A transferência intrafalopiana de zigotos (ou ovo) traduz-se na fertilização dos óvulos em laboratório e posterior implantação nas trompas de Falópio, através de uma pequena cirurgia. A popularidade deste procedimento fica muito aquém das restantes técnicas de reprodução assistida.

Descrição do método

A transferência intrafalopiana de zigotos é semelhante à transferência intrafalopiana de gâmetas.

A principal diferença é que, de acordo com o primeiro método, os óvulos são fertilizados em laboratório e só depois inseridos nas trompas de Falópio.

Pelo contrário, no caso da transferência intrafalopiana de gâmetas, os óvulos e os espermatozóides são implantados nas trompas de Falópio, onde, em princípio, ocorre uma fertilização natural.

Duração do tratamento

Este procedimento fica concluído entre quatro a seis semanas. A extracção dos óvulos e respectiva fertilização duram cerca de ½ dia. Mais tarde, cerca de 48 horas depois, a mulher deverá de regressar à clínica de fertilidade para transplantar os óvulos fertilizados para as trompas de Falópio.

Taxa de sucesso

Em média, a mulher possui 29 por cento de hipóteses de engravidar e menos um por cento de, efectivamente, dar à luz.

Vantagens

O médico consegue confirmar a fecundação dos óvulos pelo espermatozóide, antes de transplantá-los para o interior das trompas de Falópio. Esta técnica de reprodução assistida possibilita ainda a deslocação natural do embrião até ao útero.

Inconvenientes

A colheita e a transplantação dos óvulos implicam o recurso a uma cirurgia bastante complexa e, por conseguinte, dispendiosa. Na mesma linha de pensamento, a fertilização dos óvulos fora do organismo da mulher requer trabalho de laboratório pago a preço de ouro.