A maioria das mulheres com mais de 35 anos tende a apresentar uma gravidez de risco, tendo maiores probabilidades de vir a sofrer de hipertensão arterial, diabetes e partos mais complicados. Mas não só.
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Síndroma de Down ou Mongolismo

Tanto a diabetes como a hipertensão arterial, por exemplo, são detectadas e tratadas numa grávida de 35 anos com a mesma facilidade com que seriam em relação a uma mulher com pouco mais de 20 anos.

Neste âmbito, a única excepção está relacionada com o risco de anomalias a nível dos cromossomas – muito maior quando se trata de grávidas com idade superior a 35 anos.

O risco do Síndroma de Down – anomalia cromossomática mais comum – sobe consideravelmente, à medida que a idade da grávida também vai aumentando.

Idade da mãe - Risco do Síndroma de Down
  • 20 anos - 1 caso em 1667 gravidezes
  • 25 anos - 1 caso em 1250 gravidezes
  • 30 anos - 1 caso em 952 gravidezes
  • 35 anos - 1 caso em 385 gravidezes
  • 40 anos - 1 caso em 106 gravidezes
  • 45 anos - 1 caso em 30 gravidezes

Testes para detectar anomalias no feto

A amniocentese continua a ser o teste padrão para detectar eventuais anomalias no número de cromossomas do feto.

Este tipo de teste consiste em retirar, através de uma agulha, uma amostra do líquido amniótico, que se encontra no interior do saco que envolve o feto, dentro do útero. As células do feto contidas no líquido são, então, examinadas para confirmar a existência de uma anomalia - Síndroma de Down, espinha bífida.

A amniocentese só é feita a partir do quarto mês de gravidez (16 a 20 semanas), mas o seu grau de exactidão atinge quase os 100 por cento. Com um inconveniente: este teste pressupõe o risco real de perda do bebé.

Além da amniocentese, existem três outros tipos de exames susceptíveis de determinar se há no feto qualquer tipo de anomalia cromossomática:

A Biópsia de Vilosidades do Córion consiste na inserção de um pequeno tubo ao longo do colo do útero, através do qual se retira um amostra da placenta. Este teste é efectuado entre a décima e a décima terceira semanas de gravidez, pelo que os resultados são revelados num período relativamente inicial da gestação. O único inconveniente prende-se, mais uma vez, com o risco de aborto.

O teste com base em ultra-sons permite identificar as anomalias por volta da décima quinta ou décima sexta semanas de gestação, sem qualquer risco para o feto. Os ultra-sons não conseguem detectar mais de metade dos problemas genéticos que o feto possa apresentar, ficando muito aquém das expectativas dos médicos e pais.

A análise ao sangue realizada entre a décima quinta e décima nona semanas de gravidez, sem qualquer risco para o feto. Embora não seja totalmente exacta, esta análise permite determinar, com alguma segurança, se a mulher está incluída no grupo de risco relativamente às anomalias cromossomáticas.

Caso a resposta a esta suspeita seja positiva, o médico tende a sugerir a amniocentese.