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Os primeiros passos

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  • Os primeiros passos

    Quando atinge os onze meses de idade, o bebé começa a dar os primeiros passos e a marcha começa a desenhar-se, para mais tarde se tornar segura e espontânea.

    Os medos

    Aos onze meses, o bebé sente-se ainda demasiado pequeno e indefeso perante um mundo tão grande. Gostaria de descobrir tudo, mas tropeça, cai e magoa-se. A consciência dos seus próprios limites fazem-no muitas vezes chorar por se sentir frustrado. Quer decidir sozinho e controlar a situação, mas, ao mesmo tempo, tem medo de se aventurar. Então, corre para a mãe e abraça-a à procura de segurança, age como fazia quando era mais pequeno e ainda não sabia gatinhar.

    Esta fase é muito importante no desenvolvimento psicológico do bebé: uma vez de pé, a criança vai passar a ver o mundo de forma diferente, vai sentir-se mais segura, vai fazer mais exigências.

    As descobertas

    Esta mistura de desejos e receios, de descobertas e frustrações, pode traduzir-se em perturbações durante o sono. A criança acorda durante a noite, chora e parece ter medo. É conveniente reconfortá-la e encorajar o seu desejo de autonomia, para que possa reencontrar a confiança em si mesma.

    Aos treze meses, o bebé desloca-se sozinho e a com alguma rapidez, quer saiba ou não andar. Mesmo que apenas consiga gatinhar, já não precisa de uma mão adulta para o ajudar. O importante é que a criança explore e seja activa. Já sabe sentar-se e levantar-se sem ajuda, o que representa uma grande progresso, tenta trepar, escalar, e as quedas, quando ligeiras e sem gravidade, não servem para o desencorajar.

    A segurança

    Entre os quinze e os dezoito meses de idade, o bebé vai consagrar muito do seu tempo a tentar ganhar a confiança e segurança necessárias para esta nova forma de locomoção. Durante vários meses, a marcha será hesitante e inconsistente e as quedas serão muitas, pelo que o bebé terá tendência a tentar outras formas de deslocação, como gatinhar. A subida de escadas apresenta-se aos olhos de uma criança como um desafio, mas a descida pode ser complicada, pelo que convém que redobre a vigilância.

    As mãos, antes ocupadas com o gatinhar, estão agora libertas. A criança começa a tocar em tudo, já nada do que está acessível lhe escapa. Esta é a fase em que o bebé esvazia cinzeiros, desenrola o papel higiénico ou explora o caixote do lixo. Ainda e devido à maior habilidade das suas mãos, começa a saber lançar objectos no momento certo. Esta acção parece simples mas, ao contrário do que muitas pessoas possam pensar, soltar um objecto no momento indicado demonstra, mais do que apanhar, um desenvolvimento importante do sistema nervoso e muscular, representando para uma criança com esta idade uma verdadeira proeza.

    Caminhar é também poder fugir, e o bebé está numa idade em que a curiosidade é enorme. Para ele, trata-se muitas vezes de um jogo, e está à espera que alguém o siga. Para os pais, a brincadeira pode não ter muita graça, sobretudo se estiverem perto de uma estrada, num hipermercado ou em qualquer outro local que se revele mais perigoso. Mas, se por um lado o bebé está entusiasmado com as novas descobertas, pelo outro, cansa-se depressa. Assim, o carrinho de bebé continua a ser uma boa opção quando pretender fazer um longo passeio ou ir às compras.

    Quando recorrer ao pediatra?

    Se aos dezoito meses a criança ainda não andar, o melhor a fazer é tentar compreender as razões para esse facto com a ajuda de um pediatra. Mas até essa idade, não há motivos para preocupações, uma vez que o momento em que o bebé começa a dar os primeiros passos não tem qualquer relação com outras áreas de desenvolvimento. Se uma criança é precoce neste domínio, não quer dizer que o será em todos os outros.

    Quando começar a sentir necessidade de andar, o bebé dar-lhe-á sinais disso, e você pode ajudá-lo fornecendo-lhe, por exemplo, um apoio móvel (como um carrinho para bebé), no qual poderá pôr as duas mãos e deslocar-se, com maior facilidade e segurança.
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