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A síndrome da morte súbita infantil

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  • A síndrome da morte súbita infantil

    Durante o primeiro ano de vida (geralmente entre os dois e os seis meses de idade), um em cada 500 recém-nascidos morre súbita e inesperadamente enquanto dorme.

    Explicação do conceito

    A Síndrome da Morte Súbita Infantil não é uma doença, mas antes o diagnóstico feito ao bebé, com menos de um ano e aparentemente saudável, que morre inesperadamente. Muitas vezes trata-se de recém-nascidos.

    São casos em que o médico pediatra não consegue apontar a causa da morte, mesmo de depois de ter realizado uma autópsia e examinado ao pormenor a história clínica e genética dos familiares mais próximos.

    Além disto, é comum proceder-se a uma investigação criminal do caso, também ela inconcludente.

    Causas teóricas

    Ninguém sabe ainda, ao certo, quais as causas do Síndroma da Morte Súbita Infantil, havendo apenas, neste âmbito, teorias defendidas por vários investigadores.

    Ao que parece este síndroma resulta da conjugação de vários problemas ou situações:
    • Anomalia no cérebro - Investigadores da Universidade de Harvard identificaram, recentemente, uma anomalia na parte do cérebro que controla a percepção do dióxido de carbono, nalguns bebés que morreram súbita e inesperadamente. Quando os bebés dormem de barriga para baixo podem respirar um excesso deste gás fatal, resultante da sua própria respiração, que se acumula entre o rosto do recém-nascido e o colchão do berço.

      A maioria dos bebés acorda automaticamente quando os níveis de dióxido de carbono se tornam demasiado elevados; mas uma anomalia no cérebro pode impedir que este controle aquela função e esses bebés não se apercebam que o gás acumulado atingiu níveis intoleráveis.
    • Problemas no controlo da tensão arterial - Também determinados estudos sugerem que a morte súbita de alguns bebés pode estar relacionada com a sua incapacidade de recuperar de uma descida inesperada da tensão arterial.

      Nestes casos, o organismo do bebé não consegue restituir o fluxo sanguíneo para determinados órgãos vitais como seja o coração. Esta incapacidade pode ter a ver com certas anomalias cerebrais ainda não devidamente identificadas.
    • Atrasos no desenvolvimento das autodefesas do bebé - Todos os bebés nascem com um sistema primitivo de autodefesa que, com o passar dos anos, torna-se mais coordenado, afastando-o mais eficazmente do perigo.

      Um pediatra norte-americano, Bradley Thach, levantou a hipótese de que certos bebés morrem de forma súbita, porque simplesmente não são capazes de se defenderem de situações de risco. Por exemplo, quando ficam presos sob o lençol.
    • Contracção das artérias do pescoço - Por outro lado, investigadores australianos defendem que os bebés, ao dormirem de barriga para baixo e ao tentarem mover a cara do colchão, podem inadvertidamente comprimir as artérias do pescoço e “cortar” a circulação do sangue para o cérebro.

      Este facto pode contribuir para a danificação dos centros nervosos que ajudam a controlar funções involuntárias do organismo, como por exemplo o respirar, o que acaba por provocar a morte do bebé.


    Factores de risco

    Todos os bebés com idade inferior a um ano correm o risco de serem vítimas da Síndrome da Morte Súbita. Os médicos e investigadores continuam sem conseguir apontar as causas concretas deste síndroma.

    No entanto, há aspectos e situações que aumentam as probabilidades do bebé morrer súbita e inesperadamente. Por exemplo:
    • Os bebés prematuros correm um risco maior de morrer inesperadamente durante o sono devido, por vezes, à imaturidade dos seus centros nervosos.
    • Os bebés cujas mães consumiram drogas durante a gravidez ou tinham menos de 20 anos aquando da primeira gravidez apresentam um quadro favorável à Síndrome da Morte Súbita.
    • Os pais que fumam cigarros perto do bebé contribuem também para um aumento do risco.
    • Colocar o bebé a dormir de barriga para baixo favorece o risco de uma morte prematura.


    Procedimentos para reduzir o risco

    Não existem maneiras seguras de prevenir o Síndroma da Morte Súbita Infantil. Contudo, os adultos (pais, avós, educadores) podem contribuir para uma diminuição dos riscos, através de um conjunto de procedimentos:
    • Deite o bebé de costas para o colchão ou de lado. Para isso existe uma almofada indicada para os primeiros meses de vida do bebé que mantém a criança deitada de lado, o que permite ao bebé uma respiração fácil e uma maior segurança se ele bolsar.

      Este é o procedimento mais importante para proteger o bebé de asfixia, por exemplo.

      Estudos recentes revelam que o dormir de barriga para baixo duplica o risco do Síndroma da Morte Súbita.
    • Utilize um colchão firme e plano. Existem colchões anti-asfixia vendidos conjunta ou separadamente com as almofadas anti asfixia. Estes produtos têm uma estrutura alveolar que permite a passagem do ar, evitando o risco de asfixia, mesmo se a criança dormir de barriga para baixo.

      O colchão do berço onde o bebé dorme deve ser firme e plano, sem necessidade de almofada, nos primeiros meses.

      Por outro lado, os lençóis e cobertores devem ser finos e estar bem fixados a fim de minimizar o risco de cobrirem a cara ou a cabeça do bebé, asfixiando-o. Para ajudar os pais neste aspecto existe o fixa-cobertores que é uma cinta que se adapta ao colchão do berço e permite que a criança durma confortável e com liberdade de movimentos, com os cobertores sempre fixos.

      É aconselhável não haver brinquedos de pelúcia ou de outros materiais macios dentro do berço.
    • Evite fumar junto do bebé - Estudos recentes concluíram que o risco do Síndroma da Morte Súbita aumenta proporcionalmente em relação ao número de fumadores que rodeiam o bebé, ao número de cigarros consumidos por dia e ao tempo de exposição do bebé ao fumo do tabaco.
    • Mantenha o quarto do bebé a uma temperatura agradável (por volta dos 21 graus celsius).

      O excesso de calor pode favorecer o risco do Síndroma, pelo que o quarto onde o bebé dorme deve estar sempre a uma temperatura amena.
    • Deve amamentar o bebé sempre que possível.

      Investigações recentes apontam a amamentação ao peito como potencialmente menos perigosa do que a alimentação a biberão.
    • Leve regularmente o bebé ao seu pediatra.
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