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Procedimentos especiais durante o parto

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  • Procedimentos especiais durante o parto

    Por vezes ocorrem certos factores não previstos que implicam o recurso a procedimentos especiais durante o parto tais como o uso de fórceps, espátulas e ventosas. No caso de partos múltiplos ou do bebé estar em má posição, o recurso a estes métodos é quase sempre certo.

    O que é o fórceps e como funciona

    Pode acontecer que, durante um parto vaginal se torne necessário recorrer ao fórceps ou a qualquer outro instrumento obstétrico comum, para ajudar o bebé a sair.

    O fórceps assemelha-se a uma pinça em forma de colher de salada e é concebido por forma a encaixar nos lados da cabeça do bebé, cobrindo-lhe as orelhas e ajudando-o a rodar o necessário para que consiga descer através do canal do parto. Funciona como uma espécie de invólcuro que protege a cabeça do bebé da pressão exercida dentro do canal do parto.

    Este instrumento é normalmente usado, apenas, quando a cabeça da criança já está encaixada no canal do parto e o colo uterino se encontra completamente dilatado.

    A decisão de utilizar os fórceps depende do médico que está a fazer o parto e é normalmente tomada quando:
    • A cabeça do bebé desceu até à pelvis da mãe, mas não avança mais.
    • Quando o bebé se apresenta de nádegas.
    • Quando o bebé está numa posição transversal.
    • Quando o útero da mãe deixa de ter contracções.
    • Quando a mãe já não tem força para ajudar o bebé a nascer.


    Pode dizer-se que a anestesia epidural fez aumentar o uso dos fórceps, uma vez que, ao aplicar-se este tipo de anestesia a força que a mãe faz deixa de ser tão eficaz, tornando habitual que a criança necessite de ajuda para sair. Daí que em muitos partos normais se recorra ao fórceps para evitar os riscos que corre o feto quando o parto é muito demorado.

    Actualmente, a maior parte dos bebés prematuros nascem com a ajuda deste instrumento, na medida em que o mesmo evita que a cabeça, extremamente frágil, seja comprimida no canal do parto.

    A utilização deste tipo de instrumento obstétrico implica que a grávida esteja deitada de costas, com as pernas bem afastadas e, geralmente, elevadas, em relação ao resto do corpo. É aplicada anestesia através de uma injecção no períneo e é-lhe feita uma episiotomia para evitar a dilaceração dos tecidos. De seguida os fórceps são inseridos na vagina, e, uma vez bem posicionados, são puxados cerca de 30 a 40 segundos de cada vez, fazendo com que a cabeça da criança desça até ao períneo.

    Porque levou anestesia local, a mãe não sentirá dor e uma vez que a cabeça do bebé esteja de fora, o resto do parto decorrerá normalmente. O seu bebé também não sofre e o único indício do uso dos fórceps pode ser uma marca na cabeça que desaparece rapidamente. A mulher pode ficar dorida durante alguns dias, uma vez que foi sujeita a uma episiotomia e teve, por isso, que levar pontos.

    Os fórceps as espátulas não são uma única e mesma coisa

    Embora o fórceps seja o instrumento mais utilizado para facilitar a saída do bebé, na fase de expulsão, existem ainda as espátulas que são semelhantes ao fórceps, mas em que as duas pinças estão separadas, o que possibilita que sejam introduzidas, uma de cada vez, na vagina. Optar por um ou por outro dependerá das preferências do médico que estiver a realizar o parto, uma vez que as características e funcionalidade destes instrumentos estão muito próximas.

    O uso da ventosa

    Outro instrumento obstétrico de grande importância é a chamada ventosa que se aplica sobre a cabeça do bebé, criando vácuo com uma bomba de ar. Deixa um pequeno hematoma na cabeça do bebé que desaparecerá em poucas semanas sem necessidade de tratamento. É geralmente mais utilizada quando não se recorre à anestesia epidural.

    Porque este mecanismo ocupa menos espaço na vagina e é mais fácil de aplicar, oferece mais vantagens que o fórceps, uma vez que:
    • Pode ser aplicada antes da cervix estar completamente dilatada e com menos desconforto que o fórceps;
    • É aplicada na parte de baixo da cabeça do bebé;
    • A forma da cabeça do bebé não sofre qualquer alteração e;
    • Nem sempre é necessário o recurso à episiotomia.
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