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Regulação parental

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  • Regulação parental

    Olá a todas, não venho ao fórum desde a última gravidez, e venho agora por outro motivo muito mais desagradável
    Ora bem, separei-me do pai dos meus filhos (não sou casada, mas estive junta 11 anos).
    Como Deus me deu 4 filhos lindos e os últimos têm 3 anos e 18 meses e visto que o aperto financeiro não era tanto assim, nos últimos anos tornei-me mãe a tempo inteiro. Deixei de trabalhar por opção de ambos.
    Agora que nos deparamos com a separação e não tendo eu um meio de subsistência, estou muito assustada com o facto de ele pretender ficar com os filhos, ele já deu a entender algumas vezes e como fui eu que terminei a relação, acho que ele está a tentar se vingar desta maneira.
    Estou a frequentar um curso do IEFP, mas só ganho 290€.
    A casa onde moro foi comprada por ambos, mas sempre foi paga ao banco por ele.
    Ele alugou um apartamento para viver e de momento paga a casa onde moro, a alimentação das crianças e o apartamento dele.
    Estou a lutar para ter um emprego, mas ainda não consegui.
    A minha dúvida é: por ser pobre tiram-me os filhos?
    Tenho uma filha de de 12 anos que não é dessa relação, mas sempre viveu conosco, a advogada (que é dele) referiu que não se pode separar irmãos, o que eu concordo plenamente, mas neste caso teria o juíz coragem de separar a irmã mais velha dos outros para dar a custódia ao pai por motivos financeiros?
    Ando muito aflita com esta situação, por mais que pesquise não encontro informações adequadas ao meu problema, não tenho dinheiro para consultar um advogado e não posso sequer pensar na hipótese de ficar sem os meus filhos que são o mais importante da minha vida!
    Se alguém tiver uma informação clara para me dar agradeço!
    Muito obrigada por terem lido até ao fim, de coração.
    Beijinhos para todas de uma mãe muito aflita



    "Don´t worry, be happy"!!!

  • #2
    Happyness lamento a situaçao.

    Hoje em dia e amenos que haja uma situaçao de maus tratos nao se daa guarada ninguem! A guarda dos filhso é conjunta. Podem viver com um com outro, ou ate passar igual tempo nas duas casas, tudo depende do acordo a que voces chegarem. O tribunal so vai interferir se voces nao chegaram a acordo ou de acordarem que claramente for prejudicial para as crianças. Conheço casos do tipico fim de semana intercalado com pai e conheço casos em que o pai vai diariamente buscar os filhos a escola janta com eles e os leva a casa da mae depois. Voces tem de conseguir sentar-se e discutir oq ue sera melhor para eles! Sabes que podes pedir um advogado a SS?

    Beijinhos

    Rute

    O meu parto de 14 dias
    Bebes e Mamas marcianas de 2008
    Foram 25 meses, 2 semanas e 4 dias de maminha com muito amor (mamou a ultima vez a 22 de Abril 2010). CIA congénita, encerrada por cateterismo aos 4 anos e 5 meses.
    CIA congénita... Um operado, outro à espera que feche...

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    • #3
      Inserido Inicialmente por rbalmeid Ver Mensagem
      Happyness lamento a situaçao.

      Hoje em dia e amenos que haja uma situaçao de maus tratos nao se daa guarada ninguem! A guarda dos filhso é conjunta. Podem viver com um com outro, ou ate passar igual tempo nas duas casas, tudo depende do acordo a que voces chegarem. O tribunal so vai interferir se voces nao chegaram a acordo ou de acordarem que claramente for prejudicial para as crianças. Conheço casos do tipico fim de semana intercalado com pai e conheço casos em que o pai vai diariamente buscar os filhos a escola janta com eles e os leva a casa da mae depois. Voces tem de conseguir sentar-se e discutir oq ue sera melhor para eles! Sabes que podes pedir um advogado a SS?

      Beijinhos

      Rute
      Obrigada Rute, deixas-me um pouco mais tranquila.
      Se eu pedir um advogado á S.S. não pago nada? Ou pago um valor mais baixo?

      Beijinhos



      "Don´t worry, be happy"!!!

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      • #4
        Happyness,

        Lamento a tua situação.
        Juiz nenhum vai separar filhos da mãe ou do pai nem dos irmãos!
        O tribunal de menores, cada vez mais, procura o equilibrio que forneça o melhor emocionalmente para as crianças.
        O idela é que vocês cheguem a uma acordo (por exemplo ele pagar uma pensão de alimentos aos filhos e a casa desde que a casa esteja directamente em nome dos filhos... é apenas um exemplo).
        Ser o tribunal a decretar os termos da regularação parental deve ser o último recurso pois cada família/ conjunto de indíviuos tem as suas particularidades na vida e é muito mais benéfico que os próprios tenham isso em conta.

        De qualquer forma ficas a saber que tu própria tens direito a uma pensão de alimentos uma vez que por opção do casal não tens forma de subsistires. Essa pensão de alimentos, na lei actual, pode ir até 2 anos ou até que comeces a trabalhar.

        Nos últimos tempos os tribunais têm optado pela versão: 1 semana em casa da mãe, 1 semana em casa do pai, não há lugar a pensão de alimentos para as crianças e as despesas são pagas a meias.... na situação que te encontras parece-me muito complicada para ti esta solução.

        Segue o conselho da Rute e pede advogado da SS (eu tenho ideia que não se paga) mas tenta estudar várias possibilidades por forma a conseguires um acordo com o teu ex.....

        Boa sorte


        \"Bom mesmo é ir à luta, com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e viver com ousadia, pois o triunfo pertence a quem mais se atreve.\"

        \"Ter problemas na vida é inevitável; ser derrotado por eles é opcional\"

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        • #5
          Inserido Inicialmente por MBprincesa Ver Mensagem
          Happyness,

          Lamento a tua situação.
          Juiz nenhum vai separar filhos da mãe ou do pai nem dos irmãos!
          O tribunal de menores, cada vez mais, procura o equilibrio que forneça o melhor emocionalmente para as crianças.
          O idela é que vocês cheguem a uma acordo (por exemplo ele pagar uma pensão de alimentos aos filhos e a casa desde que a casa esteja directamente em nome dos filhos... é apenas um exemplo).
          Ser o tribunal a decretar os termos da regularação parental deve ser o último recurso pois cada família/ conjunto de indíviuos tem as suas particularidades na vida e é muito mais benéfico que os próprios tenham isso em conta.

          De qualquer forma ficas a saber que tu própria tens direito a uma pensão de alimentos uma vez que por opção do casal não tens forma de subsistires. Essa pensão de alimentos, na lei actual, pode ir até 2 anos ou até que comeces a trabalhar.

          Nos últimos tempos os tribunais têm optado pela versão: 1 semana em casa da mãe, 1 semana em casa do pai, não há lugar a pensão de alimentos para as crianças e as despesas são pagas a meias.... na situação que te encontras parece-me muito complicada para ti esta solução.

          Segue o conselho da Rute e pede advogado da SS (eu tenho ideia que não se paga) mas tenta estudar várias possibilidades por forma a conseguires um acordo com o teu ex.....

          Boa sorte
          Muito obrigada pelos esclarecimentos
          A situação agora vai complicar ainda mais, porque ele resolveu que a casa onde estou com os miúdos é dele, e que já que me sustenta, vai viver aqui e ponto final!
          Vai ser um tormento daqueles...Enfim, é o que dá dedicarmos a nossa vida unicamente ao marido e aos filhos, se a relação termina, passamos a ser umas "Zé Ninguém" e levamos com essa na cara todos os dias mesmo para humilhar...
          Desculpa, foi só um desabafo.
          Fico muito grata pela tranquilidade que me têm dado com estas informações.
          Um beijinho grande.



          "Don´t worry, be happy"!!!

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          • #6
            Olá meninas!
            Já sou "velha" neste forum e muito o frequentava na altura da gravidez e dos primeiros anos do meu filho.
            O motivo que agora me faz voltar não é o melhor, mas enfim...preciso da vossa ajuda e aproveito o tópico da Happyness.
            Vivi em união de facto com o pai do meu filho durante 10 anos, com IRS sempre feito em união de facto, casa comprada em nome dos dois, contas conjuntas e um filho com 5 anos.
            Há 4 semanas que ele saiu de casa. Eu a pensar que viviamos bem, com altos e baixos como qualquer casal, até temos uma situação financeira favorável, tudo parecia correr bem e de repente....puff..."não me sinto bem contigo, vou sair de casa para ""pensar""... como tantas mulheres valentes neste forum, lá vai mais uma que levou uma punhalada nas costas e nem percebeu bem de onde veio, mas pronto, isso agora não interessa nada.

            O que eu queria saber é qual é o primeiro passo para agilizar o processo de separação, dado que não somos casados. Eu permaneço em casa e não tenho intenção de abandonar porque a casa é o lar do meu filho. Como se procede à regulação do poder paternal e à divisão de bens? Não sendo casados não há regime de bens, mas há casa, há carros, há contas conjuntas e há animais (que pode parecer idiota incluí-los mas também são do casal)?

            Alguma das meninas me pode ajudar? É que em caso de divórcio, tenho uma das minhas melhores amigas que se divirciou há meses e sei como correu, mas em caso de união de facto não faço ideia por onde começar.

            Obrigada e um beijinho a todas

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            • #7
              Olá Viky,

              Lamento a tua situação... preferia sempre não ter que responder a este tip de tópicos...

              Mas não é o fim do mundo. É o fim de sonhos, é o fim de uma etapa e o início de outra.

              A primeira questão é a seguinte: como está o relacionamento com o pai do teu filho? é possível um acordo relativo à regulação d epoder paternal e às partilhas de bens?

              Se sim, óptimo! Sentem-se e conversem. Com justiça e sempre a pensar no melhor para o vosso menino. Tenham sempre presente que cada decisão que tomarem agora vai ser para muito anos digo sempre isto porque no meio da turbulência temos tendência a pensar no curto prazo...). É muito importante que toda e qualquer mágoa que tenham um ao outro (legitimas) seja posta de parte quando conversam sobre o futuro do vosso filho.
              Neste caso há vários "modelos" mas os mais habituais são as responsabilidades parentais partilhadas (toda e qualquer decisão importante na vida da criança é tomada de comum acordo) sendo que o regime de visitas pode variar entre 1 semana com a mãe e 1 semana com o pai (não há lugar a pensão de alimentos e as despesas da crianças são divididas a 50%) ou, como eu tenho por exemplo, a criança está com a mãe e dorme em casa do pai uma noite por semana (foi estipulada a 4ª feira mas na prática vamos gerindo) e um fds (de 6ª a domingo) de 15 em 15 dias.

              Eu sou sincera... tenho algumas dúvidas relativamente ao primeiro "sistema" de visitas... não por ser mãe galinha (tb sou) porque faço questão de fomentar a relação pai/filha mas porque acho que aplicar isto pode ter impactos grandes dependendo da idade da criança (uma criança pequena precisa do seu porto de abrigo e de uma estabilidade mais forte...). Mas isso sou eu...

              devem analisar o vosso caso. Até profissional. a mentalidade de "quero o meu filho comigo só porque sim, mas até não vou estar com ele porque a minha vida profissional não me permite" tem que ser eliminada! se a minha filha não puder estar comigo eu quero que ela esteja com o seu pai!

              Chegado a acordo podem redigi-lo com ou sem auxílio de advogado (no meu caso foi sem) e vai para tribunal de menores.

              se a vossa relação atual não permite acordo... então aí o caminho é um advogado... seja ele da SS ou pago por ti. deves tratar disso com urgência.
              Mesmo com um advogado a tua mentalidade deve ser a mesma: Justiça, proteger o teu filho, prevenir o futuro... enfim... foco na criança!
              neste caso devo-te prevenir que os tribunais têm optado, na generalidade dos casos, pela situação "responsbilidades partilhadas, 1 semana com a mãe e 1 semana como pai, sem lugar a pensão e despesas divididas".

              Relativamente aos bens... pões-se o mesmo... se for por acordo podem começar a tratar de tudo já 1 a 1.
              Se não... advogado dir-te à todos os passos a seguir.

              Espero ter ajudado.
              Força. mesmo que não o vejas agora, acredita, o sol ainda vai brilhar muito para ti e para o teu menino! (e isso depende muito de como agires (e o teu ex tb) agora...).

              Beijinhos

              QQ coisa manda PM.


              \"Bom mesmo é ir à luta, com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e viver com ousadia, pois o triunfo pertence a quem mais se atreve.\"

              \"Ter problemas na vida é inevitável; ser derrotado por eles é opcional\"

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              • #8
                O divórcio e a união de facto só diferem nestes casos no facto de não terem que se divorciar.... as partilhas de bens e a regulação das responsabilidades parentais processa-se da mesma forma.


                \"Bom mesmo é ir à luta, com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e viver com ousadia, pois o triunfo pertence a quem mais se atreve.\"

                \"Ter problemas na vida é inevitável; ser derrotado por eles é opcional\"

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                • #9
                  Obrigada MBPrincesa!

                  Então afinal é mesmo tudo como se passou com a minha amiga, contudo ela necessitou de fazer o acordo com o advogado...e eu tenho um feeling que também vou precisar... Não relativamente ao menino, porque o pai já me disse que ele fica comigo (além de que ele trabalha fora, só vinha a casa aos fins de semana, não há quaisquer condições de a criança andar semana, cá semana lá). Penso que neste caso as coisas serão fáceis. A minha amiga apenas me disse que terá que constar no acordo a morada que servirá de base ao pai, no caso dela ficou a morada dos sogros. Neste momento o pai do meu filho aos fins de semana está em casa da mãe e eu tenho facilitado e ele tem levado a criança todos os sábados e depois traz ao domingo.

                  O que eu acho que será dificil é a divisão de bens. Ele é muito complicado nesse aspeto, sempre foi um dos defeitos dele com os quais não soube lidar bem ao longo destes 10 anos. Ele é do género "o que é meu é meu, o que é teu é nosso", não sei se ententem, e apesar da separação ter sido sem dramas nem discussões (o que há a fazer quando nos dizem na cara " não sei o que quero, estou apaixonado por outra", por muito que doa ouvir eu apenas disse que a porta está aberta) e falarmos mais ou menos, acho que esse tema vai ser dificil.

                  Obrigada pelo apoio, eu agora estou bem. Os primeiros dias foram muito dificeis, é como se nos tirassem o chão e a vida pela frente, porque havia muitos planos e projetos em causa, ainda para mais quando a causa é De repente parece que a vida fica vazia. Mas eu não sou mulher de ficar a chorar pelos cantos e a vida continua... só tem de continuar! Felizmente ninguém morreu e estamos todos bem de saúde, menos a minha mãe que tem depressão crónica e está a ter uma crise grave neste momento. Ou seja, não tenho tempo para chorar nem me lamentar. Só quero ajudar os meus e seguir em frente, tratando das coisas o mais depressa possível.

                  Beijinho grande e força para todas!

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                  • #10
                    Inserido Inicialmente por Viky Ver Mensagem
                    Os primeiros dias foram muito dificeis, é como se nos tirassem o chão e a vida pela frente, porque havia muitos planos e projetos em causa, ainda para mais quando a causa é De repente parece que a vida fica vazia. Mas eu não sou mulher de ficar a chorar pelos cantos e a vida continua... só tem de continuar! Felizmente ninguém morreu e estamos todos bem de saúde, menos a minha mãe que tem depressão crónica e está a ter uma crise grave neste momento. Ou seja, não tenho tempo para chorar nem me lamentar. Só quero ajudar os meus e seguir em frente, tratando das coisas o mais depressa possível.

                    Beijinho grande e força para todas!
                    Sem dúvida... o mundo desaba! Agora não tens tempo para te lamentar... mas deve fazê-lo um dia... faz parte do processo de cura e só faz bem! Assim se encerram portas e abrem-se janelas

                    Mas sem dúvida que continua! Com força e no fim vais ver que ficas a conhecer-te melhor, descobres em forças que nem sabias que tinhas, descobres do que és capaz! Com uma atitude de força contra a adversidade será uma fase de crescimento e, em breve, tu própria sentirás isso!

                    O facto de com menino não haver problemas já é meio caminho andado... Nas partilhas é mais ou menos assim "cedes aqui, ele cede ali"... tem que ser...

                    QQ coisa estou por aí sempre à diposição

                    Beijinhos, muita força e um grande miminho para ti e para o teu menino!


                    \"Bom mesmo é ir à luta, com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e viver com ousadia, pois o triunfo pertence a quem mais se atreve.\"

                    \"Ter problemas na vida é inevitável; ser derrotado por eles é opcional\"

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                    • #11
                      MB, obrigada pelo carinho!

                      A amiga que já referi num post atrás está a passar também pelo divórcio, leva-me uns meses de avanço... Se já eramos unha e carne, agora somos inseparáveis. Choramos e rimos juntas, apoia-mo-nos muito porque parece que foi Karma de ambas, dado que as situações foram muito idênticas. E o curioso é que o meu "ex" criticou tanto e "ex" dela e agora fez uma coisa tão parecida. Enfim...

                      Sei que também neste cantinho há muitos, infelizmente, exemplos como o meu. Há que ter força. Houve dias em que, por mim ficaria o dia todo na cama, como se fosse uma concha que me protegia, mas olhei para o meu filho e pensei que aquele menino de 5 anos merece uma mãe feliz para que ele seja feliz também. Tenho também a sorte de ser muito optimista, característica que herdei do meu pai que tem sido um pilar na minha vida.

                      É por isso que estou também aqui, como mais um exemplo que sei que será de superação! E a dar o meu apoio a quem dele precisar

                      Ao mesmo tempo que escrevo este post passa no rádio LOUIS ARMSTRONG - "WHAT A WONDERFUL WORLD"!
                      Não podia ser melhor!

                      Beijinho grande e muita força!

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                      • #12
                        Ola
                        Podes sempre pedir uma advogada a segurança social visto não teres recursos, informa-te na segurança social, tens de apresentar alguns papeis mas nada de especial.
                        E dao- te de certeza. assim já te auxilia em todas as duvidas .
                        ESpero que corra tudo bem

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