Introduzida no ano de 1992, é a técnica de reprodução assistida mais recente. Um único espermatozóide é injectado num único óvulo e o embrião daí resultante é transplantado para o útero.

Descrição do método

Antes de mais, o especialista prescreve à mulher medicamentos fertilizantes para estimular os ovários a desenvolver vários (e não apenas um) óvulos maduros.


    [*]Faz-se a colheita de espermatozóides de um dos testículos do homem através de uma agulha. Caso a colheita não seja suficiente, procede-se a uma biópsia do tecido dos testículos.
    [*]O médico recolhe os óvulos dos ovários da mulher, fazendo uso de uma agulha inserida ao longo da parede da vagina, com anestesia local.
    [*]Em laboratório, os espermatozóides são isolados um a um e injectados nos óvulos individuais.
    [*]Os embriões são, dois dias mais tarde, transplantados para o útero da mulher.
    [*]Cerca de dez dias depois, a mulher submete-se a um teste de gravidez.


Duração do tratamento

Este tratamento dura cerca de quatro a seis semanas.

Além de ter de passar um dia inteiro na clínica de fertilidade para a colheita dos óvulos e espermatozóides, o casal é obrigado a lá voltar poucos dias depois para a implantação do embrião.

Taxa de sucesso

Em média, a mulher possui 24 por cento de probabilidades de engravidar através da injecção intracitoplásmica de espermatozóides.

As possibilidades de levar a gravidez até ao fim (parto) são de 23 por cento.

Vantagens

Esta técnica de reprodução assistida permite aos homens com baixa produção de espermatozóides conceber um filho biológico.

Por vezes, este procedimento é utilizado para tentar inverter o resultado de uma vasectomia.

Inconvenientes

Embora ainda não haja provas conclusivas, há estudos que defendem que as crianças concebidas através deste método apresentam um desenvolvimento mental mais lento do que aquelas concebidas através da fertilização in vitro.

Em causa está o facto deste método – a injecção intracitoplásmica de espermatozóides – aproveitar todos os espermatozóides, independentemente de serem lentos ou velozes.

Recorde-se que no processo de fecundação natural apenas o espermatozóide mais veloz e resistente consegue alcançar e penetrar no óvulo.