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As otites da criança e tubos de ventilação

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  • As otites da criança e tubos de ventilação

    Uma doença muito frequente na criança especialmente nos primeiros três anos de vida é a infecção do ouvido ou otite. A sua frequência vai diminuindo com a idade. Se for atempadamente tratada, não deixa consequências nefastas para o futuro da audição, mas se for descuidada, pode causar sequelas, com perda de audição.
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    Sinais e sintomas

    Uma doença muito frequente na criança especialmente nos primeiros três anos de vida é a infecção do ouvido ou otite. A sua frequência vai diminuindo com a idade. Se for atempadamente tratada, não deixa consequências nefastas para o futuro da audição, mas se for descuidada, pode causar sequelas, com perda de audição.

    Normalmente após 5 a 8 dias depois de uma “constipação”, aparecem os seguintes sintomas que podem configurar uma infecção de ouvidos:[*]Febre.[*]Alterações do sono ou da alimentação. [*]Dor intensa nos ouvidos. [*]Diminuição da audição.

    Descrição

    O ouvido médio é uma cavidade cheia de ar, limitada por uma membrana vibrante, o tímpano, e que comunica com a parte posterior das fossas nasais e superior da faringe por um tubo, a Trompa de Eustáquio. Esta Trompa serve, não só para drenar as secreções normais do ouvido médio, como para equalizar a pressão do ar entre o ouvido médio e o ouvido externo, afim de que a vibração da membrana timpânica se faça com a máxima eficácia. O acto de engolir ou bocejar faz com que a Trompa de Eustáquio abra e feche (o que por vezes se traduz num “crepitar” no ouvido) deixando entrar ar fresco que vai ventilar o ouvido médio. A trompa de Eustáquio é, na criança, mais curta, mais larga e mais horizontal que no adolescente ou adulto. Esta característica tem como consequência que as bactérias e vírus do nariz e faringe, penetram com mais facilidade no ouvido, facilitado pelo acto de assoar chorar ou espirrar. Estes micróbios podem provocar infecção, com pus, que enche a cavidade do ouvido médio, empurrando e abaulando a membrana timpânica, que por vezes chega a romper (perfuração ). A distensão da membrana timpânica provoca dor intensa e perda temporária da audição.

    Sem tratamento adequado a infecção pode tornar-se crónica , afectar a membrana timpânica e os ossinhos do ouvido e provocar perda permanente da audição. A perda temporária da audição, e com muito mais razão a permanente, pode afectar o desenvolvimento da linguagem o desenvolvimento psíquico e mais tarde o aproveitamento escolar.

    Tratamento

    O seu médico fará o diagnóstico, e iniciará o tratamento, que poderá ser com antibióticos.

    Se depois do tratamento médico, se verificar que se mantém a perda de audição, poderá suceder que o ouvido médio esteja ainda cheio de fluido, podendo ser ou não pus. Então a criança deverá fazer um timpanograma, exame indolor que permite ver o funcionamento do ouvido médio.

    Se se verificar que o ouvido médio continua a não conter ar, mas sim líquido, pode encarar-se a colocação de tubos de ventilação afim de extrair esse líquido.

    Tubos de ventilação

    As indicações para colocação de tubos de ventilação, são: [*]Insucesso do tratamento médico, com manutenção de líquido na caixa do tímpano.[*]Infecções repetidas do ouvido. [*]Algumas afecções crónica do ouvido.[*]Otite serosa (manutenção de fluido no ouvido, mesmo sem qualquer infecção).

    A cirurgia processa-se, na criança, com anestesia geral. É uma cirurgia de curta duração. É uma cirurgia efectuada através do canal auditivo, não exigindo incisões externas. O otorrino fará uma pequena incisão na membrana timpânica, através da qual insere um pequeno anel de plástico perfurado e procederá à aspiração do fluido do ouvido médio.

    Poderá depois de um período de recobro regressar a casa, ou em crianças pequenas ou com complicações, permanecer uma noite na clínica.

    Cuidados post-operatórios

    Nos meses que se seguem à cirurgia deverá evitar-se a entrada de água, especialmente se contiver champoos, sabonete, etc. no ouvido operado, para evitar contaminação por bactérias do exterior. De preferencia usar tampões auriculares, mas só enquanto estiver no banho ou na água (mar, piscina, rio, etc.) No resto do tempo não devem usar-se tampões, dado que o ouvido deve ser ventilado o melhor possível.

    Normalmente os tubos de ventilação são eliminados por si próprio, sem nova intervenção, num período de 4 a 12 meses.

    30% das crianças a quem são colocados tubos de ventilação antes dos 2 anos, virão eventualmente a necessitar, mais tarde, de nova colocação.
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