É um exame que só se efectua, em regra, quando se está perante uma gravidez de risco, como é o caso das grávidas com mais de 35 anos ou das que têm casos de doenças congénitas na família.

O que é

É um exame ao líquido amniótico. O feto está dentro do útero, no saco amniótico e imerso no liquido amniótico, pelo que este liquido contém células do bebé. A amniocentese é, justamente, o exame que se faz às células encontradas nesse líquido.

Para que serve

Serve para diagnosticar a existência de anomalias genéticas, nomeadamente o síndroma de Down, trissomia 18, espinha bífida e anencefalia. Também é possível verificar se os pulmões do feto estão desenvolvidos o suficiente para que se possa efectuar um parto prematuro de urgência se tal se tornar necessário.

Este é um teste com um elevado grau de precisão, mas não detecta todos os defeitos, tais como o lábio leporino e a fenda palatina.

Quando e como se faz

Normalmente, é efectuada entre a 15ª e a 18ª semana de gestação, mas pode ser realizada a partir da 12ª até à 20ª semana.



Consiste na introdução de uma agulha longa e fina, especialmente concebida para este efeito e guiada por ecografia, através do abdómen e do útero, sem tocar na placenta nem no bebé, até atingir o liquido amniótico. Depois, aspira-se uma pequena quantidade de liquido para análise.

Este exame pode ser feito com anestesia local, mas há mulheres que preferem submeter-se à amniocentese sem recorrer à anestesia. Nestes casos, o exame pode ser um pouco doloroso, mas varia de mulher para mulher e de gravidez para gravidez.

É frequente recomendar-se repouso nas 24 horas subsequentes à amniocentese.

Riscos

Se a amniocentese for efectuada antes da 14ª semana de gestação, a grávida corre maiores riscos de sofrer um aborto espontâneo.

Uma em cada 200 mulheres é susceptível de contraír uma infecção ou uma outra qualquer complicação que pode, eventualmente, resultar num aborto espontâneo.

Logo após a realização deste exame, é relativamente normal que a grávida sinta ligeiras cãibras abdominais. Se a grávida tiver febre, arrepios, contracções, perdas de sangue ou de liquido amniótico, ainda que pequenas, deve consultar um médico com urgência.