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Os mitos da paternidade

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  • Os mitos da paternidade

    Ser um bom pai é concerteza um desejo comum à maior parte dos homens. Mas a verdade é que ainda, nos dias de hoje, existem alguns sentimentos não verbalizados sobre o significado de ser pai. Conheça-os para melhor lidar com eles.

    Não são só os sentimentos da futura mãe que contam

    A preocupação e o desejo de que tudo corra pelo melhor e a ansiedade que se vai apoderando de ambos os membros do casal à medida que se aproxima a hora do parto deixam pouco tempo ao futuro pai para se aperceber e reflectir sobre os seus próprios sentimentos durante todo o processo, mas a verdade é que se a atenção e os cuidados dispensados à parceira são essenciais, também o são os sentimentos do futuro pai em relação a todas as mudanças que a partir de agora marcarão a sua vida.

    É fácil ficar entusiasmado com a notícia de vir a ser pai, como também é fácil demonstrar alegria e pensar, numa primeira fase, nos aspectos positivos da paternidade. O que se torna, na maior parte das vezes, mais difícil é falar sobre os aspectos, igualmente importantes, da insegurança, do medo e da apreensão que a notícia da gravidez “descarregou” sobre o futuro pai.

    De imediato surgem as dúvidas: Posso continuar a dedicar-me ao trabalho e ser o pai que sempre pensei vir a ser? Vou poder fazer face às exigências financeiras que ter um filho acarreta? Será que vai correr tudo bem? A nossa relação vai alterar-se por completo? Conseguirei assistir ao parto? Estas dúvidas, legítimas, devem ser verbalizadas e transmitidas à mulher porque ela quer saber e estar a par dos sentimentos do parceiro. O facto de não querer aumentar as preocupações da sua parceira não pode servir de desculpa para o homem não exteriorizar os seus pensamentos e angústias.

    Esta é a altura de fortalecer a relação e a confiança um no outro. Pode ajudar a circunstância de haver outros pais por perto (presentes ou futuros) e com quem o futuro pai possa conversar. Ler sobre o assunto também contribui para um maior esclarecimento e pode ajudar o homem a compreender que exprimir sem receio tanto a sua alegria como a sua vulnerabilidade o preparam para a nova tarefa: ser pai.

    Os homens também sabem cuidar dos filhos

    Tanto os pais como as mães sabem cuidar dos seus filhos e dizer-se o contrário é contribuir para o afastamento do pai durante os primeiros meses de vida do bebé e fazer aumentar na mãe a ansiedade e receio de ter de fazer tudo sozinha ou de deixar o pai sozinho com o bebé quando tal se revelar necessário.

    Cuidar de um bebé, suprir as suas necessidades, mantê-lo confortável e enfim, ser um bom pai ou uma boa mãe, é algo que se aprende com a experiência e confiando no instinto. É normal que as primeiras vezes que muda uma fralda, prepara o biberão ou o banho ou tente vestir o bebé não o faça da melhor forma ou com facilidade, mas o tempo e a prática tudo ajudam a ultrapassar. Tanto o instinto maternal como o paternal tem de ser ajudado com a experiência e quanto mais tempo passar a cuidar do bebé, mais sensível ficará o pai às suas necessidades.

    O sucesso profissional não é incompatível com a vida familiar

    O homem cresce e é educado a encarar a profissão como a principal forma de se realizar, impôr e de ter valor. Infelizmente ainda se encontra enraizada na sociedade a convicção de que tirar algum tempo para se dedicar à família em crescimento é uma desculpa para uma fraca prestação profissional. Normalmente os homens que têm a coragem de abrandar o seu ritmo de trabalho para se dedicarem à mulher e aos filhos são conotados como “falhados”. O sacrífício de abandonar ou suspender a carreira não é visto como tal, mas como sinónimo de fracasso profissional.

    Felizmente este estado de coisas começa a mudar. Os homens começam a sentir e a dar significado à palavra Pai, o que faz com que cada vez mais troquem a sua carreira pelo tempo que podem passar com a sua família e porque, acima de tudo, sentem-se realizados com isso. Eles começam a aperceber-se de que ser um bom pai é uma das grandes conquistas e realizações da vida.

    O pai de hoje pode e deve ser diferente do seu próprio pai

    É natural que o primeiro instinto de um homem quando se torna pai seja o de ter o seu próprio pai como modelo de conduta, fazendo com que este assuma um novo significado na sua vida. Mas as coisas não têm de ser forçosamente assim ou assim podem não funcionar.

    É bom que o homem tenha a sua própria ideia do que é ser um bom pai e que sinta vontade de trabalhar arduamente para o conseguir. Quer ele se apoie na experiência que teve com o seu próprio pai, com os seus tios, professores, com os seus irmãos, etc, a verdade é que tem de ser ele a moldar-se a si mesmo e construir a sua identidade como pai. Não há modelos tipo de pai e as diversas culturas encaram a paternidade de maneiras diferentes. Para os nossos pais a noção de ser um bom pai passava por poder providenciar pela alimentação dos filhos, dar-lhes uma casa, poder mandá-los para a escola e pouco mais.

    Para o pai de hoje não basta isso. Torna-se necessário passar tempo de qualidade com o seu filho, conversar com ele, ensinar-lhe as coisas que ele não aprende na escola, enfim, explorar todo um mundo de possibilidades. Os nossos pais fizeram o que acharam que deviam fazer e nós devemos fazer o mesmo, adequando as nossas escolhas à família e à sociedade em que estamos integrados.

    Os recém-nascidos precisam tanto do pai como da mãe

    Os laços fortíssimos que prendem um bebé à sua mãe, especialmente se esta amamenta, podem levar o homem a interrogar-se sobre o seu verdadeiro papel dentro da família. Porém tanto o bebé como a mãe precisam dele por perto.

    Para o bebé o facto de poder ouvir a voz e estar ao colo do pai representam bem estar e segurança. Ele sente a sua presença e gosta que lhe pegue ao colo, que o embale, que fale para ele e a melhor altura para o fazer é depois do bebé comer porque estará mais atento aos seus carinhos e brincadeiras.

    Hoje em dia também é possível ao pai alimentar o bebé com o leite materno e assim interagir com ele durante a refeição. Utilizando uma bomba saca-leite a mulher pode encher o biberão com o seu próprio leite e deixar que seja o pai a alimentar o bebé, dando-lhe assim a oportunidade de passar mais tempo com ele. Por outro lado e mesmo que o pai não ajude nas refeições do bebé pode ajudar a sua parceira preparando as refeições para ambos, arrumando a casa, cuidando da roupa e vigiando o bebé para que ela possa ter algum descanso. Pode ainda ajudar no banho e na mudança das fraldas. Há uma série de tarefas a realizar e a ajuda do homem é imprescindível tanto para a mãe como para o bebé.
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