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Dúvida existencial

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  • Dúvida existencial

    Olá

    Leio este forum há bastante tempo sem nunca ter vontade de me registar para intervir. Contudo hoje resolvi "ganhar coragem" e decidi, após ler bastantes tópicos aqui inseridos, fazer uma questão! Mas não sem antes contar o porquê de me iniciar neste tópico!

    Há cerca de 1 mês engravidei sem querer...e, quando digo sem querer, foi mesmo sem querer! Tive relações com preservativo mas algo correu mal (pormenores agora não vêm ao caso) e engravidei! Não estava nada a contar porque pensei que era mesmo "muito azar" mas de facto aconteceu!

    Por várias razões decidi não ter este bébé e marquei a IVG! Foi tudo bastante rápido e não tive traumas nenhuns com o procedimento!


    Não contei a quase ninguem o que se passou e principalmente porque as minhas 2 melhores amigas estão a tentar engravidar há bastante tempo e sofrem bastante por ainda não terem conseguido. Com que "cara" iria eu contar isto? Como poderia justicar tamanha injustiça?

    Escrevo agora porque pergunto-me...porquê? Porque não sofri? Isso faz de mim um monstro? Será que alguém tem alguma explicação luminosa? Maria Verde gosto muito de te ler...o que achas?

    Agradecia Que Pessoas com comentários depreciativos e não construtivos se abstivem-se de comentar! Obrigado desde já!

  • #2
    Ola!

    Nao acho k sejas um monstro...ate pq considero uma situaçao k so passando por ela se consegue avaliar. Se o decidiste assim foi pq achaste o correcto, talx o medo do desconhecido, o nao estares preparada...a surpresa te tenham assustado. Claro que para quem está a tentar e deseja mto ter um filho pode ser dificil compreender, mas acho k se o fizeste terás tb razoes fortes ..pq acredito k n seja uma decisao nada facil de tomar. N te martirizes, um beijinho.

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    • #3
      Olá

      Queria apenas deixar-te uma msg para teres calma e n ficares com todas essas dúvidas na tua cabeça.
      A decisão q fizeste foi com certeza complicada de ser feita. A vontade de ter filhos vem de vários fatores conjugados; eu p ex. nunca liguei mto a crianças ou bebés, nem nunca tive aquele desejo que muitas mulheres desde novas têm de ter filhos. Houve alturas na minha vida em que se tivesse engravidado tlv tivesse tomado a mesma decisão q tu. Depois, de um dia para o outro o relogio biologico fez-me uma partida e lá teve q ser.... já vou a caminho do 2.º. Adoro o meu filho mais q tudo mas continuo a n achar grande piada às crianças dos outros.
      Em relação às tuas amigas, tlv n compreendessem a tua opção dada a situação em que estão, por isso fizeste bem em n lhes dizer nada.
      Mta calma e paz.
      Bjo

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      • #4
        Olá,

        Podes ter racionalizado todo o procedimento. Decidiste de acordo com as tuas razões pessoais sobre a tua fertilidade, possivelmente terás a maternidade como um projecto de vida que deverá respeitar o direito primordial da criança ser desejada (ou de lhe poderem assegurar parâmetros de bem estar) e que abortar será o cenário menos violento de todos os que perspectivaste. Havendo uma clara certeza de que caminho optar, até o teu coração ficou convencido e portanto não te custou.

        Agora, podes estar numa fase de rescaldo, a "arrumar a casa", e podes-te ter deparado com valores que podem nem ser os teus mas que tens interiorizados cultural e socialmente ou ainda, poderás sentir-te de algum modo admirada por não teres passado pelo sentimento de perda, frequente numa IVG. Se não desejavas/podias ter um filho agora, se é um cenário ainda longe no teu horizonte, podes nem sequer ter surgido em ti qualquer vínculo afectivo que te viesse a fazer sofrer ao decidir não seguir em frente, portanto, emocionalmente não foi complicado gerir. Estou a dar-te uma explicação possível, não tendo a certeza, porém, de ser esta, as possibilidades são muitas.

        Por vezes, só nos encontramos com os nossos verdadeiros sentimentos mais tarde, "já vamos na escada" quando tomamos consciência das nossas emoções (a mim acontece-me frequentemente), se porventura te vier a acontecer pensa que tomaste a decisão que julgaste correcta com base na informação que tinhas na altura - aquele não era o momento.

        Li o teu tópico uma primeira vez e quando fui reler para estruturar a minha resposta, ative-me num pormenor - há uns 2 parágrafos pontuados quase exclusivamente a pontos de exclamação. Porque precisaste de enfatizar ou é o teu estilo literário, não sei, mas achei curioso.

        Olha mãe, a lua! Está redonda e branca... podes ir lá pintá-la?

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        • #5
          Olá

          Obrigado pelas respostas.

          Tati28 acho que a palavra martírio não se aplicará bem a mim...fico mais "curiosa" porque não reago da maneira mais normal e óbvia que é o sofrer antes e depois a pensar se fiz o correcto ou se Deus me irá perdoar ou castigar. Acho que é mais uma tentativa de auto-conhecimento e como na maior parte das vezes as pessoas de fora sabem observar melhor resolvi partilhar para tentar descobrir.

          Zia obrigado

          Maria Verde Detesto pontos finais a serio mesmo na vida detesto fins com pontos finais... quando digo isto é porque tenho dificuldades com os pontos finais!
          As pessoas dizem que sou fria, insensível mas eu tento considerar-me pratica. Não estava minimamente preparada para este bébé. Claro que inúmeras coisas acontecem sem estarmos preparadas mas quando posso gosto de ser eu a controlar e não que me controlem. O facto de não falar com quase ninguém sobre o assunto tornou-o mais morto. As coisas mantem-se vivas enquanto falamos delas e pensamos nelas. Fiz questão de tentar não pensar e falar só no dia que soube e agora mais a titulo de curiosidade morbida que outra coisa.
          Tive um aborto espontâneo e não chorei...o meu irmão faleceu devido a um cancro que lhe retirou a vida aos bocados e chorei unicamente no dia seguinte ao funeral. Sou fria sim!! Sou insensivel? Pois não sei mas aprendi que o chorar de pouco nos vale!!!

          Hum...estou a tentar controlar os pontos de exclamação...acho que até obtive um resultado bonito

          Obrigado a todas pelas respostas

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          • #6
            Acho que o facto de não sentires "nada", pode dever-se a seres muito racional, sabias que tinha de ser feito, que não estavas preparada, por isso foste practica, ou pode ter sido uma maneira de "lidares" com a situação, conscientemente estás bem, não foi nada, mas inconscientemente podes estar um pouco mais abalada, neste caso, a determinada altura vais explodir, e mais tarde ou mais cedo vais acabar por sentir alguma coisa, não falo em arrependimento, porque estavas decidida, mas sim em pena, culpa...




            Madrinha querida Caty80
            Madrilhada fofucha Julit

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            • #7
              Olá

              Sim Tábita se calhar tens razão. Se calhar o meu lado racional sobrepõe-se ao meu lado emocional. Espero que seja isso

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              • #8
                Há pouco tempo uma das minhas melhores amigas passou exactamente pelo mesmo que tu, daí eu vir deixar a minha opinião, engravidou sem querer do namorado e teve de fazer uma IVG.. Sentia-se um monstro, chorava e não queria estar com ng pq tinha vergonha, até que nos juntámos para a ajudar a ultrapassar isto...

                O que eu acho, é que está o teu lado racional a falar mais alto, tomaste uma decisão que neste momento seria melhor para ti, não tens que te sentir mal por isso.. Acredito que quando tudo isto acalmar te vais sentir melhor.. Não te podes culpar nem sentir mal, mas sim seguir em frente com a tua vida...

                A Maternidade deve chegar quando estamos preparadas para a receber.. até lá, acidentes acontecem..

                Força!

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                • #9
                  Claro que não és um monstro que tolice, cada pessoa reage de maneira diferente, eu reagi mal e durante alguns meses foi complicado mas a minha situação foi diferente

                  Talvez por tu saberes que não querias ser mãe agora e saberes perfeitamente que querias fazer a IVG reagiste assim

                  Quando estiveres preparada saberás

                  beijocas

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