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Não me fala durante dias...

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  • Não me fala durante dias...

    Olá,

    Escrevo para ter uma opinião imparcial e se puderem me ajudarem a ver as coisas de forma mais clara, trabalho sozinha e não tenho praticamente amigos que não sejam comuns com quem possa falar desta coisas...

    estou com o meu marido desde os 15 anos (tenho 39) e temos duas filhas lindas. No geral damo-nos muito bem. Acontece que, quando discutimos ( às vezes por coisas parvas) ele deixa de me falar completamente durante dias!

    Dou-vos um exemplo:

    comprei um pequeno móvel para a varanda onde pensei guardar as tralhas que ele lá deixava espalhadas ( temos um aquário e eram tubos, sifões, panos molhados, etc) há anos que lhe diziam que não gostava de ver assim a varanda, que parecia uma barraca e ele nunca fez nada. Um dia disse-lhe que compraria um daqueles móveis pequenos de plástico e ele respondeu que não gostava. voltei a dizer-lhe para arranjar uma solução. Não fez! Por isso eu vi um móvel desses em promoção e comprei. Devo dizer que só se vê se sairmos para a varanda, de dentro de casa nem se vê.

    Ficou danado! deixou de me falar e saiu para a rua sozinho. Quando voltou tomei a iniciativa ( já que se tinha fechado no quarto) e tentei falar sobre o assunto e ele sempre a reagir mal. Então disse-lhe que tiraria o móvel se ele tirasse as plantas (arvores de fruto) que tem naquela varanda em vasos e que me impedem de limpar como deve ser. Resposta: então arranco-te os cortinados novos todos ( que pusemos ao fim de 10 anos de casamento porque eu queria a casa mais bonita já que por ele basta os móveis em casa não precisa de tapetes, cortinados, nada)...
    É verdade que quando me enervo grito e sei que ele não gosta e por isso ele tem a mania de me virar as costas e dizer que só vai falar mais quando ele quiser, que não é quando eu quero e sai da divisão onde eu estou.

    Ora desta fez passei-me! Agarrei-lhe no braço e pus-me à frente dele durante um bocado dizendo-lhe que não podia ser sempre como ele queria. Ele acabou por se soltar e foi para a rua novamente. Desde então não me fala. Já lá vão 4 dias e está para continuar. Já sei que agora a questão é eu tê-lo agarrado, porque ele vira sempre o bico ao prego (ex: da última vez no fim disse que não falava porque eu não falava, e isto depois de ele ter dito que queria o tempo dele para se desenervar!)

    Até agora tenho tido força para me manter calada também, mas psicologicamente estou de rastos. E ele faz isto sempre, da última vez foram 8 dias! Durante o dia, como trabalho só me vou lembrando ocasionalmente mas à noite quando chega a casa nem boa noite e de manhã faz a rotina dele toda ao contrário para não nos cruzarmos nas divisões!

    Estou a ficar cansada, acho que isto é uma forma de maus tratos.

    Parece uma criança birrenta!

    Estou a tentar ter forças mas às vezes sinto-me fraquejar... tenho tratado das minhas filhotas e adoro estar com elas mas chega ao fim do dia depois de as deitar e não me apetece estar em casa...

    estas coisas não matam mas moem...

    O que devo fazer? Falo ou espero o tempo que ele quiser?

    Obrigada por me "ouvirem"
    Ana

  • #2
    Olá!

    A vida a 2 nunca é fácil, mas às vezes o pessoal também não ajuda!
    A comunicação é a base para um casamento ser eterno e infelizmente, muitas vezes parece que falamos todos línguas diferentes, pois de uma simples frase se consegue tirar tantos significados...
    Hoje, depois de ter estado 15 anos casada e de me ter divorciado há 1 ano, vejo que a comunicação foi o maior problema que tive no meu casamento. Por opção e também pela minha maneira de ser, acabei por aceitar demasiado, ouvir demasiado...no teu caso, parece-me que ouves a menos, dado que ele te vira as costas!
    A meu ver, é tanto mal criação ofender verbalmente, como virar simplesmente as costas no meio da conversa (como quem diz, vai à m... que não estou para te ouvir!!)
    Quando disse ao meu ex que me queria separar, no meio ele tentou que eu justificasse o rompimento por haver uma 3ª pessoa. Isto tudo porque lhe era difícil compreender que uma pessoa que tinha aguentado tanto, agora, de repente, não quisesse aguentar mais...
    Nessa altura compreendi que afinal ele tinha noção da maneira como se comportava, mas como eu "baixava a cabeça" e nunca o encostei à parede, ele achou que eu iria sempre aguentar até ao fim da vida...
    Azar, deu-se mal!
    Uma pessoa que queira ser respeitada, também tem que saber respeitar...já para não falar da importância de saber nos fazer respeitar!
    Não sou dada a jogos e por isso, nunca quis ameaça-lo com uma saída de casa sem que realmente acreditasse que conseguia sair dela, mas a verdade é que não consegui se quer ameaça-lo...nem teve hipótese de reconsiderar o comportamento dele, quando falei, já não havia hipótese, estava de cabeça feita!
    E no meio estavam 3 crianças pequenas, uma delas na altura com 2meses...
    A vida é demasiado pequena…
    Beijos
    A

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    • #3
      Olá Ana 73,

      Muito obrigada pela tua resposta...

      Eu concordo contigo, que ambos os comportamentos são maus, mas não consigo que ele entenda isso... quando lho digo a resposta é sempre que ele tem o direito de não querer falar eu é que não tenho o direito de o forçar a fazê-lo...

      Sinto muitas vezes como dizes, a baixar a cabeça, às vezes mais pareço filha do que mulher dele...

      Não posso negar que gosto muito dele e que a ideia de me separar me apavora mas também sinto que não posso continuar assim, faço as coisas (ex: tentar voltar a falar com ele) mas depois fico mal comigo ( e com raiva por não ter mais força...).

      Eu sei que tenho de tentar fazê-lo ver as coisas mas geralmente o que começa numa conversa normal acaba em chatice porque ele me diz que só o sei acusar, então se estou a tentar dizer-lhe o que achei mal como posso não dizer que "tu fizeste assim ou assado"...

      Acho que foste uma mulher muito corajosa, eu não sei se seria capaz...

      Um grande beijinho

      A
      Ana

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      • #4
        corajosa???? não, não fui! teria sido se, na primeira vez que achei que me faltou ao respeito, tivesse agido no acto.
        Em vez de ser frontal e explicar tintim por tintim que me tinha ofendido e não me faria segunda, baixei a cabeça e apenas expliquei com muitos bons modos, de maneira a que não se chateasse (!!!!) que tinha ficado magoada com ele. Pede desculpa e o assunto fica resolvido!
        Foi um erro...
        Ao longo dos anos, a gravidade das ofensas (verbais) foi aumentando...
        Acabou por ser um pouco como com as crianças, vão testando, testando e assim ganhando mais espaço.
        Se com os filhos tentamos com um único "não" seja suficiente para que eles compreendam a resposta, por que é que com os maridos não fazemos o mesmo?
        Se aguentamos a ofensa, o que fica na cabeça deles é que até àquele limite eles podem ir, já sabem que nós aguentamos. Na vez seguinte, tentam esticar mais um pouquinho...
        Com os miúdos a crescer, a assistirem a determinados comportamentos, a aprenderem os mesmos comportamentos... a impotência é total.
        Acabei por me sentir humilhada em frente a um filho...um horror!
        (não sei se tens meninas, eu tenho...) sentir que estava a ensinar à minha filha que podia ser tratada daquela maneira, que era normal, fez-me entrar numa tristeza durante a gravidez.

        Se posso dizer que a vida hoje em dia é fácil? não, não posso
        é uma correria louca
        não fosse o cansaço, poder-te-ia dizer que neste momento sou muito feliz
        Em relação ao passado, apenas fica a tristeza de ver um homem inteligente, de boa aparência, com trabalho, família, saúde...ou seja, com tudo para ser feliz, infeliz!
        Acima de tudo, será sempre o pai dos meus filhos ao qual desejo toda a felicidade do mundo, pois só assim os meus filhos serão felizes!

        beijos
        A

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        • #5
          Tenho filhas sim, por isso tenho tentado não chorar quando ele faz isto e tenho tentado manter-me firme mesmo quando ele não fala 8 dias seguidos! Não é fácil para o meu feitio, mas não quero que elas pensem que as mulheres têm de se rebaixar! Mesmo quando fraquejo e tento falar com ele para ver se resolvemos o assunto tento fazê-lo depois de elas estarem a dormir. Antigamente não, chorava, tentava que ele deixasse de estar zangado, enfim, hoje sofro na mesma mas tento não dar aqueles espetáculos, exatamente por elas...

          Tentei falar com ele e agora ele está como se não fosse nada com ele a falar como se nada se tivesse passado, mas eu estou muito magoada na mesma até porque ele insiste que o móvel tem de sair e mesmo antes de se arranjar uma outra solução para aquilo, isto é, continua a impor a sua vontade e eu é que tenho de ceder... Tento que as coisas estejam o mais normal possível mas eu estou em baixo... Estou a ver se me passa esta sensação e se ele acalma mesmo para ver se tenho uma conversa séria e sem me enervar sobre os comportamentos dele para evitar situações futuras...embora esteja a preder a esperança que este ciclo alguma vez mude...
          Obrigada por me aturares...

          beijinho

          A.
          Ana

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          • #6
            Olá!

            Espero vir ajudar, embora saiba que não é fácil.
            Um casamento implica respeito mútuo e isso nem sempre é fácil de conseguir. Nem sempre se consegue o diálogo necessário. Nem tão pouco o entendimento que se gostava.
            De qualquer forma, mesmo que o outro precise de tempo para se acalmar antes de conversar, não é normal ficar tanto tempo nesse amuo. Isso acaba por ser, de facto, uma forma de "violentar" o outro.
            O normal é haver cedências de parte a parte. Haver diálogo para que se chegue a um meio termo (que agrade aos 2) sobre o que causa a divergência, mesmo que seja a coisa mais parva do mundo. Se há amor e vontade de ter uma vida em comum feliz e equilibrada é assim que tem que ser, com muito diálogo.
            Acho que aqui o problema já não está na opinião de cada um sobre quem tem que ceder em relação ao armário. Acho que isso é secundário. O problema está na reacção que isso gerou. Se isso não for resolvido mesmo, na próxima divergência haverá uma reacção semelhante ou pior ainda. E a mágoa desta não desaparece, vai aumentar e aumentar... Portanto, os dois têm que ceder e conversar sobre a forma como lidam com as divergências. E só depois sobre essa em particular.
            Se não há disponibilidade para isso e há uma obrigatoriedade ser só um a ceder, acho sinceramente que não há mta esperança das coisas melhorarem. Infelizmente há pessoas que entram numa em que só olham para si e para as suas necessidades e, portanto, a sua razão e torna-se mto dificil mudar o "disco" e fazê-los ver o outro lado. Conheço um outro casal com o mesmo problema e o que acontece é que ela vai aguentando o "barco" porque não tem a coragem necessária para acabar com tudo, sofrendo o se que se pode imaginar porque carrega o mundo em cima dela. Não pode ser assim, é o que todos achamos, não é? Mas não é fácil.
            Fácil é para quem está de fora, avaliar e decidir o que se deve fazer para resolver tudo. Quem está com o problema tem que ter muito amor pelo outro, mas sobretudo por si e pelos filhos (que percebem mais do que se imagina) para o conseguir ultrapassar e chegar a uma solução, mesmo que essa solução passe pela separação.
            Boa sorte! E espero sinceramente ter ajudado alguma coisa!
            Bjs
            Élia

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            • #7
              Olá Elia,

              Muito Obrigada pela tua opinião... tens toda a razão e vê-lo escrito por outra pessoa faz-me acreditar que não sou maluca...

              Queria muito conseguir quebrar o ciclo porque na realidade das nossas discussões não são verdadeiros problemas, são parvoíces mas com consequências casa vez mais duradouras...

              O meu marido é muito fechado, não fala muito de sentimentos e quando tento falar com ele sobre estas coisas das duas uma, ou diz que o estou a acusar etc e acaba tudo chateado outra vez ou diz que eu sou parva, que me ama e o melhor é por uma pedra no assunto. Só que eu não consigo fazer de conta que não aconteceu!

              Depois de uma vez mais ser eu a "dar o braço a torcer" sinto-me violentada, irritada comigo mesma, mas também não consigo andar semanas sem uma palavra...

              De qualquer forma obrigada pela opinião. Vou tentar falar mais uma vez com ele mas tenho de aguardar que me passe esta sensação de "que parva foste por mais uma vez seres tu a baixar a cabeça"...

              Beijinho

              Ana
              Ana

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              • #8
                mais uma vez por cá...

                alguma vez pensaste em ter apoio psicológico?
                e não, não acho que estejas maluca... ou que te estejas a passar da cabeça...
                mas efectivamente, um apoio por uma profissional consegue ser mais eficaz, do que propriamente estas opiniões que vais tendo por aqui!
                o pessoal da o nosso melhor, partilha experiências, mas é capaz de não chegar para te ajudar...
                eu procurei e confesso que foi essencial!
                precisava que alguém completamente imparcial de ajudasse a desatar o nó que cada vez mais se enrolava.
                e de repente, com as perguntas certas, comecei a conseguir concentrar-me no mais importante... em MIM.
                o EU estava esquecido há muitos anos!
                não me parece que a tua situação vá melhorar...
                com o passar dos tempos pequenas mágoas, tornam-se em grandes mágoas e depois já não há volta a dar.

                beijos
                A

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                • #9
                  Olá Ana,

                  só agora pude responder porque tenho tido alguns problemas com a net...

                  Sim já pendei nisso, aliás já o fiz há uns tempos atrás embora inicialmente o problema fosse outro também abordei este tema... não posso negar que me ajudou um pouco mas depois, entre trabalho, filhas, lida da casa, e questão financeira acabei por deixar de ir às consultas...
                  De qualquer forma, ele aceitando que eu andava no psicólogo disse-me sempre que ele não iria, mesmo que o "chamassem"...

                  As coisas continuam a não estar bem... depois de eu ter falado com ele parecia que iríamos resolver tudo (embora eu lhe tivesse dito que precisávamos de falar a sério e que ainda não podia ser porque eu me sentia magoada e como um rastilho pelo que seria melhor esperarmos uns dias), lá íamos falando normalmente... até sábado. Ele foi à bola como sempre vai com clientes, são sempre homens e geralmente até deixa escapar o nome de alguns, mas desta vez não. Disse só clientes. quando chegou disse que elas as duas se conheciam. No momento não pensei mas aí 30 minutos depois perguntei-lhe porque é que tinha passado todo o tempo a fazer-me pensar que era com os mesmos de sempre que ia e não tinha comentado que eram mulheres... rebentou, que eu não tenho nada que ser desconfiada e que um gajo chega cansado e só o chateio, enfim, calou-se outra vez! Domingo ainda falou um pouco mas só para dizer o que já tinha dito de noite e quando lhe falei de irmos a um psicólogo disse que não estava doente, que é a maneira de ele reagir e que nem que o Papa diga que está mal ele se importa e em seguida que estava cansado, queria descansar e não queria falar mais, passou o resto de domingo, segunda, sempre calado, só ontem à noite começou a falar de trivialidades e só quando necessário, e eu fiz o mesmo! agora estamos assim! Então mas a final que m**** sou eu? ontem à noite queria enroscar-se a mim na cama (todos estes dias fica só no seu canto) disse-lhe que se chegasse para o seu lado, já conheço esta tática, é aquela que eu chamo de "por a pedra em cima do assunto". Não estou para isso...
                  Mas estou a ficar cansada, farta e muito desanimada...
                  Ana

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                  • #10
                    oi,
                    Nem imaginas como reconheço esses comportamentos...não matam, mas moem!
                    A frieza das palavras, às quais nós damos tanto significado e que para eles saem com tanta facilidade!
                    Quantas vezes lhe propus terapia, que falasse com alguém isento, levei sempre com respostas parecidas com as tuas. Que não estava doente e não tinha nada de ir falar com estranhos! (isto ainda era na fase em tentava que ele tivesse consciência das suas atitudes)
                    Quando o meu saco estava prestes a encher, ainda sugeri que fossemos falar com o Padre que nos casou, com o qual tínhamos muito boa relação, de amizade, e também obtive a mesma resposta. Não estava para ir falar sobre o nosso casamento com ninguém, além de que não achava que o nosso casamento tive algum problema!!
                    Quantas e quantas vezes lhe perguntei porque me falava com 3 pedras na mão, porque é que os que o rodeiam tinham que estar sempre a levar com o mau humor dele, nomeadamente eu e os filhos, quando não lhe tínhamos feito nada que implicasse tal tratamento. A reposta era sempre a mesma: são vocês que andam sempre a chatear!
                    Nunca em momento algum ele considerou que o problema pudesse ser ele.
                    Até que um dia o saco rebentou e quando rebenta já não há volta atrás. O alívio é imediato e já nem sequer fui capaz de reconsiderar viver com ele o resto da vida.
                    Nessa altura já estava disposto a falar com psicólogo, padre, com quem fosse preciso. Aliás ainda fomos falar com o padre, que lhe deu no juízo e o mandou meter o orgulho no saco!
                    A atitude dele mudou radicalmente, mas já não me foi capaz de convencer. Sentia que seria sol de pouca dura. Aliás cada vez que o via a fazer algo, mais irritada ficava com ele, porque afinal era capaz de tudo aquilo que ao longo de 15 anos eu tanto lhe pedia e que me caiu nos ombros.
                    A mudança de atitude acabou por me dar mais certeza da minha decisão, senti que tinha gozado comigo durante aquele tempo todo, que afinal todo o meu esforço nunca foi nem nuca seria devidamente valorizado.
                    Em conversa com o meu obstetra (que também foi envolvido na confusão pelo meu ex marido, pois julgava que estava com uma depressão pós-parto), quando ele no fim da minha conversa me diz que eu tinha que recuperar a minha dignidade, nem imaginas o quanto me senti humilhada...nesse momento percebi o quanto eu me tinha rebaixado e anulado.
                    Enfim, graças a Deus essa fase já passou…
                    Ana

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                    • #11
                      Ai Ana, cada vez mais te admiro a força e determinação... o mal é que eu ainda gosto muito dele e parece contraditório com o que agora sinto mas quando não há zangas, sinto-me feliz ao lado dele... mas nestas alturas... sinto-me a pior das mulheres e sinto que não temos solução... Esta paz podre está a matar-me, mas depois se viermos a falar e a ficar bem eu não guardo rancor nem mágoa... até à próxima discussão destas... eu sou mesmo esquisita...
                      Beijinho

                      Ana
                      Ana

                      Comentar


                      • #12
                        bem, também não posso dizer que fosse tudo mal no meu casamento, porque não seria verdade.
                        Nem me queixo que ele não fizesse nenhum.
                        Não ia sair com os amigos, não bebia, não fumava, mas...
                        Afinal estivemos casados 15 anos e se fossem assim tão mau, não teria aguentado tantos anos.
                        Mas a verdade é que o que para ele chegava, para mim não!
                        Queria e quero mais do que dois amigos a partilharem uma casa e os filhos.
                        Quero partilhar o meu dia a dia com alguém que queira realmente ouvir e não me esteja a interromper, por achar que as coisas que ele tem a dizer são mais importantes do que as minhas.
                        Alguém que quando tem um tempo livre, queira efectivamente partilha-lo comigo.

                        Espero que não me interpretes mal, porque não estou de todo a dizer que o teu casamento não tem solução!
                        Acho, honestamente, que estás a caminhar para uma situação de grande tristeza e por isso o alerta para travares a tempo para salvar o teu casamento.
                        Quando 2 pessoas se gostam verdadeiramente tem que se esforçar...
                        provavelmente ele terá muitas coisas a mudar, mas tu também terás certamente, por isso a importância de alguém externo/imparcial, para vos ajudar.

                        Ana

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                        • #13
                          Olá!

                          Devo dizer que concordo com a ideia do psicologo. É sempre melhor procurar uma ajudar profissional, isenta e que poderá fazer ver os problemas de um outro ponto de vista e, consequentemente, ajudar a encontrar a melhor solução.

                          Quero também dar uma outra sugestão que também eu uso com o meu marido quando estamos menos bem. Que tal escrever? Se ele não quer falar contigo ou não consegues "abrir a porta" do diálogo da melhor forma, ou só pq de outra maneira não consegues dizer tudo aquilo que te passa pela mente, porque não escreves?
                          Um email, uma carta, um cartão, qualquer coisa. Desde que sirva o teu objectivo de lhe fazer chegar a tua necessidade de lhe falar e de te fazeres ouvir.

                          Élia

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                          • #14
                            Olá Elia,

                            obrigada pelas tuas sugestões.

                            Quanto ao psicólogo eu também acho que seria o ideal, e acho mesmo que ele precisa (eu também mas eu não recuso a ideia), só que ele não vai na conversa...

                            Quanto ao escrever, honestamente nunca tentei mas se escrever tudo o que me vai na alma acho que ele nem vai ler tudo... de qualquer forma é uma ideia interessante que vou tentar utilizar para ver se resulta.

                            As coisas estavam mais ou menos até hoje. Tou tão cansada... no sábado de manhã virou-se para mim e disse que se calhar já chegava de andarmos zangados. Concordei mas disse-lhe que precisávamos de falar muito a sério sobre a nossa relação porque assim não estava a resultar, ainda lhe disse que tinha de ser sempre eu a "dar o braço a torcer" e como resposta obtive que ele é que falava sempre!!!!!!!!!

                            Como estas respostas me enervam muito e eu ainda estava e estou muito ferida com as últimas semanas, para evitar discussões e em especial em frente das filhas disse-lhe que falaríamos logo que os meus nervos acalmassem para que fosse mesmo uma conversa e não outra discussão. Entretanto ficámos a falar bem mas eu não quis qualquer intimidade até termos a tal conversa. Tinha pensado este sábado que vem pedir à minha sogra ou à minha mãe para ficar com as meninas e nós íamos jantar e falar, pois começava a sentir-me mais controlada emocionalmente. Assim pelo menos num lugar público não haveria discussão.
                            Hoje, do nada, devido à falta de intimidade, de repente disse-me que eu nunca mais falava e que havia de lhe vir dizer que ele precisava de tempo..., voltei a explicar-lhe o porquê, mas ignorou só disse "pois tá bem" e calou-se novamente. Ainda lhe perguntei se ele achava que a atitude que estava a ter resolvia alguma coisa, respondeu que não sabia mas era assim! E calou-se, só disse até logo, muito entre dentes quando se foi embora! E eu fiquei outra vez na m****. Será possível?! O que é que ele queria?! Que eu ficasse mais uma vez como se os 15 dias que não me falou não tivessem acontecido? Sou alguma boneca insuflavel? Tenho culpa se me sinto arrasada? E logo agora que estava a ficar melhor? Digam-me: é de mim?????

                            Obrigada por me "ouvirem".

                            Beijocas

                            Ana
                            Ana

                            Comentar


                            • #15
                              O comportamento do meu era bastante idêntico ao do seu...

                              Já passaram quase 6 anos, and we still here
                              Ultima edição por bichinha666; 10-03-2014, 08:53. Razão: edição
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