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Afundar...

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  • RE: Afundar...

    Olá a todos.



    Nem me vou pronunciar acerca do que aqui vai.:roll:

    Apenas me parece oportuno deixar algumas palavras de conforto ao criador deste tópico.

    Assim sendo, aqui vai:



    VonBispus, deixo um abraço apertado pq pouco mais posso fazer.

    São momentos difíceis que se vivem aí por casa e parece-me bem que procure um pouco de apoio ou, à falta de melhor, um espaço para desabafar...Todos nós precisamos disso!

    Não vou dizer nada que já não saiba mas no casamento temos mesmo de ser o apoio um do outro. Neste ponto parece-me que é um marido que deixa aqui inveja a muita mulher.

    Se ainda ama a sua mulher, lute. Lute sempre mesmo que não tenha certezas de nada. Lute por ela, por si, pelo vosso filhote.

    Se um dia acabar poderá erguer a cabeça e saber que não foi por falta de amor.



    Força amigo!:clover:


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    • RE: Afundar...

      Ola!



      Ena que animado que isto esta!

      Eu n ao sendo fundamentalista tenho uma certa relaçao de odio com tudo o que tem uma taxa de adiçao alta e facil (dai nunca ter sequer experimentado fumar seja o que for, porque morro de medo de gostar) e nao me agrada a ideia de perder o controlo ou de estar muito diminuida nas minhas faculdades. Dai que tenha sempore sido moderada no consumo de alcool e mesmo quando bebe demais nunca passei pela experiencia de nao me lembrar do que se tinha passado ou de ficar maldisposta. Os meus vicios sao roer as unhas e o chocolate, nenhum tem portanto este tipo de efeitos secundarios



      Mas realmente nao se pode misturar situçoes.

      Uma coisa é o consumo moderado e ocasinal de qualquer substancia, mesmo que aditiva, por alguem que nao sofre de adiçao. Ha quem fume tabaco e nao passe dos 4 ou 5 cigarros por dia e consiga sem esforço estar sem fumar nos fins de semana, apesar do tabaco ser muito aditivo para a maioria.

      Outra é o consumo moderado mas habitual (como quem bebe todos os dias um copo de vinho a refeiçao, ou todos os fins de semana). Pode discutir-se se isto é nao um tipo de dependencia, pelo menos psicologica. Suponho que dependera das pessoas. Mas em principio esse tipo de consumo dificilmente se notara na actividade normal da pessoa a menos que o padrao de consumo seja irresponsavel. Porque se tomando uma cerveja duvido que alguem perca capacidades de conduçao se tomar 3 ja nao sera bem assim. Por algum motivo ha profissoes nas quais nao se pode trabalhar sob efeito de alcool (mesmo em quantidades minimos) por exemplo o piloto de um aviao. Se a educadora ou a professora trabalhar de tarde depois de ter tomado um copo de vinho a refeiçao dificilmente isso afectara o seu desempenho, nao? Mas se tiver tomado 3 ou 4? E se tiver tomado meia duzia de cafes e estiver uma pilha? E se em vez de substacias falarmos de outras coisas que interferem com a nossa capacidade como por exemplo nao ter dormido? Sera que eu gostaria de ser operada por um cirugiao que passou a ultima semana sem dormir? ha tanta coisa que pode interferir na nossa capacidade de desempenho. Ai é uma questao de responsabilidade e nao um problema especifico de consumo de substancias.



      E por ultimo temos as pessoas que realmente teem uma dependencia de uma substancia ou um padrao de consumo exagerado e frequente. E duvido muito que pelo menso a medio prazo isso nao se reflita na sua actividade diaria, seja pelo efeito directo da substancia, seja pelo facto de nao poder consumir quando sente necessidade. Ai os fumadores a subir pelas paredes porque estao num sitio ou numa situaçao em que nao podem fumar. Quantas vezes ja nao mandei eu o meu marido ir fumar um cigarro porque o vi a irritar-se e reagir mal porque o filho estava num dia daqueles impossiveis e ele por estar com ele nao fumava e estava um verdadeira pilha! E se o tabaco se nota assim, imagino substancia cujo efeito fisico seja mais evidente...



      Ora esta parece-me ser a situaçao descrita pelo forista que iniciou o topico. algeum que tem um padrao de consumo muito frequente, provavelmente execessivo, e como tal afecta o seu dia a dia e os que a rodeiam. Nao importa qual é a substancia(s), podia ser algo socialmete tao aceitavel como cafe que daria no mesmo. Existe um problema, uma incapacidade, e naturalmente é preciso muito apoio de quem esta ao lado para tentar resolver o problema... E que a pessoas assuma que tem esse problema. o que nao significa que va ou tenha de parar de consumir essas substancias. Se calhar uma simples mudança no padrao de consumo ajudaria...



      Nestas coisa nao podemos ser fundamentalistas e ha que ponderar bem... Vou dar um exemplo de uma substancia (medicamento) que parecendo inoquo da uma moca tal que eu me recusei a toma-lo quando tive de tomar conta do meu filho: o nausef! sim o que dao as gfravidas para os enjoos! Apesar de ter tido uns 15 dias mauzinhos e de saber que o raio do medicamente resolvia o problema o meu filho acorda de noite e precisa de mim! Se o tomasse claramente nao estaria em condiçoes de o atender (quem ja o tomou sabe do que falo). Nao seria uma irresponsabilidade da minahparte toma-lo com uma criança cargo igual a apanhar uma bebedeira ou fumar umas coisas que fizessem rir?



      Beijinhos

      Rute

      O meu parto de 14 dias
      Bebes e Mamas marcianas de 2008
      Foram 25 meses, 2 semanas e 4 dias de maminha com muito amor (mamou a ultima vez a 22 de Abril 2010). CIA congénita, encerrada por cateterismo aos 4 anos e 5 meses.
      CIA congénita... Um operado, outro à espera que feche...

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      • RE: Afundar...

        Rute,



        Disseste exactamente o que eu penso.
        Susana e Afonso (14/09/2004)
        Nobody is perfect!!!
        I'm nobody.

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        • RE: Afundar...

          Companheira rbalmeid: foste dotada do dom da palavra.



          Falaste no nausefe - yep, g'anda moca!!! - mas eu estou a lembrar-me do exemplos dos anti-histamínicos que são, de uma maneira geral, uma forma bem eficiente de apanhar a moca. :P



          Florzinha! Olha, os teus bolos até me deixam de água na boca, quando eu for menos açucarada no sangue, temos de conversar sobre isso... :sneaky:

          Em relação ao comentário que deixaste, apenas quero frisar que, na minha intervenção, não pretendi NUNCA dizer que não existe a questão de uma possível adição. Apenas frisei que era bem mais provável a sr.ª sofrer sintomas de privação por não tomar algum medicamento ansiolítico ou anti-depressivo do que sofrer sintomas de privação por fumar haxixe. Tanto quanto eu pude perceber pelas minhas leituras, o metabolismo reage muito mais rapidamente a um único comprimido do que a 2/3 charros, tornando por isso a medicação mais propensa a adição do que um charro. Por experiência própria, em relação ao haxixe, nunca senti dificuldade alguma em não fumar, mesmo quando, há uns anos, o fazia com bastante regularidade (todas as semanas). Em relação aos comprimidos, não posso falar pessoalmente (ainda bem! ), só posso falar do que vejo á minha volta: a minha avó, quando fez o desmame do valium teve um ataque de pânico horrível; o meu avô tomou o tramal quando foi operado para retirar o cancro e quando fez o desmame chegou a ser internado com dores fortes pelo corpo todo (privação)... Podem ter sido dois exemplos que correram mal mas mesmo os folhetos informativos são taxativos em relação a estes medicamentos: são fortes e bastante aditivos.

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          • RE: Afundar...

            concordo muito com o que disse a rbalmeid..........nao teria sido capaz de o colocar e tao bem como ela, por escrito!mas é como penso!


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            • RE: Afundar...

              VonBispus,



              Só hoje vi este tópico... Tentei ler tudo, mas perdi a vontade... Também acho que as páginas que deixei por ler não fazem falta para o problema suscitado pelo tópico...



              Em primeiro lugar, devo dizer que nunca fumei (nem cigarros, nem charuto, nem coisa nenhuma), nunca bebi (a não ser água, sumos e refrigerantes), nunca tomei anti-depressivos nem afins... medicamentos só mesmo aspirina, cartia e anti-histamínicos por causa das alergias... não esquecendo umas injecções de penicilina, quando era criança, por causa das amigdalites...



              Dito isto, e remetendo-me apenas para a situação em causa... Realmente, é difícil saber como ajudar uma pessoa, ainda mais alguém que amamos e com quem vivemos, a ultrapassar as situações que a levaram a consumir algo que só lhe pode estar a fazer mal. Penso que a solução passará mesmo por apoio psicológico. É preciso que ela aceite o seu passado difícil e o seu (pouco) relacionamento com pai e mãe... Para obter esse apoio psicológico, se não houver uma forma mais célere, pode dirigir-se ao centro de saúde e falar com o médico de família. Ele pode encaminhá-la com urgência para as consultas da especialidade.

              Convém acarinhá-la sempre... motivá-la para ir a essas consultas. Não se pode deixar ir agora abaixo... não se pode afundar... Lembre-se que você é o único pilar dela. Tente, aos poucos, ir conversando com ela... Diga-lhe que a ama... Diga-lhe que sente que ela anda triste... Que quer saber o que se passa... Deixe que ela, aos poucos, vá falando no que sente... Ouça, sem julgar... Nunca exprima julgamentos... Assim, ela vai ganhando confiança para falar cada vez mais sobre o assunto...



              Há algo que li que está a acontecer de há 1 ano para cá (se a memória não me falha sobre o que li)... a melhoria na quantidade e na qualidade das relações... Ela poderá ter-se apercebido que o poderia perder... A reacção dela foi melhorar nalguma coisa... no sexo.

              Só o facto de ela esconder melhor os consumos que faz, mostra que não consegue deixar de os fazer, mas que também não quer perdê-lo a si...

              Muita força e coragem... Mas vá à luta por ela... Casaram há pouco tempo... Vai ver que vai valer a pena!



              Estas coisas duram algum tempo... mas, no final, a vossa relação sairá mais fortalecida...
              Um dia também hei-de chegar ao meu jardim... por enquanto, vou apanhando as pedras, uma a uma..

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              • RE: Afundar...

                (Não li o tópico até ao fim.)







                Nunca mais me esqueço de um grande nome da Psiquiatria no nosso país, nos ter dito na primeira aula de psiquiatria, para deixarmos essas porcarias que fazem rir, alertando-nos para a relação estreita que as drogas leves têm com a esquizofrenia na população jovem e adulta.



                E disse-nos que 80% de nós (partindo do princípio que todos fumávamos) iria desenvolver esquizofrenia até aos 50 anos de idade, sendo a manifestação da doença proporcional ao consumo.







                Eu cheguei a experimentar, mas muito antes da faculdade e como não senti nada de diferente, nunca mais fumei. Mais tarde fiquei agradecida pelo charro me ter sido indiferente, caso contrário penso que hoje ainda "fumaria-aquele-charro-depois-do-jantar-que-não-faz-mal-nenhum".



                _____________







                Em relação ao post que originou o tópico e às participações do autor, acho que primeiramente devias procurar ajuda psicológica, para te orientar, porque nem imagino o dilema em que vives. Depois de alguma ajuda e orientação para conseguir lidar e enfrentar o problema de uma forma mais capaz, partiria para a ajuda de profissionais em relação à tua mulher e mãe do teu filho.







                Espero do fundo do coração, que tudo corra bem, para que possas descansar o teu coração angustiado.



                Beijinhos.

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