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O bebé e a chupeta

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  • O bebé e a chupeta

    Durante os primeiros meses de vida o bebé toma contacto com o mundo exterior através da boca, ou seja, recebe o alimento através do mamilo ou do biberão, ao mesmo tempo que leva todos os objectos que consegue agarrar, à boca. A chupeta satisfaz e acalma o bebé, por ocupar a zona mais importante do seu corpo nesta idade e por ser para ele uma fonte de prazer.

    Quando dar a chupeta ao bebé

    Muitos pais relutam em dar a chupeta ao bebé, quer por detestarem ver uma chupeta a agitar-se no meio do rosto do bebé, quer por recearem a hora de obrigarem o bebé a deixar a chupeta.

    Todavia, as coisas não são tão simples como parecem, uma vez que, se o bebé quiser chuchar, pode habituar-se a chuchar no dedo. Se o bebé, durante os primeiros meses de vida, tiver oportunidade para chuchar na chupeta, nunca virá a chuchar no dedo.

    Por vezes os pais pensam que talvez seja preferível deixar que o bebé se acostume a chuchar no dedo sem, porém, pensarem que, se isso acontecer, o bebé continuará a fazê-lo até aos três, quatro ou cinco anos e, em certos casos, até mais tarde enquanto que, na maior parte das vezes, os bebés estão dispostos a deixar a chupeta bastante mais cedo.

    A chupeta tem outra vantagem importante, em relação ao dedo, que nem sempre é levada em consideração, que é, a menor possibilidade de interferir no desenvolvimento e implantação dos dentes.

    Muitos bebés nunca tentam chuchar no dedo, a não ser por acaso e durante curtos períodos de tempo, mas se se aperceber que o bebé, depois de todas as refeições, tenta meter o polegar na boca para chuchar, deve começar a pensar seriamente na possibilidade de lhe dar a chupeta.

    Se der tempo ao seu bebé para se habituar a chuchar no dedo é quase certo que ele vai rejeitar a chupeta quando lha der. A melhor solução será sempre dar a chupeta ao bebé quando verificar que o mesmo gosta de chuchar, evitando que ele se habitue à sensação de conforto que chuchar no dedo lhe proporciona.

    Dê a chupeta ao bebé quando verificar que ele começa a chuchar tudo o que entra em contacto com a sua boca, as mãos, a roupa, os objectos, etc. Nos primeiros meses de vida dê-lhe a chupeta quando estiver acordado o que se verifica apenas poucas horas por dia.

    O seu objectivo não deve ser que o bebé utilize a chupeta o mínimo de tempo possível, mas sim de a dar ao bebé em todas as oportunidades que tiver, durante os três primeiros meses de vida, por forma a fazer com que ele fique satisfeito e renuncie à mesma mais rapidamente.

    Quando retirar a chupeta ao bebé

    A normal evolução da criança leva a um desinteresse progressivo pela chupeta que conduz ao seu abandono entre os dois e os quatro anos, quando se ultrapassa a chamada fase oral. Todavia algumas crianças têm grandes dificuldades em deixar de chuchar.

    É um erro retirar a chupeta à criança, à força, independentemente da sua idade. O segredo está em fazê-lo aos poucos e subtilmente, de modo a que a mesma não se aperceba dessa necessidade.

    Comece por retirar-lhe a chupeta logo que adormecer, se não o conseguir faça-o quando o bebé estiver completamente adormecido. É muito frequente que o bebé, quando habituado a ficar com a chupeta na boca durante o sono, acorde quando a mesma lhe cai da boca ou lhe é retirada, mas este é um processo moroso e delicado que tem de ser bem feito.

    Durante uma ou duas semanas vá reduzindo a utilização da chupeta, mas se houver alturas em que o bebé esteja muito aborrecido por não a ter dê-lha durante algum tempo para a arrumar, na primeira oportunidade.

    Pode acontecer que o seu filho a surpreenda ao demonstrar-lhe que é perfeitamente capaz de viver feliz sem a chupeta, mas, por outro lado, todas as crianças têm as suas necessidades e ritmos próprios.

    O desejável é que a criança desenvolva progressivamente a sua independência face à chupeta, a partir do segundo ano de vida. Se se aperceber que ele utiliza a chupeta por capricho ou vontade de fazer birra não lha dê, pois nessa altura ele já é perfeitamente capaz de a dispensar e está apenas a testá-la.

    Acima de tudo é necessário paciência e firmeza. Se a criança não tiver motivos sérios para chorar, não se preocupe. Ela acaba por aceitar a sua decisão.
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