Se a decisão de aumentar a família é fácil para uns, para outros trata-se de um projecto constantemente adiado. Há ainda aqueles que nem sequer ponderam essa possibilidade. Em qualquer dos casos, o segredo é reflectir bastante sobre o tema, antes de tomar uma decisão definitiva... e irreversível.
Click image for larger version

Name:	98372049.jpg
Views:	1
Size:	34.9 KB
ID:	3534326

O que implica a maternidade/paternidade?

Ter um filho não é de todo uma decisão que possa ser encarada de ânimo leve. Mais não seja porque se trata de uma decisão que tem a capacidade de mudar do dia para a noite a vida do casal. E para sempre.

Nenhuma mulher, por mais fortes e activos que sejam os seus instintos maternais, tem noção do que é ser mãe até atingir esse estatuto. Nessa altura, as imagens cor-de-rosa criadas durante a infância e adolescência dão lugar a uma realidade bem mais crua e cansativa.

Ser mãe é nunca ter tempo, dinheiro, apoio e preparação suficientes para tomar conta de um bebé. Ser mãe é desdobrar-se em quatro, sem nunca poder respirar para recarregar energias. Mas o pior de tudo é, mesmo sendo mãe, nunca conseguir evitar este ou aquele erro que põe em causa o seu desempenho em prol do filho.

Os homens também não estão melhor neste campo. Também eles sofrem como ninguém quando assumem a paternidade tal qual ela deve ser assumida – de forma responsável e plena.

Para ambos os elementos do casal, o bebé passa a ser a única prioridade, em detrimento, muitas vezes, de outras áreas, até então vitais, da sua vida. É o caso, por exemplo, da profissão.

Tomar uma decisão

Há casais que não se assustam com facilidade. São estes que, geralmente, persistem na ideia de ter um filho, apesar das mudanças que tal decisão acarreta.

Em princípio, são pessoas que sempre se viram no papel de pais e que, por conseguinte, desde cedo começaram a demonstrar gosto pela maternidade/paternidade.

Mas se há quem decida “sim”, também há quem se fique pelo “não”. Por estranho que pareça, há pessoas – incluindo mulheres – que nunca sonharam ter filhos. Podem até gostar bastante de crianças, mas não conseguem imaginar-se nos estatutos de mãe ou de pai.

Trata-se de uma decisão tão legítima quanto a primeira. Afinal, ninguém é obrigado a ter filhos. Essa opção deve ser feita com base na vontade de cada um, tendo em conta as expectativas e sonhos que tem para a vida futura.

Depois há os indecisos. Aqueles que não conseguem chegar a uma decisão definitiva, adiando de ano para ano a hipotética gravidez, alegando um conjunto de circunstâncias quase sempre adversas à concretização do projecto familiar.

Ao contrário do que se possa pensar, este cenário até é positivo, na medida em que estas pessoas não cometem o erro de realizar algo para o qual não estão (ainda) minimamente preparadas.

No fundo, é este o truque: tomar a decisão de ter ou não ter filhos implica uma grande dose de reflexão e bom senso. O bebé assim o exige.