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  • Por opção

    Gostaria de saber se há por aqui famílias monoparentais por opção ou seja mães ou pais que decidiram ter um filho sozinhas/os e trocar algumas ideias e experiências.

  • #2
    RE: Por opção

    Olá,



    não sei se me enquadro ou não no que procuras Eu engravidei por acidente de uma relação pouco séria. Sempre tinha pensado ser mãe um dia e muito provavelmente sozinha visto não haver uma relação estável. Dada a minha idade (38 quando engravidei) e essa vontade de ser mãe, decidi ir em frente com a gravidez apesar de o pai da minha filha me ter pedido que fizesse uma IVG e, quando isso não aconteceu, ter desaparecido do mapa logo durante a gravidez.



    Considero que sou mãe solteira por opção pois, mesmo que ele estivesse presente na vida da filha, não faria parte da minha como parceiro ou companheiro, já que nunca foi essa a base da nossa relação.



    A Luísa tem 23 meses neste momento.



    Qual é a tua situação, se posso perguntar?



    Elsa

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    • #3
      RE: Por opção

      Olá, obrigada pela tua resposta.



      O que eu queria saber mesmo era se existe aqui alguém que pensou assim "Vou ser mãe/pai sozinha/o".



      Mas o teu caso apesar de não ser bem isso também não é muito diferente já que tiveste que fazer essa escolha, foi a tua opção.



      Eu após bastantes relações falhadas, com a idade a avançar, e o relógio biológico a tocar estou a pensar em ser mãe solteira por opção. Sinto que me falta qualquer coisa. Já tenho a minha vida profissional feita, já consegui atingir a maioria dos meus objectivos na vida, e tenho pensado muito que me sinto ainda incompleta, que me falta ser mãe. Aquilo que estou a pensar fazer, caso avance com esta minha decisão, é recorrer à adopção individual ou à inseminação artificial com sémen de dador anónimo (a primeira, é possivel em Portugal, a segunda não, mas não seria problema, pois Espanha é já ali ao lado). Ou até mesmo as duas.



      Ainda por cima, recentemente descobri um problema de saúde e fui aconselhada pelo meu médico a , caso queira ter filhos, não deixar passar muito mais tempo.



      Não conheço ninguém que tenha tomado esta decisão e por isso é que gostava de trocar ideias e opiniões. Acho que para a sociedade, ser mãe solteira por opção ainda é um bocadinho tabu, pois se existe ainda algum perconceito em relação a mães solteiras porque assim foi o destino, então alguém querer ser mãe solteira, à cabeça de alguns, deve ser uma perfeita loucura.



      Beijinhos

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      • #4
        RE: Por opção

        Kokas1 (06-10-2009)Olá, obrigada pela tua resposta.



        O que eu queria saber mesmo era se existe aqui alguém que pensou assim "Vou ser mãe/pai sozinha/o".



        Mas o teu caso apesar de não ser bem isso também não é muito diferente já que tiveste que fazer essa escolha, foi a tua opção.



        Eu após bastantes relações falhadas, com a idade a avançar, e o relógio biológico a tocar estou a pensar em ser mãe solteira por opção. Sinto que me falta qualquer coisa. Já tenho a minha vida profissional feita, já consegui atingir a maioria dos meus objectivos na vida, e tenho pensado muito que me sinto ainda incompleta, que me falta ser mãe. Aquilo que estou a pensar fazer, caso avance com esta minha decisão, é recorrer à adopção individual ou à inseminação artificial com sémen de dador anónimo (a primeira, é possivel em Portugal, a segunda não, mas não seria problema, pois Espanha é já ali ao lado). Ou até mesmo as duas.



        Ainda por cima, recentemente descobri um problema de saúde e fui aconselhada pelo meu médico a , caso queira ter filhos, não deixar passar muito mais tempo.



        Não conheço ninguém que tenha tomado esta decisão e por isso é que gostava de trocar ideias e opiniões. Acho que para a sociedade, ser mãe solteira por opção ainda é um bocadinho tabu, pois se existe ainda algum perconceito em relação a mães solteiras porque assim foi o destino, então alguém querer ser mãe solteira, à cabeça de alguns, deve ser uma perfeita loucura.



        Beijinhos


        Olha, eu compreendo-te perfeitamente porque antes de este bendito «acidente» acontecer, já tinha inclusive andado a procurar informação sobre a inseminação com dador anónimo, tinha até falado com um grande amigo meu que é gay no sentido de ser ele a doar o esperma, ou seja, se a Luísa não tivesse chegado na altura em que chegou, eu não demoraria muito a dar esse passo que tu estás a pensar dar, de uma maneira ou de outra. Nunca considerei seriamente a adopção, por dois motivos, primeiro, porque queria muito engravidar e passar por essa experiência; segundo, porque se para um casal as coisas já demoram como demoram, para uma pessoa solteira é dez vezes pior, e com a minha idade, não estava com coragem para esperar dez anos por um filho... Estranhamente, agora que tenho a Luísa penso muito em adoptar outro filho, mas não sei, vamos ver.



        Em relação aos preconceitos, posso dizer-te que fiquei agradavelmente surpreendida com as pessoas. A verdade é que foram raras as pessoas que me fizeram perguntas sobre o pai. Eu trabalho em casa e moro numa zona antiga da minha localidade, ou seja, acabo por conhecer bem muita vizinhança e em grande parte são pessoas de muito mais idade. Pois nunca ninguém me fez perguntas sobre o pai, as poucas indirectas eu desviei sempre com respostas vagas, e toda a gente me trata super bem e a Luísa é a estrela e a mascote da zona, conhecida e adorada por toda a gente Mesmo na família mais chegada, ao contrário do que a minha mãe temia, uma resposta vaga de que «o pai afastou-se» chegou e sobrou para nunca mais ninguém tocar no assunto.



        Talvez por as pessoas também sempre me terem conhecido mais ou menos sozinha e independente, já que desde miúda que não tenho «namorados» oficiais e sempre guardei as minhas relações para mim, não tenham estranhado mais este passo individual... Incrivelmente, a primeira reacção da minha mãe, por exemplo, nem sequer foi perguntar quem era o pai mas ficar feliz por eu «finalmente» lhe ir dar um neto ;-) Não digo que as pessoas ao principio não tenham comentado entre si, mas nunca me senti olhada de lado, posta de parte, ou condenada, de maneira alguma. Pelo contrário; a relação com os vizinhos até melhorou e eles são super prestáveis e estão sempre dispostos para olhar por ela um bocadinho para eu ir ao pão, esse tipo de coisas. Talvez te surpreendas também com as pessoas que te rodeiam... De qualquer modo, as pessoas e o que elas pensam é o menos importante e o que menos te deve preocupar.



        Se quiseres conversar ou precisares de apoio estou à disposição!



        Elsa

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        • #5
          RE: Por opção

          Olá!

          O meu caso não é o mesmo, mas também ronda o tópico. Engravidei por acidente, e uma relação nada séria. Tentou-se (tentei eu, mas enfim...) construir uma relação, mas não resultou. O meu filho tem agora 2 anos e meio e um pai que diz querer estar presente, mas que depois não aparece. Tenho a minha vida profissional quase estabilizada e continuo sozinha, por opção. Ando a pensar em adoptar uma criança, mas mais velha que o bebe - é mais rápido o processo, ainda que demorado na mesma...

          Hoje em dia não creio que haja tantos "maus olhos" como antigamente, já que começa a ser hábito e muito comum os pais/mães solteiros.. Se calhar o ideal era arranjar para mim um companheiro que já fosse pai solteiro hehe

          Enfim, acho que tenho muito amor para dar e gostava de ter uma menina... Uma vez que tive uma gravidez complicada ao ponto de não saber se posso (e se quero) passar por outra, adoptar cada vez mais me atrai.

          Bjs



          Pat

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          • #6
            RE: Por opção

            O exemplo mais recente e conhecido é o da Solange F. ( Sic Radical ) , homossexual assumida que decidiu ser mãe solteira

            http://aeiou.caras.pt/solange-f-esta...-meses=f23508#

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            • #7
              RE: Por opção

              Olá mais uma vez



              De facto adoptar é demorado, por isso é que estou a pensar ter um filho biológico sozinha já,e ao mesmo tempo dar inicio ao processo de adopção, assim quem sabe tinha um filho biológico agora, e daqui a uns anos tinha um adoptado. De qualquer forma, sei que teoricamente não há qualquer regra que dite que os casais têm prioridade face às pessoas sozinhas. Se e quando existe, que existe, claro, é por pura descriminação vinda dos técnicos que trabalham nos processos de adopção. Num outro forum que julgo não posso dizer qual é aqui, encontrei um relato de uma pessoa sozinha que iniciou o processo em 2004 e em 2006 recebeu a criança. Também tem a ver com sorte.



              Em relação ao filho biológico, uma inseminação caseira como falou a ElsaTS e como supostamente fez a Solange F. é uma boa opção, mas eu não tenho ninguem que se disponibilize para tal. Tenho amigos, mas não me imagino a pedir-lhes uma coisa dessas,aliás, conheço-os, e acho que não o fariam.



              A hipotese é mesmo um tratamento em Espanha e provavelmente será isso mesmo! Já me estive a informar e encontrei uma Clinica aqui mesmo na fronteira, das mais conceituadas, um tratamento para inseminação dura 8-10 dias e custa em redor de 1000-1500€ (sinceramente, pensei que fosse mais caro). E claro, sorte para conseguir à primeira também é preciso.



              Acho que já tomei a minha decisão, mas ainda tenho muitos receios. Mas uma coisa tenho a certeza: de onde vem o meu filho isso não me importa. E a minha opção pelo biologico é mesmo porque um dos meus maiores sonhos é viver a gravidez . Mesmo que fosse com doação de gâmetas total (sémen+óvulos). Genes para mim são só isso mesmo, genes.



              Também tenho um desafio grande pela frente: enfrentar a minha familia (que é muito tradicional, para não dizer antiquada) quando lhes comunicar a minha decisão, ui, que isso é que vai ser pior, mas primeiro está a minha felicidade e mesmo que custe, tenho a certeza que aceitam.



              Beijos a todas

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              • #8
                RE: Por opção

                ElsaTS (05-10-2009)Olá,







                não sei se me enquadro ou não no que procuras Eu engravidei por acidente de uma relação pouco séria. Sempre tinha pensado ser mãe um dia e muito provavelmente sozinha visto não haver uma relação estável. Dada a minha idade (38 quando engravidei) e essa vontade de ser mãe, decidi ir em frente com a gravidez apesar de o pai da minha filha me ter pedido que fizesse uma IVG e, quando isso não aconteceu, ter desaparecido do mapa logo durante a gravidez.







                Considero que sou mãe solteira por opção pois, mesmo que ele estivesse presente na vida da filha, não faria parte da minha como parceiro ou companheiro, já que nunca foi essa a base da nossa relação.







                A Luísa tem 23 meses neste momento.







                Qual é a tua situação, se posso perguntar?







                Elsa


                Elsa, dessa n sabia eu....afinal somos 2 Elsas, com ninos de Novembro, na mesma condição social...
                Elsa





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                • #9
                  RE: Por opção

                  Não me digas, queres ver que é o mesmo gaijo??



                  Isto será sina das Elsas?



                  Elsa

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                  • #10
                    RE: Por opção

                    Viva,



                    Compreendo-te perfeitamente Kokas1, estou na situção clássica "já escrevi um livro, já plantei uma árvore". Também já corri mundo, já acumulei patrimónios culturais, éticos, financeiros, apreciáveis mas



                    O sonho de ter um filho também existe nos homens, mesmo nos homosexuais (o meu caso). É um projecto formidável, que exige muito, se fôrmos minimamente conscientes, mas que pode dar uma nova centralidade a vidas, como a minha, demasiado dispersa em "small talks".



                    Porque razão só encaras dadores anónimos e bancos de esperma para fazer calar o relógio biológico, cada vez mais barulhento com a idade até se calar de vez ?



                    Nunca pensaste que um pai identificável e presente pode ter um papel decisivo na viabilização desse projecto?



                    Bjs

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                    • #11
                      RE: Por opção

                      Olá. Sou nova por aqui, aliás, só há alguns minutos fiz o meu registo. Também como tu estou sozinha e já há algum tempo que o relógio biológico começou a fazer-se sentir.



                      Tive uma releção de mais de cinco anos em que o meu companheiro fugia constantemente à responsabilidade e a relação começou a deteriorar-se a partir do momento em que tive de deixar de tomar a pílula.



                      Agora, a minha vontade é ser mãe. Solteira por opção.



                      TEnho um amigo cujo grande sonho dele é também ser pai. Temos um projecto em conjunto. Embora separados, pois não nos passa pela cabeça ter qualquer tipo de envolvimento emocional, acreditamos que vamos conseguir levar a nossa avante.



                      Se este meu amigo não existisse, tinha já colocado a hipótese de ir a Espanha e recorrer à inseminação artificial sem dador. Por isso, acho que me enquadro exactamente naquilo que procuras. Se precisares de trocar ideias, experiências, enfim, o que quer que seja, já sabes.



                      Beijinhos.
                      Rita

                      Comentar


                      • #12
                        RE: Por opção

                        Vou dar-te uma resposta MUITO politicamente incorreta, mas se é o que sinto, é o que tenho a dizer:



                        Tinha acabado de ir viver maritalmente com o pai do meu filho quando fiquei grávida. Ele queria que eu abortasse e eu recusei. Achei que aos 28 ( na altura ) já não tinha propriamente qualquer justificação para a criança não vir ao mundo, e ainda por cima, queria ser mãe daquele ser pequenino dentro de mim.



                        Se eu soubesse o que sei hoje.... Ai se eu soubesse, e que ele está cá só porque eu o desejei, só porque eu o quis, só porque não me podiam obrigar, juro, mas juro mesmo, que tinha dito que não sabia quem era o pai.



                        Evitava uma serie de desgostos e sofrimento que passo por o ter registado com mãe A e pai B.



                        Hoje, o meu filho tem um pai. SIM, o padrasto, que ele adora, que ele admira, como quem quer ser quando crescer. Esse é o pai do coração dele, independentemente dos genes.



                        De que valem os genes???? Pai e mãe são quem criam, não quem faz!



                        Durante muito tempo estive sozinha só com o meu filho. Nunca por um momento me arrependi de ser mãe solteira. Penso que talvez hoje te possa parecer um pouco assustador, mas tenho a certeza que assim que estiveres grávida, já tudo te vai parecer diferente.



                        Comigo foi assim.



                        E se esse é um sonho teu, não deixes que mais ninguém interfira. É preferivel ires a Espanha, pagares a quantia, que todo o resto da tua vida teres alguém a disputar contigo em tribunal uma criança que foste tu que desejaste.



                        Se um dia lhe deres um pai, que seja um pai que tu e a criança escolhem. Não um parvalhão qualquer que só porque deu esperma considera que tem os mesmos direitos de quem arrisca a vida para trazer um ser ao mundo, de quem o carrega nove meses, de quem o alimenta depois disso, de quem acorda de noite, de quem está lá para tudo e não desiste, só porque se fartou do companheiro....



                        E quanto ao projecto entre dois amigos... Bem, também tenho alguém bem próximo que fez isso, e se hoje pudesse voltar atrás, acredita que voltava...



                        As crianças não se dividem! E os adultos também não!





                        Peço desculpa se firo susceptibilidades, mas eu tenho na pele as expriências....



                        Vai em frente! Sozinha! Toda a força do mundo para ti :
                        -----------------------------------------------------------------------------



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                        • #13
                          RE: Por opção

                          boa tarde



                          Uma pergunta... no hospital como fizeste com a paternidade ? Eles pedem o nome do pai ?!

                          Obrigada
                          Boa tarde



                          Depois de ter lido uma trocas de infos entre varias utilizadoras, queria fazer uma pergunta. Quando a tua menina nasceu, como foi para a registar ? Eles ja nao deixam uma criança sair do hospital sem a mãe dizer quem é o pai e dar o nome dele.

                          No meu caso, quero ser mãe solteira por opção, devido a idade e a relações amorosas complicadas. Tenho o meu melhor amigo que se propos em ser o pai mas não oficialmente, o que para mim é melhor. Tenho receio é das perguntas no hospital acerca da identidade do pai.

                          Obrigada

                          Beijos

                          Comentar


                          • #14
                            RE: Por opção

                            Olá, estou de volta, com novo registo porque me esqueci da Password do username Kokas1, então tive de voltar a registar-me, agora sou Kokas2, e até faz algum sentido uma vez que eu já não sou só 1, agora sou 2!



                            Pois é verdade, levei avante o meu desejo de ser mãe! Estou grávida de 10 semanas! Fui a Espanha fazer uma inseminação artificial, mas tive de fazer duas tentativas, porque a primeira não resultou, mas à segunda sim!



                            Estou muito feliz, não há nada melhor do que esta sensação... Amo tanto este pequeno ser, mas tanto que tenho a certeza que este meu amor basta para o fazer feliz... É infinito!



                            A todos os que pensam fazer o mesmo, não hesitem, sigam os vossos sonhos!



                            E quanto à questão do nome do pai, não me parece que não me deixem sair do Hospital uma vez que eu vou dizer a verdade, que fiz inseminação de dador anónimo no estrangeiro, e levarei comigo a prova da clínica se assim for necessário... O resto eles é que sabem!Não cometi nenhum crime, sou a mãe e duvido que fique presa no Hospital!



                            Se quiserem fazer perguntas a cerca do processo de inseminação estejam à vontade.





                            Beijinhos !

                            Comentar


                            • #15
                              RE: Por opção

                              Muitos, muitos parabéns, Kokas!



                              Espero que tenhas uma gravidez maravilhosa e que corra tudo bem (vai correr!)



                              Fico feliz por teres dado esse passo, espero que estejas a ser muito apoiada por todos os que te rodeiam.



                              Vai dando notícias!



                              Elsa

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