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A episiotomia

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  • A episiotomia

    A episiotomia consiste num corte cirúrgico do períneo para alargar a saída do canal do parto, impedindo que se rasgue durante o nascimento do bebé. Conheça melhor este procedimento que tanta angústia e receio causa às mulheres.

    Em que circunstâncias poderá ser necessária uma episiotomia?

    Embora a episiotomia não tenha que fazer parte da rotina do parto, o médico pode entender fazê-la para tornar o parto mais rápido e prevenir que a sua vagina rasgue com a saída do bebé, isto é, a pressão da cabeça do bebé é tão grande e os tecidos estão de tal modo distendidos que correm o risco de se rasgarem. Este procedimento também pode ser usado em casos específicos, ou seja, se a pele à volta da sua abertura vaginal não esticar o suficiente, se o bebé estiver com problemas, se for prematuro, se estiver em posição pélvica, ou se tiver uma cabeça grande. Estima-se que são feitas em cerca de 40% a 50% dos partos, contudo qualquer que seja o modo como é feita, a episiotomia afectará sempre a mulher.

    Quais as vantagens e desvantagens inerentes?

    Existem muitas desvantagens e poucas vantagens numa episiotomia, que não pode deixar de ser feita em casos específicos, funcionando assim não tanto como uma vantagem, mas como uma solução. Todavia, a maior vantagem que se reconhece à episiotomia será o facto de encurtar o último período de expulsão do bebé, nos casos em que a monotorização revela uma dimunuição no seu rítmo cardíaco. Muitos médicos acreditam que uma incisão (episiotomia) se cura mais depressa do que o rasgão dos tecidos e desde há muito que se pensa que uma episiotomia impede uma eventual laceração do períneo e melhora o funcionamento da musculatura pélvica.

    Porém, recentes pesquisas demonstraram que a episiotomia pode provocar lacerações muito mais sérias do que o rasgão que a mulher sofre se não for cortada, ou seja, este procedimento não impede o relaxamento da musculatura pélvica nem sérias lacerações do períneo. Na verdade, estes estudos mostram que a episiotomia contribui para o aumento da média das lacerações do períneo e aumenta substancialmente o risco de lacerações no anús e recto, o que requer um tempo de recuperação muito mais longo e pode causar à mulher não só muito desconforto, como também problemas a médio e longo prazo. Além disto, a episiotomia também está associada a um aumento da dor pós-parto, a um aumento do desconforto nas relações sexuais e ao aumento da quantidade de sangue perdida durante o parto.

    É verdade que as mulheres que não tiveram uma episiotomia podem acabar com lacerações espontâneas no períneo, mas também é verdade que, em geral, estas mulhers têm menos dores pós-parto e ao fim de três meses, apresentam uma muscultura pélvica muito mais forte. Para além disso não existe diferença nas taxas de incontinência entre as mulheres que tiveram e as que não tiveram uma episiotomia e, mais importante ainda as mulheres que não são cirurgicamente cortadas têm menos infecções depois do parto.

    De que modo é que uma episiotomia me afectará?

    Embora alguns médicos façam episiotomias frequentemente, especialmente se se trata do primeiro parto, a verdade é que as mesmas não são inevitáveis. Deverá dizer-lhe qual a sua preferência. Pergunte-lhe se costumam fazer massagens ao períneo para as evitar e se ele tem algumas sugestões, tais como técnicas de respiração para que possa controlar a necessidade de fazer força demasiado cedo. No Reino Unido, as mulheres deitam-se de lado com o objectivo de demorar o processo de expulsão do bebé, dando assim tempo ao períneo para esticar.

    A episiotomia em si pode não doer ao ser feita no máximo de uma contracção, mas normalmente, é aplicado um anestésico local. Depois do parto e durante o período de recuperação terá dores, pois a cicatriz demora tempo a sarar e enquanto isso não acontecer o desconforto é enorme. Para a ajudar, use um saco de gelo na área do períneo, imediatamente após o nascimento do bebé, o que lhe amortecerá a dor e reduzirá o inchaço.

    Enquanto está a recuperar sente-se delicadamente sobre cada uma das nádegas, se possível, porque alivia a pressão sobre o períneo. Para acelerar a cicatrização e reduzir a dor:
    • Tome um banho quente, na banheira ou sentada, 24 horas após o parto.
    • Exponha a ferida ao ar o máximo de tempo possível e mantenha-a seca.
    • Depois do banho seque a zona afectada com um secador a uma temperatura não muito alta e a uma distância segura.
    • Ande e faça exercícios de Kegel, para estimular a circulação, acelerando assim a cicatrização.
    • Aplique compressas na área afectada.
    • Utilize sprays especialmente concebidos para aliviar a dor.


    Entre 4 a 6 semanas deverá estar completamente bem e após consulta médica que o confirme, pode reiniciar a sua actividade sexual. É natural que se sinta tensa e ultra sensível. Tente relaxar tomando um banho quente, bebendo um copo de vinho ou prolongando os preliminares. Procure a posição mais confortável para si, de modo a poder controlar o grau de penetração. Poderá usar um bom lubrificante nas primeiras semanas, ou mais, se estiver a amamentar, isto porque o baixo nível de hormonas reduzem a quantidade de lubrificante que a sua vagina consegue produzir. Algumas mulheres usam este tipo de ajuda até deixarem de amamentar.
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