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O gatinhar

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  • O gatinhar

    Pode dizer-se que é a gatinhar que um bebé começa o seu caminho para a independência. Quando começa a gatinhar, já não há quem o pare, e a atenção permanente dos pais passa a ser fundamental. É que com a liberdade de movimentos vêm também os perigos da curiosidade.

    Vantagens do bebé gatinhar

    A partir do momento em que começa a gatinhar, as possibilidades de movimentação do bebé multiplicam-se e, a partir desta altura, um segundo de distracção pode bastar para um valente susto. O bebé foge facilmente da vista dos pais, portanto todo o cuidado é pouco.

    Apesar dos sustos a que os pais ficam sujeitos, a capacidade de gatinhar traz inúmeras vantagens para o bebé. Por isso mesmo, e apesar da preocupação, os pais não devem ralhar com o bebé, mas sim incentivá-lo a explorar à vontade o ambiente e tirar partido da sua nova liberdade de movimentação. O gatinhar vai dar ao bebé uma nova visão e concepção do mundo, assim como de si mesmo e das suas capacidades. Portanto, por maior que seja a apreensão dos pais, é essencial que o bebé receba incentivo.

    O gatinhar é uma excelente actividade para o desenvolvimento do bebé, tanto a nível físico como mental. De entre todas as vantagens deste “exercício”, há algumas que se destacam:
    • Fortalece os músculos e as articulações dos braços, ancas, pescoço, pernas e costas, por isso constitui um bom treino para que, mais tarde, o bebé consiga pôr-se de pé e começar a andar;

    • Amplia o raio de acção do bebé. O facto de se movimentar livremente permite-lhe descobrir muitas coisas novas e satisfazer a sua curiosidade e desejo de aprender;
    • O acto de gatinhar requer um excelente trabalho de coordenação mental dos movimentos do corpo, portanto, além de ser um bom exercício físico, também faz trabalhar o cérebro, ou seja, o sistema psicomotor. Por outro lado, melhora a visão e a audição e estimula a habilidade manual do bebé;
    • Aumenta a sua autonomia e vontade própria. Ao deslocar-se sem ajuda, o bebé começa a tomar as suas primeiras decisões, por exemplo, vai poder escolher entre ir para a sala brincar com o carrinho ou para o quarto brincar com a bola. Tudo isto faz com que acumule experiência e ganhe confiança em si próprio.


    O que posso fazer para ajudar o bebé a gatinhar?

    A maioria dos bebés começam a gatinhar entre os sete e os doze meses. Contudo, este é um processo lento e complexo que se manifesta em cada criança de forma e com ritmos diferentes. Para estimular o bebé nesta nova tarefa, os pais podem ter alguns cuidados:
    • Adequar o espaço que o rodeia, de modo a que possa deslocar-se sem perigo e proporcionando-lhe estímulos que o incentivem a deslocar-se. Podem, por exemplo, colocar brinquedos a pouca distância, para despertar o interesse do bebé, fazendo com que tente alcançá-los.
    • Levá-lo para grandes espaços abertos e limpos, tais como um jardim ou casas com pouco mobiliário, o que faz com que o bebé sinta vontade de se deslocar;
    • É fundamental ter em toda a casa, e em especial no quarto do bebé, protectores nas tomadas eléctricas. É também essencial garantir que todos os objectos pontiagudos, frágeis e potencialmente perigosos estão fora do alcance do bebé.
    • Deve ainda deixar que o bebé se movimente à vontade e de modo a que não se magoe.
    • O convívio com outras crianças que já gatinhem ou andem pode também ser um forte incentivo para que o seu bebé se movimente, na tentativa de imitar os outros.


    Lembre-se, no entanto, que antes de conseguir gatinhar, o bebé tem de passar por outras fases de movimento, ou seja, o bebé começa por virar-se, até conseguir rodar sobre si mesmo. Mais tarde consegue manter-se sentado e virar-se de barriga para baixo. Nesta fase, começa, aos poucos, a arrastar-se.

    Algum tempo depois já consegue levantar o tronco e a barriga do chão, segurando-se com os braços e flectindo as perninhas, ficando, deste modo, em posição de gatinhar. Daqui até começar a deslocar-se sem ajuda será um instante.

    Cada bebé tem o seu próprio ritmo de evolução, e os pais devem respeitá-lo, procurando não o forçar a nada. Isto porque o gatinhar requer um esforço de coordenação mental que apenas é possível quando o sistema nervoso central do bebé estiver suficientemente maduro. Se não for esse o caso, será inútil tentar fazer com que o bebé gatinhe antes do tempo.

    Se o bebé não gatinhar começará a andar mais tarde?

    O facto de o bebé gatinhar ou não e de o fazer, mais cedo ou mais tarde, depende de vários factores:

    Genéticos: Se os pais começaram a andar tarde, os filhos têm tendência para começar a andar tarde também.

    Ambientais: Se o bebé for estimulado de forma correcta e tiver espaço para se movimentar livremente, começará a andar mais cedo. Se tiver irmãos ou contacto com crianças que já andam vai sentir-se estimulado a imitá-los.

    Funcionais: Umas crianças têm características anatómicas que lhes favorecem a aprendizagem, enquanto que outras crianças não têm.

    É verdade que a maioria dos bebés gatinha, mas isso não impede que alguns bebés, em vez de gatinhar, se desloquem de outras formas e com igual eficácia.

    Há muitos bebés que se arrastam sentados, enquanto outros gatinham para trás. Há também aqueles que não gatinham nem se arrastam de forma nenhuma e que passam directamente da posição de sentados, aos seus primeiros passos.

    Seja qual for a forma de deslocação que o seu bebé escolha, e desde que isso aconteça entre os nove e os doze meses, que é o período em que a criança começa a desenvolver as suas capacidades motoras, é sinal de que não há qualquer problema relacionado com o seu desenvolvimento e capacidade de aprendizagem.

    O modo de se movimentar não indica se uma criança vai começar a andar mais cedo ou mais tarde do que a outra. Lembre-se de que tudo tem o seu tempo.
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      Recomendações gerais

      Para a segurança dos filhos e dos pais, logo que o bebé começa a gatinhar, tenha as várias divisões da casa devidamente preparadas.

      Qualquer tipo de produto químico ou de bebida alcoólica são perigosos para as crianças, que têm tendência para levar tudo à boca. Os medicamentos em zonas acessíveis, quer em carteiras quer em cima da sua cama, na mesinha de cabeceira ou outros móveis também constituem um foco de perigo. As estantes e prateleiras, as arcas e a televisão são um perigo caso não estejam bem presas à parede, uma vez que a criança gosta de trepar e usa tudo o que estiver ao seu alcance para o conseguir, puxando mesmo objectos pesados.

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