ele deu-me logo me pos a dormir.
Conclusão na Publica aguentaram bastante tempo, para ver se eu não teria que fazer uma cesariana, porque lhes fica mais caro, e sofri bastante, no privado correu tudo às mil maravilhas. os riscos e consequências são iguais nas duas.
por isso não é uma condição de status é mesmo uma necessidade, a meu ver tá claro, só para nos certificarmos que corre tudo bem, connosco e com os pinpolhos e em ambos eles nasceram com problemas. Que hoje já estão mais ou menos superados.
Mas isto é só a minha opinião, e como diz o bom povo no qual eu me incluo, "cada cabeça, cada sentença".
Beijos

